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Ao minutoAtualizado há 30 min10h47

Europa no vermelho com Stoxx 600 a apagar ganhos do ano. Boliden afunda 17%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.

Bolsas Ásia
Bolsas Ásia AP/Ahn Young-joon
Negócios 10:47
há 30 min.10h47

Europa no vermelho com Stoxx 600 a apagar ganhos do ano. Boliden afunda 17%

Os principais índices europeus negoceiam em baixa, com a incerteza em torno das negociações entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão a levar a um aumento dos preços do crude, fator que está a abalar o apetite pelo risco durante a sessão desta quinta-feira.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – cai 1,28%, para os 579,95 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perde 1,57%, o espanhol IBEX 35 recua 1,09%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 1,31%, o francês CAC-40 cede 0,94%, ao passo que o neerlandês AEX cai 1,23% e o britânico FTSE 100 regista perdas de 1,24%.

O “benchmark” do Velho Continente apagou as valorizações que registava desde o início de janeiro e negoceia agora em terreno negativo no conjunto deste ano, registando perdas de 2% desde o arranque de 2026. As ações da região têm sido mais fortemente afetadas do que as suas congéneres norte-americanas, devido à dependência que a Europa tem de importações de petróleo e gás.

O conflito não dá, para já, quaisquer sinais de abrandamento, com Teerão a continuar a rejeitar publicamente as propostas de negociação dos EUA, mesmo com a Casa Branca a insistir que as negociações de paz estão já em curso, com ataques de uma e outra parte a não parecerem abrandar.

“À medida que o tempo passa, as reservas vão esgotando-se", disse à Bloomberg Wolf von Rotberg, do Bank J Safra Sarasin. “Mais algumas semanas de custos energéticos elevados deverão pesar cada vez mais sobre o crescimento da indústria transformadora na Europa”, acrescentou.

Nesta medida, os setores mais pressionados nesta manhã são o dos recursos naturais (-4,01%), o tecnológico (-2,48%) e o aeroespacial e da defesa (-2,40%).

Quanto aos movimentos do mercado, a Boliden tomba mais de 17,50% depois de ter anunciado que uma das suas minas de zinco só tinha garantida a operação a 30% da capacidade a partir do segundo trimestre. Já a empresa de pagamentos Edenred cai quase 15%, depois de a Autoridade Italiana da Concorrência ter lançado uma investigação sobre um potencial abuso de posição dominante na prestação de vales-refeição por parte da empresa.

há 31 min.10h46

Juros com fortes agravamentos depois de comentários de presidente do Bundesbank

O Banco Central Europeu (BCE) poderá subir as taxas de juro na sua próxima reunião, em abril, se as perspetivas de preços continuarem a deteriorar-se devido à guerra no Irão, e caso haja informação suficiente disponível nas próximas semanas, afirmou Joachim Nagel, membro do Conselho do BCE, segundo informação avançada por meios de comunicação internacionais, que citam declarações de Nagel à Reuters.

É certamente uma opção, mas apenas uma opção”, afirmou o presidente do Bundesbank. “Penso que teremos dados suficientes em abril para determinar se precisamos de tomar medidas ou se podemos esperar para ver”, acrescentou. Nagel sublinhou ainda que “esta é certamente uma situação em que cada dia que passa contribui para um aumento dos riscos inflacionistas, particularmente no que diz respeito ao que mais nos interessa do ponto de vista da política monetária: como irão evoluir as expectativas de inflação a médio prazo”. “Não devemos fugir a isso agora só porque achamos que ainda é demasiado cedo”, frisou o membro do BCE.

Neste contexto, os juros das dívidas soberanas da Zona Euro negoceiam nesta quinta-feira com agravamentos em toda a linha.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravam-se em 7,4 pontos-base, para 3,487%. Em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade segue a mesma tendência e sobe 8,2 pontos, para 3,544%.

Já os juros da dívida soberana italiana escalam 11 pontos, para 3,943%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa agrava-se em 9,4 pontos, para 3,743%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, sobem 6,5 pontos, para os 3,019%. Nesta medida, o "spread” entre os juros das obrigações alemãs a 10 anos e os juros das obrigações portuguesas com a mesma maturidade estão a alargar-se e atingiram hoje quase 48 pontos-base.

Já fora da Zona Euro, os juros das “gilts” britânicas, também a dez anos, avançam 9,3 pontos-base, para os 4,929%.

09h34

Dólar estável com "traders" a navegar incerteza do Irão

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

O dólar negoceia sem grandes alterações nesta quinta-feira, à medida que os "traders" procuram esclarecimentos sobre se uma desaceleração da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão estará ou não iminente, à medida que os preços mais altos da energia alimentam receios de uma escalada da inflação, que poderá obrigar os bancos centrais a subir as taxas de juro mais cedo do que o antecipado.

O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – soma ligeiros 0,06%, para os 99,663 pontos.

Face ao iene, o dólar negoceia inalterado nos 159,470 ienes, com a “nota verde” a fixar-se perto dos seus níveis mais fortes desde 2024, à medida que a rendibilidade das obrigações do Estado japonês com maturidade a dois anos atingiu o nível mais elevado em quase três décadas. Os mercados estão a "precificar" uma probabilidade de 61,9% de um aumento de 25 pontos-base nas taxas de juro na próxima reunião do Banco do Japão, a 28 de abril.

