Europa fecha com perdas contidas mas regista quinto ganho semanal. Novo Nordisk dispara 6%
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.
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Europa fecha com perdas contidas mas regista quinto ganho semanal. Novo Nordisk dispara 6%
Os principais índices europeus encerraram a última sessão da semana com perdas em praticamente toda a linha, ainda que as desvalorizações não tenham sido expressivas o suficiente para afastar o Stoxx 600 de fechar com ganhos semanais pela quinta vez consecutiva.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – cedeu 0,03%, para os 614,38 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX caiu 0,22%, o espanhol IBEX 35 ganhou 0,39%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,11%, o francês CAC-40 recuou 0,65%, ao passo que o britânico FTSE 100 deslizou 0,04% e o neerlandês AEX perdeu 0,08%.
As bolsas do Velho Continente atingiram vários máximos históricos ao longo da semana, à medida que os investidores continuam a mostrar otimismo em relação ao esperado crescimento económico da região, que acabou por pesar mais do que a crescente incerteza geopolítica.
“Dado o cenário de crescimento em melhoria na Europa, impulsionado pelos gastos orçamentais alemães, as ações da Zona Euro têm espaço para subir, mesmo que a um ritmo mais moderado”, disse à Bloomberg Wolf von Rotberg, do Bank J Safra Sarasin.
E isto à medida que os mercados começam a virar atenções para a próxima época de resultados, sendo que analistas do Goldman Sachs citados pela agência de notícias financeiras esperam que as cotadas do Stoxx 600 registem uma subida de 1% nos seus resultados do quarto trimestre de 2025.
Entre os setores, o das “utilities” (+1,13%) e saúde (+0,60%) estiverem entre os maiores ganhos. Por outro lado, os recursos naturais (-1,92%) foram pressionados pela queda dos preços dos metais preciosos, enquanto o dos químicos (-1,63%) também registou fortes perdas.
Quanto aos movimentos do mercado, a Novo Nordisk fechou o dia com uma subida de mais de 6%, depois de o regulador britânico ter aprovado a venda de doses mais altas do seu medicamento para obesidade. Já a Richemont – grupo suíço de artigos de luxo – afundou mais de 5%, depois de o Bank of America ter revisto em baixa a recomendação da empresa em bolsa, com analistas da instituição financeira a citar pressão acrescida sobre as margens da empresa devido aos preços do ouro e às tarifas.
Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro agravaram-se em toda a linha na sessão desta sexta-feira, num dia em que as principais bolsas da região registaram uma maioria de perdas.
Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravaram-se em 0,8 pontos-base, para 3,207%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade seguiu a mesma tendência e subiu igualmente 0,8 pontos, para 3,216%.
Já os juros da dívida soberana italiana avançaram 1 ponto, para 3,452%.
Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa subiu 1,6 pontos, para 3,516%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, agravaram-se em 1,6 pontos, para os 2,833%.
Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, subiram 1,2 pontos-base, para 4,399%.
Ouro perde terreno e prata tomba mais de 4%. "Traders" aproveitam para retirar mais-valias
O ouro está a negociar com perdas a esta hora, com os “traders” a aproveitarem para retirar mais-valias, à medida que uma diminuição das tensões geopolíticas também pressiona a procura por ouro enquanto ativo-refúgio.
A esta hora, o metal amarelo desliza 0,72%, para os 4.590,90 dólares por onça.
E ainda que esteja a registar perdas, o ouro está prestes a fechar o seu segundo ganho semanal consecutivo, com um avanço de cerca de 2% nesta semana, após ter atingido um novo máximo histórico de 4.642,72 por onça na quarta-feira.
No que toca à política monetária do lado de lá do Atlântico, espera-se que a Reserva Federal (Fed) mantenha as taxas inalteradas durante o primeiro semestre do ano, com um primeiro corte de 25 pontos-base previsto para junho. O ouro tende a ter um bom desempenho em tempos de incerteza geopolítica e económica, bem como quando as taxas de juro estão em níveis mais baixos.
