Banca e tecnológicas ajudam a reerguer Wall Street. BlackRock dispara quase 6%
Após duas sessões de perdas, os ventos favoráveis de Taiwan e os bons resultados da banca norte-americana conseguiram dar novo ímpeto aos principais índices dos EUA.
Os principais índices norte-americanos voltaram a negociar no verde esta quinta-feira após dois dias consecutivos de perdas, num dia em que a última fornada de resultados dos grandes bancos de Wall Street deu força às ações dos EUA. Os bons resultados da TSMC na Ásia ajudaram à "festa", com o setor tecnológico a recuperar da turbulência das últimas sessões.
O S&P 500 acelerou 0,26% para 6.944,47 pontos, enquanto o industrial Dow Jones ganhou 0,60% para 49.442,44 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 0,25% para 23.530,02 pontos. Movimentos que deixam os três principais índices bastante próximos de máximos históricos, após uma correção nas últimas sessões provocada por novos dados económicos que retiraram de cima da mesa um corte nas taxas de juro já na reunião da Reserva Federal (Fed) deste mês.
Ainda antes da abertura da sessão na Ásia, a TSMC apresentou resultados ao mercado que deixou as tecnológicas em euforia. A fabricante de "chips" - que está na linha da frente dos novos investimentos prometidos por Taiwan aos EUA - registou o seu melhor trimestre de sempre entre outubro e dezembro e apontou para um ano de mais crescimento, o que alimentou as expectativas dos investidores em torno do "rally" da inteligência artificial (IA).
As cotadas norte-americanas do setor celebraram em Wall Street, com a Nvidia a crescer 2,10%, a Broadcom a subir 0,92% e a Applied Materials - que fabrica ferramentas para a produção de "chips" - a disparar 5,69%. "As ações de tecnologia pareciam vulneráveis nas últimas semanas, à medida que os investidores se afastavam das grandes empresas e voltavam para áreas mais cíclicas do mercado", explica Fawad Razaqzada, da Forex.com, à Bloomberg.
Do lado do setor financeiro, a BlackRock foi um dos principais destaques, depois de também ter apresentado resultados ao mercado esta quinta-feira. A maior gestora de ativos do mundo valorizou 5,93%, após uma recuperação nos mercados ter aumentado as receitas com comissões e impulsionado os ativos sob gestão para um valor recorde de 14,04 biliões de dólares no quarto trimestre de 2025-
Também o Goldman Sachs e o Morgan Stanley brilharam após terem registado lucros superiores ao estimado pelos analistas no último trimestre do ano passado. Enquanto a instituição financeira liderada por David Solomon acelerou 4,63% em bolsa, o banco que conta com Ted Pick nas suas rédeas ganhou 0,70%. Ambos os bancos emitiram de uma grande quantidade de dívida esta quinta-feira, com o Goldman Sachs a quebrar o recorde de maior emissão em Wall Street.
As ações norte-americanas estão ainda a beneficiar de uma "melhoria da perceção de risco no Médio Oriente", depois das notícias de que o "Irão reabriu o espaço aéreo durante a madrugada e há sinais de redução da repressão contra os protestos", explica Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe, num comentário enviado ao Negócios.
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