Europa fecha maioritariamente em alta com IA em foco. Inditex dispara quase 9%
Acompanhe aqui, minuto a minuto, a evolução dos mercados desta quarta-feira.
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Europa fecha maioritariamente em alta com IA em foco. Inditex dispara quase 9%
As principais praças europeias encerraram a sessão desta quarta-feira maioritariamente no verde, com Frankfurt e Londres a fugirem à tendência, num dia em que as preocupações em torno da sustentabilidade do "rally" das ações de inteligência artificial (IA) voltaram a ensombrar os mercados financeiros.
O Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, encerrou a sessão com ganhos pouco expressivos de 0,1% para 576,22 pontos, apesar de até ter chegado a ganhar 0,5% no arranque do dia. O setor tecnológico europeu conseguiu resistir às notícias de que a Microsoft teria cortado as metas de crescimento nas vendas de produtos com IA, depois de vários funcionários da empresa terem falhado em atingir certas quotas - uma informação que foi, prontamente, negada pela tecnológica.
Já o setor de retalho viveu uma sessão de grandes ganhos, impulsionado pelo desempenho da espanhola Inditex em bolsa. A dona da Zara disparou 8,86% para 53,42 euros esta quarta-feira, depois de a empresa ter apresentado lucros de 4.622 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano fiscal (fevereiro a outubro) - uma subida homóloga de 3,9% -, um valor recorde na história do grupo.
No campo geopolítico, as negociações falhadas entre EUA e Rússia para acabar com a guerra na Ucrânia acabaram por dar força às ações de defesa, com os investidores menos convencidos que uma resolução poderá chegar no curto prazo. Na terça-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou uma série de propostas apresentadas por Washington, considerando-as "inaceitáveis", apesar de até ter aceitado algumas e ter demonstrado abertura para continuar a negociar.
O principal índice europeu está a apenas 1% dos máximos históricos que atingiu no arranque de novembro - uma recuperação lenta, que tem sido impulsionada por um crescimento económico na região e por resultados resilientes entre as várias cotadas do Stoxx 600. A perspetiva de cortes de juro do outro lado do Atlântico também tem dado força ao Velho Continente.
"Para as ações, o caminho continua a apontar para uma subida, com o cenário otimista a permanecer muito sólido e com os participantes a procurarem aproveitar a onda da recuperação", explica Michael Brown, estratega sénior de investigação da Pepperstone, à Reuters.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX caiu 0,07% e o britânico FTSE 100 deslizou 0,10%. Já o espanhol IBEX 35 subiu 0,68%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,06%, enquanto o francês CAC-40 acelerou 0,16%, e o neerlandês AEX ganhou 0,51%.
Juros movimentam-se em sentidos opostos na Zona Euro. Portugal lidera agravamentos
Os juros da Zona Euro terminaram a sessão desta quarta-feira sem um sentido claro, com a "yield" a agravar-se Portugal e França. Os movimentos aconteceram num dia em que Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), se dirigiu a Bruxelas para falar no Parlamento Europeu, onde afirmou que a inflação na região se deverá manter em torno de 2% nos próximos meses - apesar de reconhecer um clima de incerteza “devido às políticas comerciais globais voláteis”.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, caíram 0,2 pontos base para 2,745%, enquanto a "yield" da dívida espanhola deslizou 0,4 pontos para 3,217% e a da dívida italiana cedeu 1,8 pontos para 3,444%.
Em contraciclo, os juros da dívida portuguesa com a mesma maturidade aceleraram 1,2 pontos base para 3,067% - o maior agravamento da Zona Euro -, enquanto a "yield" das obrigações francesas também a dez anos ganhou 0,1 pontos para 3,490%.
Fora da Zona Euro, a tendência é de alívio, com os juros das "Gilts" britânicas na maturidade de referência a cederem 2,2 pontos base para 4,446%, enquanto os juros das "Treasuries" norte-americanas caem 1,9 pontos para 4,067%.
Otimismo na economia catapulta euro para máximos de seis semanas
O euro está a negociar em máximos de seis semanas face ao dólar, impulsionado por um maior otimismo em torno da economia do continente, numa altura em que os EUA dão sinais de abrandamento e a Reserva Federal (Fed) prepara-se para cortar mais uma vez nas taxas de juro já na próxima semana.
