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Ao minuto15.06.2026

Petróleo afunda 5% com a reabertura de Ormuz à vista. Europa bate novo recorde

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados desta segunda-feira.

Plataformas de petróleo
Plataformas de petróleo Eli Hartman / Associated Press
15 de Junho de 2026 às 17:53
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15.06.2026

Europa bate novo recorde à boleia do acordo de paz no Irão. Mas ainda há cautela

bolsas mercados Europa DAX

As bolsas europeias terminaram a sessão sem rumo definido, ainda que o índice de referência para o bloco tenha batido um novo máximo histórico durante a sessão, impulsionado pelo otimismo dos investidores em relação ao acordo entre os EUA e o Irão, anunciado na noite de domingo por Donald Trump. O documento deverá ser assinado esta sexta-feira e deverá levar à reabertura do estreito de Ormuz.  

Apesar do maior apetite pelo risco, o Stoxx 600, que chegou a subir mais de 1%, perdeu ímpeto ao longo da sessão. Terminou com ganhos de 0,19% para 634,44 pontos, um recorde de fecho, tendo tocado os 641,66 pontos pela primeira vez. 

Setores cíclicos, como o automóvel, construção e viagens e lazer, tiveram um desempenho melhor, à medida que os preços mais baixos do petróleo atenuaram as preocupações com a inflação e o crescimento económico. Os setores defensivos ficaram para trás, com os serviços públicos e as telecomunicações sob pressão, enquanto as ações do setor energético caíram 3%, com o Brent a cair para o nível mais baixo desde março.

Os investidores estão de facto mais otimistas, mas ainda cautelosos. O acordo a longo prazo ainda não é dado como certo, dado que Trump admitiu retomar os ataques caso as negociações dos próximos 60 dias não resultem num acordo sobre o programa nuclear de Teerão - que ficou ainda por definir. Além disso, o historial de falsos começos de acordos de paz também deixam o mercado de "pé atrás". 

"O acordo com o Irão é positivo para os mercados, mas, tal como acontece com os anúncios sobre tarifas, o mercado já se habituou a encarar anúncios como este com alguma cautela", afirmou Michael Field, estratega-chefe para as ações europeias da Morningstar, à Bloomberg. "Com as ações já próximas dos máximos históricos, não esperaria uma recuperação massiva e prolongada", explicou ainda. 

Maximilian Uleer, estratega do Deutsche Bank, diz ainda que "não se sabe se será assinado um acordo na sexta-feira, mas a probabilidade de uma reabertura iminente do estreito de Ormuz parece ser a mais elevada desde o início da guerra. Como primeiro passo, encerramos a nossa preferência relativa pelas ações norte-americanas em detrimento das europeias e passamos para uma posição neutra." 

As ações europeias estiveram bastante expostas às consequências deste conflito, deixando o Stoxx 600 para trás na corrida com os EUA e a Ásia - até porque é bastante fraco em ações de tecnologia e inteligência artificial, que tem dado impulso aos mercados financeiros em tempos de guerra. 

15.06.2026

Juros da dívida da Zona Euro aliviam com acordo EUA-Irão

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram alívios em toda a linha esta segunda-feira, em reação dos investidores ao memorando de entendimento entre os EUA e o Irão, anunciado há menos de 24 horas pelo Presidente Donald Trump. O acordo levará à reabertura do estreito de Ormuz já esta sexta-feira, dia de assinatura do documento em Genebra, na Suíça. 

O acordo levou a que os preços do petróleo caíssem para menos de 83 dólares por barril.

Nesta linha, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviaram 4,1 pontos-base, para os 2,952%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cedeu 4,6 pontos-base, para 3,696%. Já em Itália, os juros recuaram 5,4 pontos-base, para 3,666%.

Pela península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos caiu 4,7 pontos-base, para 3,310%, com a “yield” das obrigações espanhola a ceder, por sua vez, 4,3 pontos, neste caso para 3,375%.

