Mercados num minuto Abertura dos mercados: Tarifas pressionam bolsas europeias. OPEP leva petróleo a subir 2%

Abertura dos mercados: Tarifas pressionam bolsas europeias. OPEP leva petróleo a subir 2%

Entram hoje em vigor as tarifas comerciais entre os EUA e a China, o que está a pressionar as praças do Velho Continente. No mercado petrolífero, os preços estão a subir quase 2%, depois de a OPEP ter dado uma resposta "morna" às exigências de Donald Trump.
Abertura dos mercados: Tarifas pressionam bolsas europeias. OPEP leva petróleo a subir 2%
Reuters
Rita Atalaia 24 de setembro de 2018 às 09:25

Os mercados em números

PSI-20 recua 0,06% para 5.342,60 pontos

Stoxx 600 cede 0,12% para 838,83 pontos
Nikkei encerrado devido a feriado

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 0,2 pontos base para 1,871%

Euro recua 0,10% para 1,1737 dólares

Petróleo sobe 1,98% para 80,36 dólares em Londres

 

Entrada em vigor das tarifas comerciais pressiona Europa

As bolsas do Velho Continente arrancaram a semana em queda, pressionadas pela entrada em vigor das tarifas alfandegárias aplicadas pelos EUA e pela China. Donald Trump vai impor tarifas sobre o equivalente a 200 mil milhões de produtos chineses importados, enquanto a China vai aplicar taxas de 60 mil milhões aos bens norte-americanos.

 

Esta tensão comercial levou o Stoxx 600 a abrir em queda de 0,12% para 838,83 pontos, acompanhando o desempenho negativo registado durante a sessão asiática. No Japão, as bolsas não negociaram devido a um feriado.

 

Por cá, Lisboa não escapou às perdas. A bolsa nacional abriu a cair 0,06% para 5.342,60 pontos, com oito cotadas em queda, sete em alta e três inalteradas. A pressionar a praça portuguesa segue o retalho, com destaque para a Jerónimo Martins que cai quase 1%.

 

Juros da dívida agravam-se na Europa

As taxas de juro associadas às dívidas soberanas na Europa estão a agravar-se ligeiramente, e Lisboa não é excepção. A "yield" das obrigações a 10 anos de Portugal está a subir para 1,871%. Ao mesmo tempo, a taxa associada à bund está a avançar para 0,467%.

 

Em Itália, os juros da dívida, que têm estado sob pressão devido à incerteza política e económica no país, agravam-se hoje em 4,7 pontos base para 2,876%.

 

Dólar aprecia com investidores à espera da Fed

A moeda norte-americana manteve-se estável perante as notícias de que a China decidiu cancelar as negociações comerciais com os EUA. O dólar está assim a subir contra o euro, com os investidores agora à espera das conclusões da reunião de política monetária da Reserva Federal dos EUA, que se realiza esta semana.

 

O euro está a cair 0,10% para 1,1737 dólares. Contudo, a moeda norte-americana está a recuar contra a libra. A divisa britânica está a subir 0,17% para 1,3098 dólares, depois de ter registado, na sexta-feira, a maior queda num só dia desde Junho devido aos receios em torno do Brexit.

 

Resposta "morna" da OPEP a Trump anima petróleo

Os preços do petróleo estão a subir quase 2% nos mercados internacionais. O presidente dos EUA exigiu à Organização dos Países Exportadores de Petróleo que agisse rapidamente para reduzir os preços do "ouro negro". Mas obteve uma resposta "morna" dos países produtores, o que está a animar as cotações da matéria-prima.

 

"O nosso plano é responder à procura", afirmou o ministro saudita da Energia após uma reunião no domingo. Esta resposta está a levar o Brent, negociado em Londres, a avançar 1,98% para 80,36 dólares, enquanto o WTI, em Nova Iorque, valoriza 1,71% para 17,99 dólares.

Em causa estão as sanções dos EUA ao Irão, que vão condicionar as exportações de "ouro negro" daquele país, o que tem impulsionado os preços da matéria-prima.

 

Valorização do dólar pressiona ouro

O metal amarelo está a cair no arranque desta semana, pressionado pela valorização do dólar. A divisa norte-americana não se deixou afectar pelas notícias de que a China cancelou as negociações comerciais com os EUA.

 

O mercado está agora focado na reunião de política monetária da Reserva Federal dos EUA, que decorre esta semana. Neste cenário, o ouro está a recuar 0,19% para 1.197,75 dólares por onça. Já a prata cede 0,38% para 14,305 dólares.




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