A esta hora, a moeda comum europeia avança 0,33% para 1,1663 dólares, tendo chegado a tocar nos 1,1675 dólares - o valor mais elevado desde 20 de outubro. Outras dividas europeias estão ainda a ser contagiadas pelo otimismo, com a coroa sueca a acelerar 0,60% e o franco suíço a ganhar 0,34%. Já a libra acelera 1% para 1,3345 dólares, numa altura em que as expectativas económicas para o Reino Unido foram revistas em alta.
Em novembro, a atividade empresarial na Zona Euro registou o crescimento mais robusto em dois anos e meio, com o setor dos serviços mais do que a compensar uma indústria em queda. De acordo com os índices de gestores de compras (PMI) referentes a novembro, a atividade empresarial acelerou de 52,5 para 52,8 - o sexto mês consecutivo de ganhos mensais.
"Tem havido uma subida gradual nos dados positivos para a Europa, algo a que o mercado está a começar a prestar atenção", afirmou Steve Englander, diretor de pesquisa global de câmbio do G10 do Standard Chartered Bank, à Reuters. O analista indica ainda que, apesar de as negociações entre EUA e Rússia não terem chegado a bom porto, os investidores podem estar a mostrar algum otimismo devido à abertura de Vladimir Putin de continuar a negociar.
Prata e cobre atingem novos máximos. Fed dá impulso ao ouro
A onça de ouro está a ganhar terreno no mercado internacional, embora com ganhos pouco substanciais, num dia em que a prata e o cobre alcançaram novos máximos históricos. Os investidores continuam a apostar num corte de 25 pontos base nas taxas de juro na próxima semana por parte da Reserva Federal (Fed) - uma narrativa que foi reforçada por uma nova leitura do mercado laboral, que aponta para uma queda na criação de emprego.
A esta hora, o ouro avança 0,49% para 4.226,45 dólares por onça. Já a prata tocou pela primeira vez nos 58,94 dólares, tendo entretanto invertido o sentido de negociação e negociando com perdas de 0,2% para 58,28 dólares. Por sua vez, o cobre atingiu máximos históricos nos 11.485 dólares por tonelada e está neste momento a valorizar 2,4% para 11.411,50 dólares.
Só neste ano, os preços da prata já duplicaram, devido, em grande parte, à falta de oferta no mercado e à inclusão do metal na lista de minerais críticos dos EUA. Já o cobre valorizou cerca de 30% desde o arranque de 2025, impulsionado também por preocupações com a oferta e, além disso, por um grande volume de exportações para território norte-americano, devido a receios com as tarifas.
O horizonte de flexibilização monetária também está a apoiar estes metais preciosos, numa altura em que os mercados já têm praticamente incorporado outro corte este ano. Esta quarta-feira, a empresa privada de processamento de salários ADP revelou que, no mês passado, os EUA perderam 32 mil postos de trabalho - em contraciclo com as expectativas de criação de 10 mil empregos.
Fracasso nas negociações para a paz na Ucrânia leva petróleo a subir 1%
Os preços do petróleo estão a valorizar cerca de 1% esta quarta-feira, depois de os EUA e a Rússia terem falhado em fazer avançar as negociações para a paz na Ucrânia. Um acordo poderia ter levado ao levantamento, mesmo que parcial, das sanções ao crude de Moscovo - um dos principais produtores da matéria-prima.
A esta hora, o WTI - de referência para os EUA – valoriza 1,04% para os 59,25 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a avançar 0,93% para os 62,98 dólares por barril. Os avanços desta quarta-feira quase que apagam as quedas da sessão anterior, quando os contratos de crude foram pressionados por expectativas de que as negociações para acabar com o conflito na Europa poderiam avançar.
As expectativas acabaram por sair frustradas, com o Presidente da Rússia a rejeitar várias das propostas apresentadas pelos EUA - apesar de até ter aceitado algumas, embora não tenham sido divulgadas. "Ontem houve uma troca direta de pontos de vista pela primeira vez. Algumas coisas foram aceites, outras foram sinalizadas como inaceitáveis – o que é normal num processo para encontrar compromissos", afirmou Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, à saída do encontro.