Fora da Zona Euro, a "yield" das Gilts britânicas caiu 2,4 pontos-base para 4,811%, enquanto os juros das Treasuries dos EUA perdeu 2,4 pontos-base para 4,455%. 

15.06.2026

Dólar cai com entedimento entre EUA e Irão

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

A força do dólar nos últimos meses no mercado de câmbio, marcados pela guerra no Irão, parece agora ter abrandado. Com o anúncio de um acordo entre os EUA e o irão, que deverá ser assinado na sexta-feira, a moeda norte-americana está a perder terreno face às restantes divisas, à medida que os preços do petróleo caem 5%. 

O euro sobe 0,3% para 1,16 dólares e, face à divisa nipónica, o dólar cede 0,05% para 160,18 ienes e a libra ganha 0,2% para 1,343 dólares, Já o indíce do dólar da DXY recua 0,21% para 99,54 pontos. A divisa americana negoceia assim em mínimos de 10 dias face ao euro e à libra. 

O entendimento parece estar a trazer de volta o apetite pelo risco entre os investidores, que acreditam que será desta vez que as duas partes chegam a um acordo duradouro. Ainda assim, os especialistas dizem que o otimismo é contido. 

Os principais bancos centrais, incluindo a Reserva Federal (Fed), o Banco do Japão, o Banco da Inglaterra e o banco central da Austrália vão anunciar ao longo desta semana as suas decisões sobre as taxas de juros. Os mercados estão atentos à possibilidade de um acordo de paz aliviar as preocupações com a inflação e influenciar a atual trajetória de aperto monetário. 

A expectativa geral é de que a Fed mantenha as taxas de juros na faixa atual de 3,5% a 3,75% na quarta-feira, mas pode abandonar sua postura de flexibilização monetária. Os investidores também estarão atentos ao tom mais agressivo que o novo presidente da entidade monetária, Kevin Warsh, poderá adotar na conferência de imprensa. A mesma posição deve ser adotada pelos bancos britânico e australiano. Já o japonês deverá subir a taxa para 1%, o maior nível em 31 anos. A decisão é anunciada amanhã.

15.06.2026

Ouro e prata brilham com expectativas de abrandamento da inflação em semana de Fed

Barra de ouro de 1 kg na mão, com outras barras e moedas de ouro visíveis

Os metais preciosos estão a ganhar terreno, com os investidores otimistas que a inflação vá abrandar, depois de os EUA e o Irão anunciarem um memorando de entendimento de, pelo menos, 60 dias, que levará à reabertura do estreito de Ormuz já esta sexta-feira, dia em que também o acordo entre as duas partes será assinado em Genebra, na Suíça. 

Ainda assim, o mercado continua cauteloso, dado que o Presidente Donald Trump disse que, se dentro destes período não houver entendimento sobre o programa nuclear do Irão, os EUA poderão retomar os ataques. Já Israel não é a favor do acordo.

O metal amarelo sobe 3,2% para 4.355,25 dólares por onça, enquanto a prata escala 4,25% para 70,62 dólares por onça.

O anúncio do acordo surge no arranque de uma semana que vai ficar marcada por mais uma reunião de política monetária da Reserva Federal (Fed), a primeira com Kevin Warsh aos comandos. Com o fim das hostilidades à vista, acalmam também os receios de uma subida contínua da inflação mundial, decorrente da subida dos preços da energia. 

O acordo "torna o contexto macroeconómico menos hostil para o ouro", afirmou Christopher Wong, estratega cambial da Oversea-Chinese Banking, à Bloomberg. "Dito isto, o acordo tem de ser formalizado e, como tal, podemos ainda assistir a uma evolução volátil dos mercados entretanto. Para que o ouro recupere um impulso de subida mais forte, precisamos de uma melhoria mais duradoura no ambiente externo, o que inclui juros da dívida soberana mais baixos, preços do petróleo mais baratos e evidências mais claras de que a posição 'hawkish' da Fed atingiu o pico", acrescentou. No entanto, os mercados de "swaps" ainda apontam para uma subida dos juros este ano. 