A registar fortes quedas está a prata, que cai a esta hora mais de 4%, para 88,095 dólares por onça, ainda que se mantenha a caminho de um ganho semanal de mais de 11%, tendo fixado um novo recorde esta semana nos 93,57 dólares.
Iene valoriza com possível intervenção de Tóquio no mercado cambial
O iene está a ganhar terreno e a recuperar de mínimos de cerca de 18 meses em relação ao dólar, atingidos na quarta-feira, depois de o ministro das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, ter dito que Tóquio não irá descartar nenhuma opção para combater a desvalorização da divisa nipónica, incluindo uma intervenção coordenada com os EUA.
A esta hora, o dólar segue a perder 0,33%, para 158,12 ienes.
Já pelos EUA, dólar está a negociar de forma estável face às suas principais concorrentes, depois de ter atingido máximos de cerca de seis semanas face ao euro na quinta-feira, impulsionado por dados que mostraram uma melhoria no mercado de trabalho dos EUA, o que adiou as expectativas de novos cortes nas taxas de juros pela Reserva Federal.
O índice do dólar DXY - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – desliza 0,04%, para os 99,36 pontos.
Por cá, a moeda única cede 0,09%, para os 1,1599 dólares, enquanto a libra desvaloriza 0,04%, para os 1,3384 dólares.
Petróleo a caminho de fechar semana com valorizações. "Traders" continuam atentos a riscos geopolíticos
Os preços do petróleo seguem a negociar com ganhos nesta sexta-feira, à medida que os riscos relacionados com o abastecimento de crude permanecem em destaque, apesar da diminuição das tensões entre os EUA e o Irão.
O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – avança 0,73%, para os 59,62 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 0,82% para os 64,28 dólares por barril.
No conjunto da semana, o Brent está agora a caminho de registar subidas de cerca de 2% e o WTI de mais de 1%.
Ambos os preços de referência atingiram máximos de vários meses esta semana, após o início dos protestos no Irão. A par disso, o barril de petróleo ganhou tração depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter sinalizado a possibilidade de ataques militares ao Irão. Ainda assim, tanto o Brent como o WTI chegaram a recuar mais de 4% na quinta-feira, após o republicano ter dito que a repressão de Teerão aos manifestantes estava a diminuir, acalmando as preocupações com uma possível ação militar que poderia perturbar o abastecimento de petróleo na região responsável por exportar a maior quantidade de petróleo em todo o mundo.
Ao mesmo tempo, os analistas continuam a esperar um aumento da oferta de “ouro negro” para este ano, fator que continuará a exercer alguma pressão sobre os preços do crude.
Wall Street negoceia com ganhos. Lucros da TSMC impulsionam tecnológicas com Micron a disparar 6%
Os principais índices norte-americanos negoceiam com ganhos nesta sexta-feira, à medida que a última onda de entusiasmo em relação às cotadas do setor tecnológico segue a impulsionar o sentimento dos investidores. O avanço de empresas ligadas à área da inteligência artificial (IA) chega depois de um "cabaz” que agrega ações de tecnologia na Ásia ter atingido um máximo histórico.
O “benchmark” S&P 500 ganha 0,27%, para os 6.963,37. Já o Nasdaq Composite sobe 0,52%, para os 23.651,98 pontos. O Dow Jones, por sua vez, valoriza 0,13% para os 49.504,46.
Empresas como a Micron Technology (+6,50%) e a Advanced Micro Devices (+1,12%) estão entre as que registam maiores ganhos. A recuperação do setor tecnológico no final da semana segue-se a fortes perspetivas de receitas da Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC) - maior fabricante de "chips" do mundo -, empresa que ontem divulgou ter registado lucros recorde de 1,71 biliões de dólares taiwaneses (46.705 milhões de euros) em 2025, um aumento de 46,4%, impulsionado pela procura global por chips, fator que parece ter reacendido o otimismo e apetite dos investidores em torno da IA.
Além disso, os “traders” estão a seguir de perto as mais recentes apresentações de contas de cotadas do lado de lá do Atlântico. E a primeira semana completa da última temporada de resultados é um bom presságio para o que está por vir, com 89% das 28 empresas que divulgaram contas até agora a superarem as expectativas do mercado.