As negociações deverão continuar, com Moscovo a mostrar abertura, mas, para já, "os mercados petrolíferos não parecem prever uma grande probabilidade de um acordo de paz a curto prazo e da remoção das sanções ao petróleo russo", escrevem os analistas do Goldman Sachs, numa nota citada pela Reuters.
A limitar os ganhos está, no entanto, a evolução dos "stocks" de petróleo nos EUA na semana passada. Os analistas esperavam que as reservas da matéria-prima na maior economia do mundo caíssem em quase 1 milhão de barris, mas acabaram por registar um aumento de cerca de 570 mil barris - um número que mesmo assim fica abaixo do calculado na semana anterior, quando subiram 2,77 milhões de barris.
Wall Street divide-se entre ganhos e perdas. Fed e economia em foco
Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta quarta-feira divididos entre ganhos e perdas, numa altura em que os investidores aguardam por uma série de novos dados que vão permitir avaliar a economia do país. Ainda em foco estão as movimentações de bastidores para escolher o próximo líder da Reserva Federal (Fed) dos EUA, depois de a administração Trump ter decidido cancelar as entrevistas com os finalistas para ocupar o cargo de Jerome Powell em maio.
O S&P 500 arrancou com perdas de 0,12% para 6.820,92 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite desvaloriza 0,42% para 23.329,22 pontos. Já o industrial Dow Jones acelera de forma tímida, valorizando 0,04% para 47.494,46 pontos. Os três principais índices norte-americanos encerraram a sessão anterior em alta, depois de terem estreado dezembro, um mês tipicamente positivo para as ações, no vermelho, pressionados por uma aversão ao risco dos investidores que os levou a fugir das cripto e a procurar segurança nas obrigações.
Com um corte de 25 pontos-base nas taxas de juro na reunião da próxima semana praticamente incorporado, os investidores tentam agora avaliar o futuro da política monetária norte-americana. A ação da Fed em 2026 continua uma incógnita, numa altura em que os dados são escassos devido ao "shutdown" que afetou o país em outubro e novembro. Esta semana, as atenções viram-se todas para a evolução dos pedidos de subsídio de desemprego na semana passada e para a variação do indicador favorito do banco central para avaliar a inflação.
Neste contexto, a possível nomeação de Kevin Hassett para a liderança da Fed pode vir a cimentar a narrativa de que o banco central vai adotar uma política monetária bastante mais flexível do que atualmente. O economista, que já criticou por várias vezes a Fed por não cortar os juros - ecoando os reiterados pedidos de Donald Trump -, tem ganhado cada vez mais espaço na corrida para ocupar o cargo de Powell e a recente decisão da administração Trump está a levar os mercados a apostarem em força em Hassett.
Entre as principais movimentações de mercado, a Microchip Technology acelera 7,18% para 60,78 dólares, depois de a fabricante de semicondutores ter revisto em alta as perspetivas de lucro para o seu terceiro trimestre fiscal. A empresa espera conseguir um resultado líquido por ação de 0,40 dólares e atingir vendas de 1,11 mil milhões nesse período de três meses.
Já a American Eagle Outfitters dispara 15,68% para 24,12 dólares, após também ter revisto em alta as suas perspetivas para o resto do ano, antecipando agora um crescimento das vendas comparáveis entre os 8 e os 9% - contra as anteriores expectativas de 1% a 2%. Os resultados da empresa devem ser impulsionados pela época festiva, mas também por campanhas polémicas como o anúncio com a atriz Sydney Sweeney.
Euribor cai a três e seis meses e sobe para máximo desde abril a 12 meses
A taxa Euribor desceu esta quarta-feira a três e a seis meses e subiu a 12 meses, para um novo máximo desde o início de abril, em relação a terça-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que baixou para 2,029%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,113%) e a 12 meses (2,251%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu, ao ser fixada em 2,113%, menos 0,008 pontos do que na terça-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a setembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,3% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,87% e 25,33%, respetivamente.
Em sentido contrário, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou para um novo máximo desde 03 de abril, ao ser fixada em 2,251%, mais 0,007 pontos do que na sessão anterior.
A Euribor a três meses baixou hoje para 2,029%, menos 0,014 pontos do que na terça-feira.