Em quatro meses de guerra, os preços do ouro e do petróleo negociaram em sentido contrário, uma vez que o aumento dos preços da energia alimentaram um aumento da inflação e, consequentemente, a uma subida dos juros por parte dos bancos centrais - como é o caso do Banco Central Europeu - tirando o apelo do metal amarelo como ativo-refúgio.

15.06.2026

Petróleo afunda 5% com a reabertura de Ormuz à vista

Os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais,  O memorando de entendimento deverá ser assinado por ambas as partes esta sexta-feira em Genebra, na Suíça. A partir daí, a travessia será gratuita durante 60 dias enquanto os dois países negoceiam os detalhes do acordo. 

Neste contexto, o West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA, perde quase 6% para 79,79 dólares por barril enquanto o Brent, referência para a Europa, cede 5,56% para 82,47 dólares por barril. Ambos estão a menos 30% do seu pico atingido durante estes quatro meses de guerra. 

O "spread" do Brent - a diferença entre os seus dois contratos mais próximos - reduziu-se para menos de um dólar por barril, o que representa uma descida em relação aos mais de 12 dólares registados em abril.

O anúncio foi feito durante a noite de domingo pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, na Truth Social. No entanto, ainda há vários pormenores por explicar no documento e várias questões por responder dos petroleiros - que continuam à espera de mais detalhes antes de comprometerem a retomar a travessia por esta via marítima, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido em todo o mundo, bem como infraestruturas de refinação do crude por reconstruir.

Os investidores vão estar atentos a sinais de reinício da produção de crude nos campos do Golfo Pérsico que foram encerrados durante o conflito. Os produtores alertaram que poderá levar até voltar aos níveis de  fornecimento pré-guerra.

"Ainda precisamos de compreender o que o acordo significa", afirmou Chris Weston, da Pepperstone, à Bloomberg. "Mesmo com a abertura do estreito prevista para sexta-feira, ainda poderá haver minas e as seguradoras poderão estar a cobrar taxas elevadas", explicou. A questão é agora em quanto tempo o acordo poderá adicionar ainda mais oferta de "ouro negro" ao mercado.

"Existe apenas um teste decisivo para todas as intervenções políticas: será que tranquiliza de forma suficiente os petroleiros para que retomem as operações normais? É disso que se trata", afirmou Clay Seigle, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, em Washington, à agência financeira.

Uma queda significativa nos preços da energia poderá reduzir os riscos com uma subida da inflação, bem como mudar o rumo das decisões dos bancos centrais para este ano. A Reserva Federal dos EUA reúne esta semana, com Kevin Warsh pela primeira vez como presidente, para decidir sobre taxas de juro.


15.06.2026

Wall Street pinta-se de verde após acordo entre EUA e Irão. SpaceX dispara quase 6%

IPO da SpaceX

Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão com ganhos avultados, impulsionados por um "rally" com força renovada no setor tecnológico, num dia em que os investidores celebram o anúncio de um acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão que vai permitir reabrir o estreito de Ormuz - assim que for assinado, na sexta-feira. 

A esta hora, o S&P 500 valoriza 1,49% para 7.541,46 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite salta 2,37% para 56.501,96 pontos e o industrial Dow Jones acelera 1,22% para 51.827,47 pontos. Os três principais índices já tinham terminado a última sessão da semana passada pintados de verde, ao receberem impulso não só da aproximação entre EUA e Irão como também da entrada em bolsa da SpaceX após a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de sempre. 

A empresa liderada por Elon Musk terminou a sessão de sexta-feira com ganhos de 19,22% para 160,95 dólares, marcando um máximo de 176,52 dólares e atingindo uma capitalização bolsista de 2,10 biliões de dólares. Já esta segunda-feira, o otimismo continua e a tecnológica, que engloba também a subsidiária xAI, dona do antigo Twitter, dispara 5,82% para 170,31 dólares

Olhando para o campo geopolítico, EUA e Irão anunciaram no domingo que chegaram a um acordo de cessar-fogo, abrindo a porta ao término de um conflito que já dura há quase quatro meses. O memorando de entendimento deve ser assinado na próxima sexta-feira, data que deverá marcar a reabertura do estreito de Ormuz e, para já, ainda é mais o que não se sabe do que o que se sabe sobre o documento. 

