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Taxa Euribor sobe a seis meses para máximos de janeiro de 2025

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados desta sexta-feira.

Taxa Euribor sobe a seis meses para novo máximo desde janeiro de 2025
Taxa Euribor sobe a seis meses para novo máximo desde janeiro de 2025 João Cortesão
Negócios 12:08
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11h49

Taxa Euribor sobe a seis meses para novo máximo desde janeiro de 2025

A Euribor desceu esta sexta-feira a três meses e subiu a seis, neste prazo para um máximo desde janeiro de 2025, depois de o Banco Central Europeu ter subido as taxas diretoras na quinta-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,380%, continuou abaixo das taxas a seis (2,639%) e a 12 meses (2,874%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou, ao ser fixada em 2,639%, mais 0,022 pontos do que na quinta-feira e um novo máximo desde janeiro de 2025.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a abril indicam que a Euribor a seis meses representava 39,56% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,53% e 24,55%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também avançou, para 2,874%, mais 0,028 pontos do que na sessão anterior.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses recuou, ao ser fixada em 2,380%, menos 0,021 pontos, mas depois de ter subido na quinta-feira para um novo máximo desde março de 2025 (2,401%).

Como antecipado pelo mercado, na quinta-feira, o BCE decidiu na reunião de política monetária subir, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente em 0,25 pontos percentuais.

10h28

Médio Oriente deixa Europa a menos de cinco pontos de novo máximo. Companhias aéreas disparam

bolsas mercados Europa DAX

As principais praças europeias estão a negociar em território positivo esta sexta-feira, com ganhos superiores a 1%, numa altura em que aumentam as apostas de que um acordo de paz no Médio Oriente poderá chegar no curto prazo. Apesar de ainda se notar ceticismo nos mercados, a decisão do Presidente dos EUA, Donald Trump, de suspender os ataques contra o Irão, além da promessa de que um entendimento pode chegar nos próximos dias, foi suficiente para animar a negociação. 

A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - avança 1,71% para 632,14 pontos, ficando a menos de cinco pontos de atingir um novo máximo histórico. Quase todos os setores estão a negociar em território positivo esta manhã, com a exceção do setor do "oil&gas", que está a ser pressionado pela queda dos preços do petróleo e do gás natural nos mercados internacionais. 

Os investidores aguardam agora por uma resposta mais oficial do Irão às palavras de Trump, que, até agora, só negou que um acordo já tenha sido finalizado - não referindo o estado das negociações. Na quinta-feira, o líder norte-americano ainda ameaçou Teerão com uma  nova vaga de ataques e de tomar controlo da ilha de Kharg, mas acabou por dar um passo atrás nas suas intenções, depois de alegadamente ter recebido confirmação de um acordo por parte de altas patentes da República Islâmica. 

Entretanto, a agência de notícias iraniana Mehr News já veio revelar que o rascunho do acordo que está a ser discutido entre Washington e Teerão - um documento de 14 páginas - inclui o levantamento das sanções norte-americanas sobre o petróleo iraniano em troca da reabertura do estreito de Ormuz. 

Entre as principais movimentações de mercado, o setor das viagens é dos que mais ganha entre os pares europeus, com os investidores a celebrarem uma provável redução dos preços do "jet fuel". A esta hora, a Ryanair ganha 7,9%, enquanto a Lufthansa acelera dispara 8% e a IAG, dona da British Airways e na corrida para a TAP, escala 6,73%

A atenção dos investidores vira-se agora para a SpaceX e o IPO histórico da empresa. A tecnológica vai começar a negociar em bolsa esta sexta-feira, , vendendo 555,6 milhões de ações a 135 dólares cada e alcançando um valor de mercado de 1,77 biliões de dólares. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o britânico FTSE 100 regista ganhos de 1,33%, o italiano FTSEMIB ganha 2,07%, o francês CAC-40 valoriza 2,57%, enquanto o neerlandês AEX acelera 1,02%, o espanhol IBEX salta 2,55% e o alemão DAX ganha 1,83%.

10h06

Juros aliviam na Zona Euro após recuo de tensões no Médio Oriente

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar com grandes alívios esta sexta-feira, num dia em que os investidores mostram mais otimismo em relação a um possível fim da guerra no Médio Oriente. O Presidente dos EUA decidiu suspender, na quinta-feira, uma nova onda de ataques contra o Irão, depois de "as discussões terem sido levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas" - algo que Teerão nega. 

Para fazer face à escalada de preços desencadeada pela guerra, o . Para já, os mercados só têm incorporada um novo aperto monetário este ano, embora vejam uma pequena possibilidade de a autoridade avançar com um terceiro. 

Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, recuam 5,4 pontos base para os 2,976%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade perde 7,1 pontos para 3,728%. Já em Itália, os juros deslizam 8,5 pontos para 3,710%.

Pela Península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos cede 6,6 pontos base para 3,338%, enquanto os juros das obrigações espanholas diminuem na mesma magnitude para 3,404%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, acompanham a tendência dos pares europeus, ao afundarem 10,2 pontos base para os 4,803%.

09h26

Dólar avança com cautela apesar de Trump ver acordo de paz no horizonte

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

O dólar norte-americano está a negociar com ganhos ligeiros face aos seus principais rivais, apesar de as tensões geopolíticas no Médio Oriente terem voltado a recuar e o Presidente dos EUA ter mesmo afirmado que um acordo de paz pode vir a ser assinado já nos próximos dias - algo que o Irão já veio negar. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" face às suas principais concorrentes - acelera 0,13%, apagando parcialmente as perdas da sessão anterior. O euro perde 0,06% para 1,1571 dólares, mas mantém-se bastante próximo dos máximos de uma semana atingidos na quinta-feira, quando o Banco Central Europeu (BCE) decidiu aumentar, pela primeira vez desde 2023, as taxas de juro em 25 pontos base. Por sua vez, a libra cai 0,14% para 1,3398 dólares. 

A guerra no Médio Oriente e o consequente bloqueio do estreito de Ormuz mergulho o mundo numa nova crise inflacionista, o que está a obrigar bancos centrais por todo o mundo a mexerem na sua política monetária. Para já, os investidores antecipam que a Reserva Federal (Fed) norte-americana também o tenha de fazer, mas só no final do ano com uma subida de 25 pontos base. 

Tudo pode mudar caso um acordo de paz seja alcançado entre EUA e Irão e que leve à reabertura de Ormuz - por onde passa um quinto de todo o crude e gás natural consumidos pelo mundo. No entanto, persistem dúvidas de que este entendimento esteja realmente próximo, principalmente depois de o Presidente norte-americano já o ter anunciado por diversas vezes.

"Há dúvidas quanto às esperanças de se chegar a um acordo, e questiona-se se este será cumprido e aceite pelo Irão e pelos EUA", afirmou Michael Wan, analista sénior de divisas do Mitsubishi UFJ Financial Group, citado pela Bloomberg. "Parece que estão bastante perto, mas ainda não chegaram exatamente à meta", acrescenta. 

08h21

Ouro perto de fechar segunda semana consecutiva de perdas

Ouro em queda com investidores atentos ao discurso de Jerome Powell

O ouro encaminha-se para fechar a segunda semana consecutiva de perdas, mesmo após a recuperação de quinta-feira, quando o metal amarelo foi impulsionado pelos comentários de Donald Trump, Presidente dos EUA, de que um acordo de paz com o Irão deverá ser assinado nos próximos dias. 

A esta hora, o metal precioso cede 0,84% para 4.177,85 dólares por onça, apagando quase por completo os ganhos da sessão anterior e encaminhando-se para fechar a semana com perdas de cerca de 3,5%. Apesar do mais recente alívio nas tensões geopolíticas, o ouro não conseguiu recuperar da troca de ataques entre EUA e Irão que marcaram as noites de terça-feira e quarta-feira. 

Ao mesmo tempo, persistem dúvidas de que um acordo possa mesmo vir a materializar-se. O , mas um pouco conceptual", enquanto, do lado iraniano, mantém-se a narrativa de que a questão ainda está a ser analisada e não existe um entendimento final. 

"Após mais de 30 anúncios semelhantes nos últimos dois meses, os investidores têm-se tornado cada vez mais cautelosos quanto a aceitar esses sinais", explica Ole Hansen, diretor de estratégia de matérias-primas do Saxo Bank, à Bloomberg. "Os negociantes de ouro parecem partilhar da mesma opinião: esquecer o que Trump diz e concentrar-se, em vez disso, no que os iranianos fazem. Até ao momento, Teerão ainda não confirmou que um acordo esteja próximo", notou. 

Desde o estalar do conflito no Médio Oriente, o ouro já perdeu cerca de um quinto do seu valor, quando comparado ao nível em que negociava em finais de fevereiro. O bloqueio do estreito de Ormuz mergulhou o mundo na maior crise energética de sempre, de acordo com a Agência Internacional de Energia, levando os preços a escalarem e forçando bancos centrais de todo o mundo a apertarem a política monetária. Uma vez que não rende juros, o ouro tende a desvalorizar neste ambiente. 