Em relação à média mensal da Euribor em novembro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada do que no mês anterior e nos prazos mais longos.
A média da Euribor em novembro subiu 0,008 pontos para 2,042% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a Euribor avançou 0,0024 pontos para 2,131% e 0,030 pontos para 2,217%.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 17 e 18 de dezembro em Frankfurt.
Em 30 de outubro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, considerou no final da reunião de 30 de outubro, em Florença, que a entidade se encontra "em boa posição" do ponto de vista da política monetária, mas sublinhou que não é um lugar fixo.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Europa negoceia em alta. Dona da Zara dispara mais de 8% com lucros recorde
Os principais índices europeus negoceiam com ganhos em toda a linha esta manhã, com o apetite dos investidores pelo risco a dar sinais de recuperação, num dia em que se regista igualmente uma forte recuperação de criptoativos como a Bitcoin.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganha 0,38%, para os 577,86 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 0,41%, o espanhol IBEX 35 pula 1,46%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,74%, o francês CAC-40 avança 0,16%, o britânico FTSE 100 cede 0,04% e o neerlandês AEX soma 0,73%.
O principal índice regional está agora a negociar a cerca de 1,3% do seu último recorde atingido em novembro. Entre as praças europeias, os principais índices espanhol e italiano são os que apresentam melhor desempenho até agora este ano e, “para as ações, o caminho continua a apontar para uma subida, com o cenário otimista a permanecer muito sólido e com os investidores a procurarem aproveitar a onda da recuperação”, disse à Bloomberg Michael Brown, da Pepperstone.
A atenção dos mercados vira-se agora para o relatório da ADP sobre o emprego no setor privado em novembro nos EUA, conhecido ainda hoje, enquanto o indicador de inflação preferido da Reserva Federal, o índice PCE, será publicado na sexta-feira. A par disso, os investidores aguardam pelas decisões sobre as taxas de juro da Fed – no dia 10 de dezembro - e pela próxima decisão de política monetária do Banco Central Europeu no próximo dia 18 de dezembro.
As ações europeias do setor da defesa estão hoje em foco, depois de o Kremlin ter informado que Vladimir Putin manteve conversas “muito úteis” com os enviados dos EUA Steve Witkoff e Jared Kushner, embora as partes não tenham chegado a um acordo sobre um plano para acabar com a guerra na Ucrânia. Cotadas ligadas ao setor, como a Rheinmetall (+1,38%), a Leonardo (+0,96%) e a Thales (0,95%) seguem a somar ganhos.
Entre os setores, destacam-se ainda pela positiva o retalho (+2,71%) - impulsionado pela valorização expressiva da Inditex, dona da Zara -, o automóvel (+1,62%) e o tecnológico (+1,46%). Já do lado das perdas, as seguradoras (-0,61%) registam a maior queda.
Entre os movimentos do mercado, conforme anteriormente referido, a Inditex soma 8% a esta hora, depois de a empresa ter apresentado lucros de 4.622 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano fiscal (fevereiro a outubro) - subida homóloga de 3,9% -, um valor recorde na história do grupo. Além disso, a Hugo Boss cede mais de 11%, depois de a empresa de moda alemã ter antecipado uma queda das vendas e dos lucros em 2026, antes de retornarem ao crescimento no ano seguinte.
Juros das dívidas soberanas aliviam na Zona Euro
Os juros das principais dívidas soberanas da Zona Euro estavam a descer em toda a linha, esta manhã, depois de terem arrancado dezembro com grandes agravamentos, contagiados pelas perspetivas de um possível aumento nas taxas de juro no Japão ainda este mês.
Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, recuavam 0,6 pontos-base para 2,741%, enquanto os das obrigações francesas com a mesma maturidade desciam 0,3 pontos para 3,485%. O maior alívio regista-se em Itália, onde a "yield" cedia 1,4 pontos para 3,448%.
Em Espanha, os juros da dívida soberana estavam a baixar 0,7 pontos-base para 3,215%, enquanto em Portugal desciam 0,5 pontos para 3,049%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, recuavam 0,2 pontos-base para 4,467%.