A questão mais sensível, relacionada com o enriquecimento de urânio e as armas nucleares do Irão, bem como as sanções que os Estados Unidos aplicam, ainda ficará por ser abordada. O acordo dá 60 dias às duas partes para negociarem e abre a porta a que, caso não se chegue a um acordo, esse prazo seja estendido. Em resposta, os preços do petróleo afundam cerca de 5% esta segunda-feira. 

"O apetite pelo risco está de volta, mas a questão é saber se o estreito reabrirá totalmente", explica Christopher Dembik, gestor sénior de investimentos da Pictet Asset Management, à Bloomberg. "Trump não tem um historial muito bom no que diz respeito a acordos duradouros no Médio Oriente, pelo que existe o risco de as tensões voltarem a aumentar durante o verão", acrescenta. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Walmart cede 1,31% para 119,46 dólares na abertura da sessão, depois de a China ter intimado uma subsidiária da retalhista, a Sam's Club, que detém 48 lojas no país asiático, devido a questões de segurança alimentar. Já a Micron Technology dispara 8,16%, sendo das principais beneficiárias de um apetite renovados dos investidores em relação à inteligência artificial (IA). 

15.06.2026

Taxa Euribor sobe a três meses para novo máximo desde março de 2025

A Euribor subiu hoje a três meses para um novo máximo desde março de 2025 e desceu a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira. Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,407%, continuou abaixo das taxas a seis (2,606%) e a 12 meses (2,796%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou hoje, ao ser fixada em 2,606%, menos 0,033 pontos do que na sexta-feira, quando subiu para um novo máximo desde janeiro de 2025 (2,639%).

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a abril indicam que a Euribor a seis meses representava 39,56% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,53% e 24,55%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também recuou hoje, para 2,796%, menos 0,078 pontos do que na sessão anterior. Em sentido contrário, a Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,407%, mais 0,027 pontos e um novo máximo desde março de 2025.

Como antecipado pelo mercado, na passada quinta-feira, o, designadamente em 0,25 pontos percentuais.

Na anterior reunião, em 30 de abril, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como também tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 22 e 23 de julho em Frankfurt.

Em maio, a média mensal da Euribor subiu, de novo, nos três prazos, mas de forma menos acentuada do que em abril. A média mensal da Euribor em maio subiu 0,051 pontos para 2,226% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,082 pontos para 2,536% e 0,057 pontos para 2,804%, respetivamente.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

15.06.2026

Acordo no Médio Oriente dá novos máximos à Europa. Espanhol Ibex ultrapassa os 19 mil pontos

bolsas mercados Europa DAX

O principal índice europeu, o Stoxx 600, atingiu um novo máximo histórico esta segunda-feira, conseguindo apagar todas as perdas que vinha a registar desde o estalar do conflito no Médio Oriente, na sequência do anúncio do acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão no domingo. Este entendimento abre caminho para a reabertura do estreito de Ormuz e para a reposição dos fluxos normais de petróleo e gás natural mundiais, aliviando as preocupações dos investidores em torno da inflação e do futuro da política monetária. 

A esta hora, o Stoxx 600 avança 0,81% para 638,31 pontos, tendo chegado a tocar nos 641,66 pontos - um novo máximo histórico. Quase todos os setores negoceiam em terreno positivo, com a exceção do "oil&gas", que está a acompanhar a queda nos preços do petróleo desta segunda-feira. Neste momento, o Brent - crude de referência para a Europa - negoceia com perdas de 4,87% para 83,07 dólares por barril. 