Com os grandes bancos a dominarem os primeiros dias de apresentação de resultados, os investidores terão uma visão mais clara da economia em geral na próxima semana, quando forem divulgadas as contas de empresas como Netflix, Johnson & Johnson e 3M. Nesta linha, “os resultados até agora mostram, pelo menos para os bancos, que o consumidor está bem, as atividades comerciais e os mercados de capitais estão saudáveis e as revisões dos lucros continuam muito positivas”, disse à Bloomberg Andrea Gabellone, da KBC Global Services.
Noutros movimentos do mercado, a fabricante norte-americana de carros Ford está a recuar 0,80%. Fontes não identificadas revelaram à agência de notícias financeiras que a gigante do setor automóvel estará em negociações com a chinesa BYD sobre um possível fornecimento de baterias para veículos híbridos às fábricas da Ford fora dos EUA, o que poderá causar alguma fricção entre a empresa americana e a Administração Trump. Já a Walmart segue a perder 1%, depois de a gigante do retalho ter anunciado que Kathryn McLay, diretora executiva de negócios internacionais da empresa, está de saída do cargo.
Quanto às "big tech”, a Nvidia avança 1,68%, a Meta ganha 0,72%, a Apple cede 0,058%, a Alphabet perde 0,069%, a Amazon desvaloriza 0,10% e a Microsoft valoriza 0,65%.
Taxa Euribor sobe a três e a seis meses e desce a 12 meses
A taxa Euribor subiu esta sexta-feira a três e a seis meses e desceu a 12 meses em relação a quinta-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,033%, continuou abaixo das taxas a seis (2,143%) e a 12 meses (2,248%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,143%, mais 0,002 pontos do que na quinta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a novembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,6% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,84% e 25,17%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou, para 2,248%, menos 0,005 pontos do que na sessão anterior.
A Euribor a três meses avançou, ao ser fixada em 2,033%, mais 0,007 pontos.
Em relação à média mensal da Euribor de dezembro, esta voltou a subir a três, a seis e a 12 meses, mas de forma mais acentuada no prazo mais longo.
A média mensal da Euribor em dezembro subiu 0,006 pontos para 2,048% a três meses e 0,008 pontos para 2,139% a seis meses.
A 12 meses, a média mensal da Euribor avançou 0,050 pontos para 2,267%. Na reunião de 18 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes, em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 04 e 05 de fevereiro, em Frankfurt, Alemanha.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Europa mergulha no vermelho, mas ainda deve terminar a semana com ganhos
As bolsas europeias estão pintadas de vermelho, num dia sem grandes catalisadores, o que leva a que os investidores façam tomada de mais-valias das ações face à subida dos últimos dias. Além disso, o mercado ainda está de olho nos desenvolvimentos entre os EUA e o Irão, que deverá mesmo moldar a sessão de hoje.
"As ações europeias já não são baratas, mas também não são caras. Dito isto, a margem de segurança que os investidores tinham anteriormente desapareceu", afirmou Michael Field, estratega-chefe de ações europeias da Morningstar, à Bloomberg.
O índice de referência para o bloco, o Stoxx 600, recua de recordes e cai esta sexta-feira 0,15% para 613,65 pontos, pressionado pelos setores químico, automóvel e dos recursos básicos. Ainda assim, o "benchmark" deverá terminar a quinta semana consecutiva de valorizações, a maior série desde maio.
Quanto aos resultados por praça, o espanhol IBEX 35 cai 0,09%, enquanto o francês CAC-40 cede 0,47%. Já o britânico FTSE 100 perde 0,07%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,26% e o alemão Dax cede 0,21. O neerlandês AEX perde hoje 0,2%, depois de ontem ter resultado o maior salto à boleia das tecnológicas e ações ligadas aos semicondutores.
As mineradoras caíram 1% e estavam a caminho de encerrar uma sequência de cinco sessões de ganhos, com a redução das tensões geopolíticas a pressionar os preços dos metais.