Dólar cede terreno com investidores à espera de dados
Num dia no qual os investidores mostram-se mais cautelosos nas negociações, considerando que estão à espera de importantes indicadores financeiros vindos sobretudo dos EUA, o que inclui dados sobre o emprego no setor privado, o dólar perde terreno para outras divisas. Isto também num contexto em que o acordo de paz que os EUA tanto têm procurado alcançar entre a Ucrânia e a Rússia continua por fechar, o que prolonga a incerteza sobre a situação dos dois países.
O índice do dólar americano (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, está a recuar 0,20% para os 99,155 pontos.
A esta hora, o euro segue a valorizar 0,14% para 1,1642 dólares. Já a libra segue a avançar 0,39% para 1,3263 dólares. O dólar também recua 0,16% para 0,8018 francos suíços. O dólar perde ainda 0,21% face à divisa japonesa, para 155,67 ienes.
Noutros pares de câmbio, o euro cede 0,24% para 0,8777 libras e avança 0,04% para 181,23 ienes.
De sublinhar que a Suíça anunciou hoje uma taxa de inflação de 0%, com a queda nos preços da energia a influenciar o recuo nos preços no país helvético. Ainda assim, os investidores antecipam uma manutenção das taxas de juro pelo banco central suíço, de acordo com a Bloomberg.
Ouro negoceia inalterado e preço da prata cede depois de atingir novo recorde
Os preços do ouro negoceiam inalterados a esta hora, depois de terem recuado mais de 1% na sessão de ontem, com os “traders” a aguardarem agora pela divulgação de importantes dados económicos vindos dos Estados Unidos (EUA). A prata voltou a atingir máximos.
O metal precioso segue inalterado nos 4.205,820 dólares por onça.
"Os compradores continuam interessados no ouro, dada a perspetiva das taxas de juros, mas talvez estejam à espera de mais evidências de desaceleração económica, o que pode dar mais um sinal à Fed de que um corte nas taxas neste mês pode ser justificado”, disse à Reuters o Tim Waterer, da KCM Trade.
Os investidores estão focados nos dados económicos, incluindo os números do emprego no setor privado de novembro, conhecidos hoje, bem como o índice de despesas de consumo pessoal (PCE) de setembro, o indicador de inflação preferido da Fed, com divulgação prevista para sexta-feira.
Os mercados apontam agora para uma probabilidade de 88% de um corte nas taxas diretoras da Fed na próxima semana, acima dos 85% da semana passada, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.
Dados recentes dos EUA que mostram uma ligeira desaceleração económica reforçaram as expectativas de um corte nos juros diretores na reunião da Fed de 9 a 10 de dezembro.
O ouro, que não rende juros, tende a ter um melhor desempenho num ambiente de taxas de juros baixas.
No que toca à prata, o metal precioso chegou a atingir hoje um novo recorde nos 58,94 dólares por onça. Agora, segue a negociar com perdas de 0,48% para os 58,191 dólares por onça.
Nesta linha, “a escassez no mercado ‘spot’ em Londres e os inventários de prata da China, que caíram - ao mesmo tempo que há incerteza em torno das tarifas de importação relativas à prata" - são fatores que estão a sustentar os preços deste metal, referiu à agência de notícias Soni Kumari, do ANZ.
Preços do petróleo somam ganhos ligeiros. "Traders" atentos a negociações entre Rússia e Ucrânia
Depois de terem estado a negociar com perdas, os preços do petróleo seguem a avançar ligeiramente a esta hora, à medida que os “traders” aguardam por novos desenvolvimentos em relação às negociações de paz para pôr fim à guerra na Ucrânia, enquanto crescem preocupações com um possível excedente de crude.
O WTI - de referência para os EUA – valoriza 0,51% para os 58,94 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a avançar 0,38% para os 62,69 dólares por barril.
A Rússia e os EUA não chegaram a um entendimento sobre um possível acordo de paz para a guerra na Ucrânia após uma reunião de cinco horas entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e os enviados do Presidente dos EUA, Donald Trump, informou o Governo russo nesta quarta-feira.
Os mercados aguardam o resultado das negociações para ver se um acordo poderá levar à remoção das sanções contra empresas petrolíferas russas, incluindo as gigantes do setor Rosneft e Lukoil.