O espanhol IBEX também atingiu um novo recorde esta segunda-feira, tendo conseguindo ultrapassar pela primeira vez na história a marca dos 19 mil pontos. A esta hora, o índice reduziu ligeiramente os ganhos, acelerando 1,22% para 18.990 pontos. 

"É muito melhor para a economia mundial entrar no verão com o estreito aberto. Estamos a caminhar para um dia positivo nos mercados e é fácil de imaginar que as expectativas de subida das taxas de juro vão ser revistas na Europa", afirma Vincent Juvyns, estratega de investimento do ING Groep, à Bloomberg. "Seria de esperar que os mercados que mais sofreram com a guerra, como a Europa, sejam os que registem hoje a maior recuperação", acrescenta. 

O Stoxx 600 tem ficado para trás dos seus pares globais, especialmente do norte-americano S&P 500, na trajetória de recuperação face às perdas desencadeadas pelo conflito no Médio Oriente. A economia da região está particularmente exposta às consequências da guerra, com quase 60% das empresas que compõe o principal índice europeu a fazerem parte de setores cíclicos. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Schneider Electric dispara 3,41% para 274,35 euros, após ter anunciado uma colaboração estratégica com a Hon Hai Technology Group para o desenvolvimento conjunto e expansão de centros de dados de inteligência artificial (IA), com o início da produção previsto para o final deste ano.

Quantos aos resultados por praça, o alemão DAX valoriza 1,77%, o italiano FTSEMIB soma 0,8%, o francês CAC-40 sobe 1,49%, ao passo que o neerlandês AEX pula 0,24% e o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,24%.

15.06.2026

Juros afundam na Zona Euro após acordo no Médio Oriente

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar fortes alívios esta segunda-feira, na sequência do anúncio de um novo acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão, que poderá levar à reabertura do estreito de Ormuz já na próxima sexta-feira. Em reação, os preços do petróleo afundaram e os investidores diminuíram as probabilidades de o Banco Central Europeu (BCE) avançar com mais duas subidas de 25 pontos base nas taxas de juro este ano. 

Na semana passada, e para fazer face à escalada nos preços da energia, o . A subida era amplamente esperada pelos mercados financeiros devido ao impacto da guerra no Médio Oriente, especialmente no valor do petróleo e gás natural. Por agora, só mais uma subida está incorporada no mercado, com uma probabilidade bastante reduzida de existir uma terceira. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, recuam 4,7 pontos base para os 2,946%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade perde 5,5 pontos para 3,687%. Já em Itália, os juros deslizam 5,7 pontos para 3,662%.

Pela Península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos cede 5,6 pontos base para 3,301%, enquanto os juros das obrigações espanholas diminuem em 5,2 pontos para 3,366%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, acompanham a tendência dos pares europeus, ao afundarem 5,1 pontos base para os 4,783%.

15.06.2026

Dólar perde terreno com novo acordo entre EUA e Irão

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

O dólar norte-americano está a negociar com perdas face aos seus principais rivais, pressionado por um acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão, que está a aumentar o apetite dos investidores por ativos de risco. A "nota verde" acabou por ser altamente impulsionada pelo estalar do conflito no Médio Oriente, com o encerramento do estreito de Ormuz a mergulhar o mundo numa nova crise inflacionista que levou os investidores a apontarem para um aperto monetário nos EUA. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da divisa norte-americana face às suas principais concorrentes - cede 0,25%, depois de já ter perdido 0,4% do seu valor na semana passada. O euro ganha 0,34% para 1,1607 dólares, atingindo máximos de uma semana, enquanto a libra acelera 0,23% para 1,3437 dólares e a "nota verde" cai 0,11% para 160,07 ienes - mantendo-se, mesmo assim, acima do nível considerado de intervenção pelos mercados. 

Washington e Teerão concordaram, no domingo, acabar com o duplo bloqueio do estreito de Ormuz, abrindo espaço para um período de 60 dias de negociação para desmantelar o programa nuclear iraniano e aliviar as sanções à venda de petróleo por parte da República Islâmica. Representantes dos dois países devem encontrar-se na sexta-feira, dia 19 de junho, na Suíça para assinar este pacto, embora nenhuma das partes tenha, para já, divulgado integralmente o acordo. 

