Mercados num minuto Abertura dos mercados: Stoxx 600 em máximos de outubro. Juros portugueses sobem após mínimo histórico

Abertura dos mercados: Stoxx 600 em máximos de outubro. Juros portugueses sobem após mínimo histórico

As bolsas europeias negoceiam em alta assim como as principais divisas e o ouro. O petróleo segue em ligeira baixa. No mercado da dívida, os juros portugueses sobem após terem atingido o nível mais baixo de sempre.
Abertura dos mercados: Stoxx 600 em máximos de outubro. Juros portugueses sobem após mínimo histórico
Reuters
Tiago Varzim 20 de fevereiro de 2019 às 09:34
Mercados em números
PSI-20 sobe 0,23% para os 5.151,38 pontos 
Stoxx600 valoriza 0,25% para os 369,9 pontos
Nikkei subiu 0,6% para 21.342,49 pontos
"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 0,34 pontos base para 1,511%
Euro valoriza 0,07% para 1,1349 dólares
Petróleo desce 0,42% para 66,17 dólares por barril em Londres 

Stoxx 600 em máximos de outubro
As bolsas europeias arrancaram a sessão em alta, beneficiando do sentimento positivo imposto pelas bolsas norte-americanas e as bolsas asiáticas. Em causa estão os bons resultados de várias cotadas, nomeadamente a Walmart. Com o fim da época de resultados, os investidores esperam esta quarta-feira, 20 de fevereiro, a divulgação das minutas da Reserva Federal para procurar pistas sobre o rumo da política monetária, principalmente no que se refere à gestão da sua carteira de ativos. Amanhã será a vez do Banco Central Europeu. 

O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, valoriza 0,25% para os 369,9 pontos, ultrapassando a média das últimas 200 sessões, de acordo com a Bloomberg. O índice acumula uma valorização de 9,7% desde o início do ano.

O setor mineiro e automóvel estão a liderar os ganhos num dia em que as bolsas europeias atingem um máximo de mais de quatro meses. Entre as cotadas, o destaque vai para o banco Lloyds e a transportadora aérea Air France, ambos a revelaram resultados aquém do estimado. 

As principais praças europeias também seguem em alta, como é o caso do PSI-20. A bolsa nacional está a ser impulsionada pelo setor do papel, principalmente pela Navigator que já valoriza há cinco sessões e está a negociar em máximos de quase quatro meses. 

Juros portugueses a dez anos sobem após mínimo histórico
Os juros portugueses a dez anos estão a subir, depois de ontem terem atingido por momentos o nível mais baixo de sempre. Os juros negoceiam acima do patamar dos 1,5%: sobem 0,4 pontos base para os 1,511%. Fica assim interrompido o ciclo de seis sessões consecutivas de descidas dos juros das obrigações portuguesas. 

Já os juros alemães a dez anos aliviam 0,3 pontos base para os 0,101%, negociando perto de mínimos de 2016. Ao estarem próximos de 0%, tal indica que os investidores estão dispostos a não ter retorno para obter a segurança deste tipo de ativo, o que poderá indicar que os mercados receiam que uma recessão esteja ao virar da esquina

Yuan sobe com exigência norte-americana
O dólar está a subir, assim como yuan, após a notícia de que os EUA estão a exigir à China que a sua divisa (yuan) tem de ficar estável para que haja um acordo comercial. 

Já o iene está em queda depois de ser revelado que o défice comercial do Japão foi maior do que o esperado. A libra também está a cair num momento em que Theresa May faz os últimos esforços em Bruxelas para alcançar um acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia. 

O euro está a valorizar há cinco sessões consecutivas numa altura em que continua a recuperar parte das quedas recentes. A divisa europeia sobe 0,07% para os 1,1349 dólares.

Petróleo afasta-se de máximos de três meses
O petróleo está a afastar-se de máximos de três meses na sessão de hoje, mas a queda é ligeira. O WTI, negociado em Nova Iorque, segue a desvalorizar 0,21% para os 55,97 dólares ao passo que o Brent, negociado em Londres, que serve de referência para as importações portuguesas, desce 0,42% para os 66,17 dólares.

Apesar de apenas 10 dos 21 países da OPEC+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) terem cumprido à risca os cortes acordados, segundo estimativas da Bloomberg, a queda da produção saudita superou o acordado. 

De acordo com a Bloomberg, que cita dados de uma consultora, as exportações de petróleo da Arábia Saudita desceram em 1,3 milhões de barris por dia durante a primeira metade de fevereiro. 

Ontem foram renovados os votos de cooperação entre a Rússia e a Arábia Saudita. Os dois países fizeram um acordo para alargar a cooperação conjunta no mercado global de petróleo, nomeadamente na implementação dos cortes de produção. 

Ouro renova máximos de 10 meses
O ouro está a subir 0,11% para os 1.342,47 dólares por onça, acumulando cinco sessões consecutivas de ganhos e renovando máximos de abril do ano passado. Fevereiro tem sido um mês positivo para o "metal precioso" mesmo com o dólar e as bolsas em alta. 

Os analistas consultados pela Bloomberg consideram que esta desconexão entre o ouro - visto essencialmente como um ativo de refúgio - e os outros ativos financeiros sugere que pode estar a chegar uma correção em breve.

Mas há também quem relacione este "rally" do ouro com a expectativa de que vai haver mais liquidez nos mercados caso os bancos centrais travem a normalização da política monetária. 



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