As acusações de Putin na terça-feira de que as potências europeias estão a impedir as tentativas dos EUA de acabar com a guerra, apresentando propostas que sabiam ser "absolutamente inaceitáveis” para Moscovo, aumentaram as preocupações de que o abastecimento russo continuará a ser bloqueado a compradores como a China e a Índia.
Tony Sycamore, da IG, disse numa nota citada pela Reuters que, apesar das negociações ainda não terem surtido efeito para acabar com a guerra, “as preocupações com o excesso de oferta e a fraca procura continuam a pesar sobre o preço do petróleo bruto".
Os recentes ataques a zonas de exportação de crude na costa russa do Mar Negro destacaram as preocupações geopolíticas decorrentes da guerra no mercado petrolífero. Já o aumento dos "stocks" dos EUA também segue a contribuir para as preocupações relativamente a um excedente de petróleo bruto no mercado, apesar da ligeira subida dos preços registada a esta hora.
O American Petroleum Institute revelou na terça-feira que o petróleo bruto e combustível dos EUA aumentaram em cerca de 2,48 milhões de barris na semana terminada a 28 de novembro. A Administração de Informação Energética dos EUA divulgará os dados oficiais do Governo sobre os “stocks” ainda nesta quarta-feira.
Ásia divide-se entre ganhos e perdas com investidores cautelosos antes de dados económicos
Os principais índices asiáticos fecharam a sessão com uma maioria de ganhos, mas à semelhança do que aconteceu já ontem nas negociações em Wall Street, os investidores mostraram alguma cautela em fazer grandes movimentações nos ativos de risco antes da divulgação de importantes dados económicos do lado de lá do Atlântico. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 avançam cerca de 0,20% e apontam para uma abertura com ganhos ligeiros.
Pelo Japão, o Nikkei valorizou 1,14% e o Topix caiu ligeiros 0,20%. O sul-coreano Kospi pulou 1,04% e o índice de referência de Taiwan ganhou 0,83%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong desvalorizou 1,27% e o Shanghai Composite caiu 0,51%.
À medida que muitos investidores continuam a ver espaço para as ações recuperarem terreno – também porque esta época do ano costuma ser positiva para a negociação de títulos -, o facto de os “traders” se terem limitado a movimentos moderados destacaram como o sentimento do mercado continua frágil antes das decisões sobre as taxas de juro deste mês pela Reserva Federal (Fed) norte-americana e pelo Banco do Japão (BoJ).
Os EUA devem divulgar hoje vários dados importantes, como o relatório de novembro da ADP sobre o emprego no setor privado, o índice de preços de importação e ainda os dados de produção industrial de setembro. A divulgação há muito adiada do índice PCE referente a setembro — o indicador de inflação preferido da Fed — está prevista para sexta-feira.
“O céu certamente não está claro o suficiente para uma recuperação generalizada”, disse à Bloomberg Hebe Chen, da Vantage Markets. “Os próximos dados sobre o PCE dos EUA, que irão influenciar as decisões, e uma agenda repleta de reuniões dos bancos centrais estão a manter os ‘traders' em alerta”, acrescentou a especialista.
Assim, com tantos dados cruciais ainda por conhecer, os investidores parecem estar a preferir uma postura mais conservadora em vez de correrem grandes riscos nesta fase. Enquanto o índice de referência das ações asiáticas encerrou praticamente estagnado, pela Ásia, as ações de cotadas ligadas à área dos semicondutores acompanharam as suas congéneres norte-americanas em alta.
Pela China, a atividade dos serviços expandiu-se ao ritmo mais fraco em cinco meses em novembro, segundo um inquérito privado.
Entre os movimentos no continente asiático, a UltraGreen.ai fechou o dia com uma valorização de mais de 8% na sua estreia em bolsa esta quarta-feira, após uma oferta pública inicial que foi a maior em Singapura desde 2017 - excluindo fundos de investimento imobiliário. Noutros pontos, procuradores de Taiwan acusaram a Tokyo Electron (+4,73%) de, alegadamente, não impedir que funcionários roubassem segredos comerciais da Taiwan Semiconductor Manufacturing (+1,40%), intensificando uma disputa que envolve duas empresas fundamentais para a indústria de “chips”. Já as ações do SoftBank Group pularam mais de 6%, dando sinais de recuperação após sessões atribuladas nos últimos tempos.
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