Apesar de considerar este entendimento "construtivo", o analista Chris Weston, diretor de investigação do Pepperstone Group, considera que "continua a existir um certo grau de ceticismo em torno do acordo". "O quadro apresentado parece assentar em bases frágeis e, embora ambas as partes tenham demonstrado uma clara vontade de acalmar as tensões e reabrir o estreito de Ormuz, muitos dos pormenores ainda não foram formalmente aprovados", acrescenta, numa nota citada pela Bloomberg. 

15.06.2026

Ouro ultrapassa os 4.300 dólares com paz à vista no Médio Oriente

Barra de ouro de 1 kg na mão, com outras barras e moedas de ouro visíveis

O ouro chegou a avançar quase 3% esta segunda-feira, impulsionado pelo acordo de cessar-fogo alcançado entre EUA e Irão, que pode vir a representar um ponto final num conflito que já dura há mais de três meses. O entendimento só deverá ser assinado na sexta-feira, mas a expectativa de reabertura do estreito de Ormuz já está a alimentar as expectativas do mercado em torno de um possível alívio das pressões inflacionistas a nível global. 

A esta hora, o metal amarelo reduziu ligeiramente os ganhos, estando agora a negociar com um avanço de 2,15% para 4.312,91 dólares por onça, depois de ter chegado a disparar mais de 2,7% esta madrugada. Com esta valorização, o ouro quase consegue apagar as perdas da semana passada, quando uma troca de ataques entre EUA e Irão por duas noites consecutivas acabou por afastar os investidores do mercado dos metais preciosos. 

O novo acordo cessa todas as ofensivas entre Washington e Teerão e estabelece um período de 60 dias de negociações para desmantelar os programas nucleares iranianos e aliviar as sanções à venda de petróleo por parte da República Islâmica. Em resposta, os preços do petróleo aliviaram mais de 4% esta segunda-feira, com o Brent - de referência para a Europa - a cair para os 83 dólares por barril, depois de várias semanas a negociar acima da marca dos 90 dólares. 

"Isto torna o contexto macroeconómico menos desfavorável para o ouro. Dito isto, o acordo ainda tem de ser formalizado e, por isso, podemos continuar a assistir a uma evolução volátil dos mercados", afirma Christopher Wong, estratega cambial da Oversea-Chinese Banking Corp, à Bloomberg. "Para que o ouro recupere um impulso de alta mais forte, provavelmente precisamos de uma melhoria mais duradoura no contexto externo, o que incluiria indícios mais claros de que a reavaliação 'hawkish' da Reserva Federal (Fed) atingiu o seu pico", acrescenta.

O mercado continua a apontar para uma subida de 25 pontos base por parte da Fed este ano, embora sem as certezas da semana passada. De acordo com a Fed Watch Tool, que mede as expectativas dos investidores em relação à política monetária norte-americana, os "traders" estão a apontar para uma possibilidade de 60% do banco central avançar com um aperto em dezembro - contra os 80% registados no final da semana passada. 

15.06.2026

Petróleo cai mais de 4% e atinge mínimos de três meses após acordo entre EUA e Irão

Os preços do petróleo estão a afundar mais de 4% esta segunda-feira, atingindo mínimos de mais de três meses, pressionados pelo acordo de paz alcançado entre EUA e Irão. O , mas, para já, abre a porta à reabertura do estreito de Ormuz, que tem estado praticamente encerrado desde que a guerra eclodiu no Médio Oriente no último dia de fevereiro. 

A esta hora, o Brent - crude de referência para a Europa - cai 4,5% para 83,39 dólares por barril, negociando no valor mais baixo desde 11 de março deste ano, poucos dias depois de os EUA e Israel terem arrancado com uma ofensiva militar sobre o Irão que se transformou numa guerra de quase quatro meses. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - segue a desvalorizar mais de 5% para 80,59 dólares, enquanto o gás natural negociado em Amesterdão afunda também 5% para 44,42 euros por megawatt. 

