Mercados num minuto Fecho dos mercados: Petróleo atinge máximo de quatro anos. Draghi mexe com euro e juros

Fecho dos mercados: Petróleo atinge máximo de quatro anos. Draghi mexe com euro e juros

O "ouro negro" é a estrela desta sessão com uma valorização de quase 3%, o que levou a cotação para máximos de 2014. As bolsas europeias fecharam em terreno negativo, o euro subiu e os juros agravaram-se.
Fecho dos mercados: Petróleo atinge máximo de quatro anos. Draghi mexe com euro e juros
Reuters
Tiago Varzim 24 de setembro de 2018 às 17:37
Os mercados em números
PSI-20 valorizou 0,29% para 5.361,44 pontos
Stoxx 600 desceu 0,56% para 382,14 pontos
S&P 500 desvaloriza 0,38% para 2.918,44 pontos
Yield 10 anos de Portugal sobe 2,9 pontos base para 1,898%
Euro avança 0,21% para os 1,1774 dólares
Petróleo dispara 2,93% para os 81,11 dólares por barril

Bolsas europeias em baixa com conflito comercial a pesar
Esta segunda-feira fica marcada pela entrada em vigor das novas tarifas americanas de 10% sobre 200 mil milhões de dólares em bens chineses. Apesar de as bolsas não terem reagido de forma expressiva após o anúncio de Donald Trump, o sentimento desta sessão é negativo, com os investidores a aguardar por mais informação numa altura em que a China abandonou oficialmente as negociações com os EUA.

As bolsas europeias fecharam praticamente todas no vermelho, com a excepção da praça portuguesa. O PSI-20 contrariou a tendência negativa da Europa e fechou com uma valorização de 0,29% com o contributo da Galp Energia e do Banco Comercial Português.

No resto da Europa, as principais praças fecharam em baixa. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, deslizou 0,56% para os 382,14 pontos, após seis sessões seguidas de subidas. O sector mais afectado foi o automóvel, um dos que está mais permeável à guerra comercial. Já o sector energético - num dia em que o petróleo atingiu máximos de quatro anos - impediu maiores perdas nas bolsas europeias.

Draghi falou e juros responderam
A taxa de inflação na Zona Euro apresentará daqui para a frente uma subida "relativamente vigorosa". A afirmação é do presidente do Banco Central Europeu e mexeu com os mercados europeus.

"A inflação subjacente deverá crescer mais ao longo dos próximos meses, na medida em que um mercado laboral mais apertado está a potenciar o crescimento dos salários", afirmou Draghi em declarações feitas no Comité para os Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu.

A ideia de que o BCE irá em frente com a redução dos estímulos à economia europeia levou à subida dos juros das dívidas soberanas. Os juros alemães a dez anos sobem 4,8 pontos base para os 0,510%, atingindo um máximo de Junho deste ano. Os juros portugueses seguem o mesmo rumo ao subir 2,9 pontos base para os 1,898%.

Os mais atingidos são os juros italianos que avançam 11,9 pontos para os 2,949%, aproximando-se novamente dos 3% enquanto os investidores aguardam por sexta-feira, dia em que o Governo deverá anunciar as metas orçamentais do próximo ano.

Euribor sobe a 6 e 12 meses
As taxas Euribor subiram a seis e a doze meses, mantendo-se nos restantes prazos. A Euribor a três meses continuou nos -0,319% e a taxa a nove meses fixou-se nos 0,208%. Já a Euribor a seis meses subiu 0,001 pontos para os -0,267% e a taxa a doze meses avançou 0,001 pontos para os -0,167%.

Euro sobe e atinge máximos de três meses
Esta semana deverá ficar marcada pela subida da taxa de juro pela terceira vez por parte da Reserva Federal norte-americana. A decisão da Fed será conhecida na quarta-feira, o que poderá mexer com o dólar. Para já, a divisa norte-americana está a deslizar perante um conjunto de moedas internacionais. É o que acontece perante o euro.

A divisa europeia também valorizou à boleia das palavras de Mario Draghi sobre a economia europeia. Neste momento, o euro sobe 0,21% para os 1,1774 dólares, atingindo um máximo de três meses.

Petróleo em máximos de quatro anos
Os preços do petróleo estão a subir quase 3%, alcançando um máximo de 2014. Há várias razões para esta valorização do "ouro negro". Uma delas passa pela decisão da Arábia Saudita e da Rússia de não aumentarem a produção no imediato, apesar dos apelos do presidente norte-americano para que houvesse mais oferta no mercado.

"O nosso plano é responder à procura", afirmou o ministro saudita da Energia após a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de domingo. "Eu não influencio os preços", acrescentou, após um encontro que terminou sem um plano de acção para fazer diminuir a cotação do barril.

Em causa estão também as sanções dos EUA ao Irão, que vão condicionar as exportações de petróleo iraniano, o que tem impulsionado os preços da matéria-prima. Isto numa altura em que os inventários dos EUA estão em mínimos do início de 2015. A expectativa de que o barril vai valorizar tem vindo a fortalecer-se com vários analistas a apontar para os 90 ou 100 dólares em breve.

Nesta sessão, o barril de petróleo negociado em Londres, que serve de referência para as importações de Portugal, está a valorizar 2,93% para os 81,11 dólares, atingindo um máximo de quatro anos. Já o WTI, negociado em Nova Iorque, está a valorizar 2,46% para os 72,54 dólares, atingindo um máximo de Julho. 

Ouro sobe à boleia de novo gigante do sector
A Barrick Gold, empresa com sede no Canadá, comprou a Randgold Resources por 5,4 mil milhões de dólares, uma aquisição que vai criar um gigante do ouro. Este é o maior negócio do sector dos últimos três anos, segundo a Bloomberg, e poderá ter implicações na oferta do metal precioso no mercado. As acções das duas cotadas estão a subir, assim como o ouro - que soma 0,14% para os 1.201,73 dólares por onça.



pub

Marketing Automation certified by E-GOI