Já pela Europa, o euro negoceia de forma estável após dois dias de quedas. Ainda assim, a moeda única desliza 0,04%, para os 1,155 dólares, depois de a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, . Já a libra perde 0,13%, para os 1,335 dólares, caminhando para o seu terceiro dia consecutivo de quedas, depois de dados divulgados na quarta-feira terem revelado que a inflação dos preços no consumidor se manteve nos 3% em fevereiro.

09h34

Ouro e prata perdem terreno com "traders" a renovar apostas de subida dos juros nos EUA

Barras de prata e moedas de Londres com 'Fine Silver 999.0'

O ouro e a prata estão a negociar com perdas nesta manhã, pressionados pelas crescentes expectativas de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana poderá ver-se obrigada a subir as taxas de juro devido à escalada dos preços da energia, enquanto os “traders” tentam navegar na incerteza sobre as alegadas negociações entre os EUA e o Irão para um cessar-fogo.

A esta hora, o ouro perde 1,69%, para os 4.429,840 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso tomba 4,13%, para os 68,270 dólares por onça.

Os preços mais elevados do petróleo, , tendem a alimentar a inflação e, embora o aumento dos preços normalmente puxe pelo apelo do ouro como proteção, taxas diretoras mais elevadas pesam sobre a procura desta “commodity”, que não rende juros.

Os mercados apontam agora para uma probabilidade de 37% de um aumento das taxas de juro nos EUA até dezembro deste ano, com praticamente nenhuma probabilidade de um corte neste momento, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group. Antes do conflito, os mercados esperavam pelo menos dois cortes nas taxas.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irão estava desesperado por chegar a um acordo para pôr fim a quase quatro semanas de guerra, contrariando o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, que afirmou que o seu país estava a analisar uma proposta dos EUA, mas não tinha qualquer intenção de realizar negociações para pôr fim ao conflito. Trump prometeu atingir o Irão com mais força se Teerão não aceitar que o país foi “derrotado militarmente”, disse na quarta-feira a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Também um dólar mais forte está a pesar sobre a negociação dos metais cotados na “nota verde”, que ficam assim mais caros para detentores de outras divisas.

07h57

Ásia fecha com perdas. Incerteza sobre negociações no Médio Oriente pressionam

Os principais índices asiáticos fecharam com perdas depois de duas sessões consecutivas de avanços, com uma nova subida do crude a voltar a pressionar os investidores, enquanto as tensões persistentes no Médio Oriente e sinais contraditórios sobre as alegadas negociações entre os EUA e o Irão minam o apetite pelo risco. Também o setor tecnológico pressionou a negociação. Por cá, os futuros do Euro Stoxx 50 seguem a recuar 0,60%, enquanto pelos EUA os futuros do S&P 500 apontam para uma abertura em baixa com uma queda de cerca de 0,30%.

Pelo Japão, o Topix perdeu 0,22%. Também o Nikkei seguiu a mesma tendência e caiu 0,27%. Pela China, o Hang Seng de Hong Kong desvalorizou 2,03% e o Shanghai Composite cedeu 1,09%. Por Taiwan, o TWSE recuou 0,30%, enquanto pela Coreia do Sul o Kospi tombou 3,22%.

Os EUA têm insistido que as negociações com o Irão estão em curso, mas Teerão tem rejeitado a aproximação do Presidente norte-americano, Donald Trump. “Os mercados têm sido extremamente influenciados pelas notícias, à medida que continuamos a receber mensagens diferentes e contraditórias sobre a situação no Irão”, disse à Bloomberg Fabien Yip, da IG International. “Os mercados precisam de mais certeza sobre qual será o resultado. Até que haja um acordo sobre os termos da trégua, infelizmente continuaremos a assistir a estas oscilações”, acrescentou.

Os mercados mostraram-se moderadamente otimistas esta semana, à medida que os esforços dos EUA para pôr fim ao conflito pareciam ganhar impulso, ofuscando as notícias de que o Irão tinha rejeitado uma trégua. Mas entre estes sinais contraditórios sobre as negociações, Washington enviou milhares de soldados para a região, suscitando preocupações de que Trump possa estar a preparar-se para a invasão terrestre a que até agora se opôs.

A Casa Branca afirmou que os EUA têm mantido conversações produtivas com o Irão nos últimos três dias e elaboraram um plano de 15 pontos que estipula que a República Islâmica terá de desmantelar as suas principais instalações nucleares e utilizar um arsenal de mísseis reduzido apenas para autodefesa. Mas, para já, Teerão não parece estar inclinado a aceitar as condições que Washington quer impor para um cessar-fogo.

Entre os movimentos do mercado, a bolsa de Hong Kong registou as maiores perdas, pressionada pelo setor tecnológico. A Meituan, por exemplo, perdeu mais de 5%. Já as ações da Kuaishou Technology tombaram quase 15% devido a preocupações com as perspetivas de um crescimento mais lento das receitas da empresa e o aumento dos investimentos em inteligência artificial.

08h33

Brent sobe para quase 105 dólares. Mercados céticos sobre resolução rápida do conflito

Os preços do petróleo e do gás negoceiam na manhã desta quinta-feira, 26 de março, com valorizações, à medida que os Estados Unidos (EUA) e o Irão apresentam declarações contraditórias sobre os esforços de negociação para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

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