Por outro lado, as ações ligadas ao setor da defesa subiam 1,3% após duas sessões consecutivas de perdas.
Entre os principais movimentos empresariais, a Novo Nordisk dispara mais de 6% após a reguladora da saúde do Reino Unido ter aprovado uma dose maior do medicamento Wegovy. Aliada isto, a Berenberg também elevou a meta de preço para as ações da empresa.
O setor do luxo está ainda sob escrutínio do mercado. A abertura de falência do conglomerado de lojas Saks levantou preocupações sobre a procura do consumidor e a concorrência do comércio eletrónico.
Juros das dívidas soberanas agravam-se na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro arrancaram esta sexta-feira com uma tendência de subida.
Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, avançam 1,1 pontos-base para 2,828%, enquanto a "yield" das obrigações francesas sobe 2,2 pontos para 3,511%. Já em Itália, os juros aumentam 1,3 pontos para os 3,455%.
Pela Península Ibéria, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas, também a dez anos, a subir 1,1 pontos base para 3,211%, tal como a das espanholas que sobem 1,2 pontos-base e estão nos 3,221%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, agravam-se em 1,2 pontos base, para 4,398%.
Dólar com recuo ligeiro, iene recebe "chicotada"
O ministro das Finanças japonês, Satsuki Katayama, disse esta sexta-feira que não exclui qualquer opção numa possível intervenção para estancar a perda de valor do iene, o que pode incluir uma intervenção coordenada com os EUA.
A declaração, juntamente com as notícias de que o Banco do Japão poderá aumentar em breve novamente as taxas de juro diretoras, deram um forte impulso ao iene na negociação cambial desta sexta-feira, com a divisa a valorizar perante os seus pares.
Já o dólar negoceia em recuo ligeiro, com o índice da "nota verde" (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, a recuar 0,05% para os 99.2670 pontos.
A esta hora, o euro segue a valorizar ligeiros 0,03% para 1,1612 dólares e a libra também segue a avançar 0,15% para 1,3401 dólares. O dólar também recua 0,12% para 0,8021 francos suíços. O dólar perde ainda 0,32% face à divisa japonesa, para 158,13 ienes.
Já noutros pares de câmbio, o euro recua 0,13% para 0,8664 libras e cede 0,29% para 183,63 ienes.
Prata negoceia acima dos 90 dólares, ouro em recuo ligeiro
A prata está a recuar 1,22% na negociação desta manhã, mas o metal precioso mantém-se acima dos 91 dólares por onça, o que prolonga o bom momento do metal "branco" junto dos investidores. Depois de uma forte queda registada nesta quinta-feira, com uma tomada de mais-valias, a prata recuperou novamente a atenção dos investidores e negoceia próximo de máximos.
Mas o retomar da política tarifária por parte dos EUA, com Donald Trump a ter aplicado taxas de 25% aos parceiros comerciais do Irão e a ter fechado em 15% as taxas aduaneiras para as importações de Taiwan, não deixa os investidores completamente relaxados.
"A prática de manter metal em território norte-americano para garantir posições em contratos de futuros deverá persistir", analisou a consultora Metal Focus numa nota citada pela Bloomberg.
Apesar da oscilação recente nos preços da prata, o metal já acumula uma valorização de 27% desde o início do ano.
Já o ouro cede 0,26% para os 4.604,29 dólares por onça, estando a negociação do metal "amarelo" a ser marcada pelos comentários do investidor Mark Mobius, que considera que o ouro tornou-se pouco atrativo nos atuais níveis de preço e alertando que uma valorização do dólar nos próximos tempos poderá influenciar negativamente o valor do ouro.
Petróleo na linha d'água com acalmar de tensões no Irão
Os preços do petróleo estão a negociar na linha de água, a oscilar entre pequenos ganhos e perdas, numa altura em que os investidores avaliam o risco, ainda presente, de os EUA fazerem uma intervenção militar no Irão, bem como as preocupações com o abastecimento de crude ao longo deste ano.