A reabertura do estreito de Ormuz não vai, no entanto, ser imediata. A via marítima só deve ficar desimpedida na próxima sexta-feira, quando o acordo de paz for assinado entre Washington e Teerão, e, para já, tanto os analistas como os - aguardando mais detalhes para avaliar se é possível garantir a segurança das travessias marítimas. 

"Ainda precisamos de perceber o que este acordo implica", afirma Chris Weston, diretor de investigação da Pepperstone Group, à Bloomberg. "Mesmo com a abertura do estreito prevista para sexta-feira, ainda poderão existir minas [em Ormuz] e as seguradoras poderão continuar a cobrar taxas elevadas", acrescenta. Neste momento, quase 600 navios continuam retidos no Golfo Pérsico, prontos para sair, enquanto centenas também aguardam vazios no lado exterior do golfo, de acordo com a agência de notícias financeiras. 

O encerramento do estreito de Ormuz mergulhou o mundo na maior crise energética da história recente. Os preços do petróleo chegaram a ultrapassar a marca dos 120 dólares por barril - o valor mais elevado desde 2022, em plena guerra da Ucrânia - com a escalada do conflito, levando a Agência Internacional de Energia e os seus países membros a libertarem reservas estratégicas de crude. No entanto, nas últimas semanas, a matéria-prima tem vindo a aliviar, à medida que Washington e Teerão davam sinais de aproximação. 

15.06.2026

Acordo de paz pinta Ásia de verde e encaminha Europa para ganhos. Japonês Nikkei 225 alcança novo recorde

As principais praças asiáticas encerraram a primeira sessão da semana em alta - uma tendência que deve vir a ser seguida pela Europa -, num dia em que os investidores celebram o acordo de cessar-fogo alcançado entre EUA e Irão e a reabertura do estreito de Ormuz, após quase quatro meses de guerra. 

O MSCI Asia Pacific - "benchmark" para a negociação asiática - está a avançar quase 3% esta segunda-feira e a negociação de futuros do Euro Stoxx 50 aponta para uma abertura com ganhos de 1,7%. O japonês Nikkei 225 disparou cerca de 5% e conseguiu ultrapassar, pela primeira vez na história, a marca dos 69 mil pontos, impulsionado, em grande parte, pela escalada do SoftBank em bolsa, que terminou a sessão a saltar mais de 10%. 

Já nas últimas horas de domingo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou nas redes sociais que "", autorizando "integralmente a abertura do estreito de Ormuz sem portagens e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos". Mais tarde, o líder dos EUA clarificou que a reabertura só vai acontecer após a assinatura oficial, prevista para esta sexta-feira

O desbloqueio do estreito de Ormuz - uma das vias marítimas mais importantes para o comércio global, por onde passa um quinto de todo o petróleo e gás natural consumidos no mundo - não só abre caminho para a reposição dos fluxos normais de petróleo, como também dá aos bancos centrais mais espaço de manobra na hora de decidir sobre a política monetária. Os preços do crude chegaram a atingir os 120 dólares por barril com o eclodir da guerra e o consequente bloqueio de Ormuz. 

"Os mercados esperavam por esta notícia há meses e o alívio já se faz sentir", afirmou Josh Gilbert, analista na eToro, em declarações à Bloomberg. "No entanto, trata-se ainda de um movimento de otimismo, não de certeza. A ansiedade não se acalmará totalmente até estar assinado o acordo, o que significa que os investidores devem continuar a agir com cautela", acrescenta. 

Entre as principais praças asiáticas, os chineses Hang Seng e Shanghai Composite aceleraram 0,49% e 1,19%, respetivamente, enquanto o sul-coreano Kospi escalou mais de 5% e o australiano S&P/ASX 200 saltou 1,25%. 

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