08h20

Acordo de paz à vista atira petróleo abaixo dos 90 dólares por barril. Gás natural afunda 5%

O petróleo de referência para a Europa está a negociar em mínimos de mais de dois meses, abaixo da marca dos 90 dólares por barril, pressionado pela decisão do Presidente dos EUA, Donald Trump, de suspender os ataques planeados para a noite desta quinta-feira contra o Irão. Nas redes sociais, o líder norte-americano informou ainda que um acordo de paz está cada vez mais tangível e que pode vir a ser assinado já nos próximos dias. 

Face a estas notícias, o Brent - crude de referência para a Europa - está a negociar com perdas de 2,30% para 88,27 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) - "benchmark" para os EUA - segue a perder 2,21% para 85,77 dólares. Por sua vez, o gás natural negociado em Amesterdão, e que serve de referência para o Velho Continente, afunda 5,38% para 47 euros por megawatt. 

"Parece que o mercado está cada vez mais a apostar que ambas as partes têm, em última análise, mais a perder com um fracasso do que com um compromisso", explica Haris Khurshid, diretor de investimentos da Karobaar Capital LP, em declarações à Bloomberg. "Isso não significa que um acordo esteja próximo. Significa apenas que o mercado já não vê o colapso como o desfecho mais provável", acrescenta. 

Para já, e apesar dos comentários de Trump, o Irão continua a afirmar que ainda não aprovou qualquer texto para um acordo com os EUA e que um possível acordo continua a ser analisado. Durante a noite desta quinta-feira, a Fox News noticiou ainda que as forças norte-americanas abateram dois drones de ataque iranianos que alegadamente tinham como alvo navios comerciais - um sinal claro de que as tensões no estreito de Ormuz continuam bastante acesas. 

Já por várias vezes Donald Trump afirmou que um acordo com o Irão estaria bastante próximo, mas, até agora, ainda não se materializou. As negociações continuam bloqueadas devido a uma série de fatores, incluindo a capacidade de Teerão enriquecer urânio e os destinos de Ormuz - via marítima pela qual passa um quinto de todo o petróleo e gás natural consumidos no mundo e que tem estado duplamente bloqueada pelo Irão e EUA. 

07h45

Ásia celebra possível acordo de paz entre EUA e Irão. Sul-coreano Kospi dispara mais de 5%

As principais praças asiáticas terminaram a derradeira sessão da semana em território positivo, com o "rally" no setor da inteligência artificial (IA) a ganhar um novo impulso e num dia em que os investidores celebram a decisão do Presidente dos EUA, Donald Trump, de suspender os ataques planeados contra o Irão. 

Na quinta-feira, o , depois de "as discussões e pontos finais, quer em conceito e grande detalhe, terem sido aprovados por todas as partes envolvidas". Antes, Trump tinha ameaçado a República Islâmica com uma terceira noite consecutiva de ataques, referindo ainda que queria mesmo tomar o controlo da ilha de Kharg. 

"Embora o caminho para uma resolução venha provavelmente a ser acidentado, o nosso cenário base é que a diplomacia acabe por prevalecer, permitindo que os investidores voltem a concentrar-se nos fundamentos económicos resilientes e no crescimento robusto dos lucros", explicou Ulrike Hoffmann-Burchardi, diretora de investimentos em ações globais da UBS Global Wealth Management, à Bloomberg.

Neste contexto, o MSCI Asia Pacific - "benchmark" para a negociação asiática - está a acelerar quase 2,7%, numa altura em que a maioria das principais praças asiática já encerrou ou está próxima de encerrar. O sul-coreano Kospi - visto como a "cabeça de cartaz" para a IA - foi o que mais beneficiou deste recuo das tensões geopolíticas, ao disparar mais de 5%, com os investidores a anteciparem um novo impulso no setor tecnológico com a estreia histórica em bolsa da SpaceX. 

Naquela que foi a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla inglesa) de sempre, a , vendendo 555,6 milhões de ações a 135 dólares cada, como estava previsto nas indicações iniciais, de acordo com um comunicado. Com estes números, a empresa tem um valor de mercado de 1,77 biliões de dólares. A estreia em bolsa está marcada para esta sexta-feira. 

Pela Europa, o sentimento de mercado deve ser contagiado pelo otimismo em torno do Médio Oriente e do IPO da SpaceX, com a negociação de futuros a apontar para uma abertura com ganhos de 1,72%. Na quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu aumentar as taxas de juro em 25 pontos base pela primeira vez desde 2023 para fazer face à escalada dos preços da energia - e estará preparado para o voltar a fazer já no próximo mês, caso a inflação persista, de acordo com o presidente do supervisor alemão, Joachim Nagel. 

Entre as principais praças asiáticas, os chineses Hang Seng e Shanghai Composite aceleraram 1,63% e 1,26%, respetivamente, enquanto o japonês Nikkei 225 saltou quase 3%. Já o australiano S&P/ASX 200 encerrou a sessão a valorizar quase 2%. 

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