O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para o mercado dos EUA - soma 0,12% para 59,26 dólares por barril, enquanto o Brent - "benchmark" para a Europa - ganha 0,02% para 63,78 dólares. As duas referências devem terminar a semana sem grandes alterações.
As cotações estão hoje mais estáveis, depois de ontem terem registado a maior queda desde junho, depois de a Casa Branca ter indicado que, por agora, vai adiar uma ação militar em Teerão, a pedido do presidente de Israel, Benjamin Netanyahu, segundo avançou o New York Times.
A probabilidade de uma resposta imediata dos EUA aos violentos protestos no país do Médio Oriente é cada vez mais reduzida, acalmando os receios de uma interrupção na produção de crude iraniano - mais de três milhões de barris por dia - ou no transporte de petróleo. No entanto, Washington ainda reforça a sua presença militar na região.
“Embora o risco de uma intervenção iminente dos EUA contra o Irão tenha diminuído, é bastante claro que o risco ainda está presente, o que deve manter o mercado em alerta no curto prazo”, disse Warren Patterson, do ING Groep, à Bloomberg. “No entanto, quanto mais tempo continuarmos sem uma resposta dos EUA, mais o prémio de risco vai continuar a dissipar-se, permitindo que fundamentos mais pessimistas assumam o protagonismo”, acrescentou.
Ásia dividida entre apostas na IA e subida do iene. Taiwan em recorde após acordo com EUA
As bolsas asiáticas terminaram a última sessão da semana sem tendência definida, ainda que o índice que agrega as ações da região tenha batido novos recordes, à medida que as apostas dos investidores na inteligência artificial reacenderam.
O otimismo de quinta-feira estendeu-se até ao final da semana à boleia dos resultados da fabricante taiwanesa de semicondutores TSMC, que terminou esta sexta-feira a valorizar 3%.
A ajudar o "rally" da empresa, os EUA concordaram reduzir as tarifas de produtos importados de Taiwan de 20% para 15% em troca de uma promessa de investimento de 500 mil milhões de dólares por parte de empresas de semicondutores taiwanesas em operações norte-americanas.
O novo acordo direciona novos investimentos para a indústria de tecnologia dos EUA, sobretudo a TSMC, a maior produtora de "chips" de inteligência artificial (IA) do mundo, mas corre o risco de "irritar" a China.
Neste contexto, as bolsas nipónicas terminaram com perdas, pressionadas pela recuperação do iene. O Topix recuou de máximo históricos ao perder 0,28% para 3.658,68 pontos, o Nikkei 225 cedeu 0,32% para 53.936,17 pontos. Na China, o Shangai Composite perdeu 0,26% para 4.101,91 pontos e em Hong Kong, o Hang Seng, cedeu 0,51% para 26.798,91 pontos, à medida que os reguladores apertam as regras de financiamento com margem.
Em contraciclo, e impulsionado pelas ações de tecnologia, o taiwanês Taiex saltou 1,94% para 31.408,70 pontos e, na Coreia do Sul, o Kospi pulou 0,9% para 4.840,74 pontos, ambos em recordes. O índice mais abrangente da MSCI para ações da região Ásia-Pacífico, que exclui o Japão, alcançou um novo máximo de 761,53 pontos.
“As ações de tecnologia pareciam vulneráveis nas últimas semanas, à medida que os investidores migravam de empresas de grande capitalização para áreas mais cíclicas do mercado”, disse Fawad Razaqzada, da Forex.com, à Bloomberg. “As contas da TSMC, no entanto, parecem ter estabilizado essa ‘rotação’, em vez de revertê-la completamente", acrescentou.
Entre os principais movimentos de mercado, a Mitsubishi perdeu 2% após ter concordado em comprar os ativos de gás e gasodutos da americana Aethon Energy Management por 5,2 mil milhões de dólares, a maior aquisição já feita por uma empresa japonesa no setor de xisto americano.
Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 caem 0,4%, com os investidores ainda atentos aos desenvolvimentos geopolíticos, bem como ao setores da tecnologia e da banca norte-americana, que ontem deram impulso a Wall Street.
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