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Ao minuto26.03.2026

Possível escalada no Irão leva praças europeias a perdas de mais de 1%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.

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Mercados Andy Rain / EPA
Negócios 26 de Março de 2026 às 18:30
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26.03.2026

Possível escalada no Irão leva praças europeias a perdas de mais de 1%

As principais praças europeias terminaram a sessão desta quinta-feira em território negativo, com o Stoxx 600 a perder mais de 1%, pressionado pela ameaça de Donald Trump, Presidente dos EUA, de escalar ainda mais o conflito no Médio Oriente. Numa publicação nas redes sociais, o líder norte-americano apontou baterias ao Irão e avisou que o país deve começar a levar as negociações "a sério" rapidamente, ao mesmo tempo que o jornal Axios noticiou que o Pentágono estaria a preparar uma possível invasão terrestre da nação do Golfo Pérsico. 

O Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, encerrou a sessão a perder 1,13% para 580,84 pontos, num dia em que o preço do barril Brent - de referência para o continente - voltou a ultrapassar os 108 dólares. Quase todos os setores terminaram a negociação pintados de vermelho, com as ações das mineiras a serem as mais pressionadas e as ligadas ao "oil&gas" a acelerarem. 

Apesar da ameaça de Donald Trump, o Irão decidiu reagir oficialmente ao plano de 15 pontos apresentado pela Administração norte-americana no arranque da semana. Teerão acusou os EUA de usarem a diplomacia como distração e  reforçou as cinco grandes exigências que tinha feito anteriormente: o fim das ofensivas militares, garantias de que a guerra não se vai voltar a cumprir, compensações pelos danos causados pelos ataques norte-americanos, a soberania do estreito de Ormuz e ainda fim das hostilidades contra todos os grupos de resistência aliados ao Irão.

O índice de referência europeu já inverteu os ganhos que vinha a acumular desde o início do ano, antes do estalar do conflito, com as ações da região a sofrerem mais do que as suas congéneres norte-americanas - muito devido à dependência da energia do Médio Oriente para grande parte das suas indústrias. A escalada nos preços do crude e do gás natural levaram os investidores a apostarem em três subidas nas taxas de juro este ano. 

"À medida que o tempo passa, as reservas vão-se esgotando", explica Wolf von Rotberg, estratega de ações do Banco J Safra Sarasin, à Bloomberg. "Mais algumas semanas de custos energéticos elevados deverão pesar cada vez mais sobre o crescimento do setor industrial na Europa", acrescenta. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Boliden afundou 19,87% para 470,20 coroas suecas, depois de ter anunciado que uma das suas minas de zinco só teria garantida a operação a 30% da capacidade a partir do segundo trimestre. Já a empresa de pagamentos Edenred registou uma queda de 17,20%, após o regulador italiano ter aberto uma investigação sobre um potencial abuso de posição dominante.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perdeu 1,5%, o espanhol IBEX 35 subtraiu 1,21%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,71%, o francês CAC-40 caiu 0,98%, ao passo que o neerlandês AEX cedeu 1,26% e o britânico FTSE 100 deslizou 1,33%.

26.03.2026

Investidores vendem obrigações e juros da dívida da Zona Euro disparam

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram fortes agravamentos esta quinta-feira, com os investidores a venderem as obrigações do bloco, numa altura em que se renovam as tensões no Médio Oriente, que impulsionaram os preços do petróleo e as expectativas de subida de inflação.

O mercado acredita cada vez mais que as taxas de juro do Banco Central Europeu vão subir na próxima reunião de política monetária, em abril. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, de referência para a região, dispararam 11,4 pontos base para 3,069%, a maior subida desde que o Governo germânico anunciou um aumento da despesa, em março de 2025.

Já a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade agravou-se em 14,9 pontos para 3,798%. Por Itália, o aumento foi de 18,7 pontos para 4,019%.

Pela Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, saltaram 13,3 pontos base para 3,546%, enquanto, em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade somou 14,1 pontos para 3,604%.

Fora da Zona Euro, seguiu-se a mesma tendência, com os juros das "Gilts" britânicas a somarem 13,4 pontos base para 4,970%, mais do que anulando a descida de quarta-feira, enquanto os "traders" incorporam já uma subida dos juros pelo Banco de Inglaterra.

Nos EUA, os juros das "Treasuries" na maturidade de referência sobem 8,7 pontos para 4,420%.

26.03.2026

Dólar segue em alta com investidores a procurarem refúgio perante incerteza sobre guerra

O dólar continua a subir esta quinta-feira, suportado pelo seu estatuto de ativo seguro, num momento em que aumenta a incerteza sobre o conflito no Médio Oriente, uma vez que as negociações entre EUA e Irão parecem não ter avançado.

O índice do dólar DXY ganha 0,27% para 99,86 euros. O dólar ganhar também contra o euro, com a moeda única a recuar 0,22% para 1,1534. Contra o iene, o dólar sobe 0,12% para 159,67 euros.

O conflito no Médio Oriente parece não ter fim à vista, depois de o Irão ter rejeitado formalmente o plano de 15 pontos apresentado pelos EUA e o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que, sem acordo entre as partes, a ofensiva vai continuar, penalizando a economia global e potenciando um cenário de estagflação, em que a inflação é elevada e o crescimento é fraco ou nulo.  

“Um ambiente macro estagflacionista deve pesar nas expectativas de crescimento globais e no sentimento de risco, suportando o dólar nos próximos meses”, escreveram Daniel Tobon, Osamu Takashima e Brian Levine, do Citibank, numa nota citada pela Bloomberg.

26.03.2026

Ouro cede com vendas da Turquia a pressionarem

Ouro

O preço do ouro voltou a recuar esta quinta-feira, pressionado pelas declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, e do regime iraniano, que afastam um acordo de cessar-fogo para breve. Adicionalmente, o metal amarelo tem outro fator a pesar sobre a sua cotação, com o Banco Central da Turquia a ter vendido parte das suas reservas nas duas últimas semanas para tentar travar a desvalorização da lira turca.

O preço da onça de ouro no mercado a pronto ("spot") cede 2,36%, para 4.399,78 dólares, pelas 17:10 (hora de Lisboa).

As quedas são ainda mais acentuadas noutros metais: a prata afunda 6,37%, até aos 68,02 dólares por onça, enquanto a platina cai 3,67%, cotando nos 1.854,45 dólares por onça.


26.03.2026

Dólar reafirmou-se como ativo-refúgio, diz Bessent

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse hoje que o dólar se reafirmou como ativo-refúgio desde que a guerra do Irão começou. "O dólar valorizou desde que as hostilidades começaram porque todos sabem , graças aos seus esforços, a economia norte-americana está na melhor posição do mundo e que o capital está a fluir", disse numa reunião do conselho de ministros com Donald Trump na Casa Branca.

26.03.2026

Jogo do "empurra" entre EUA e Irão deixa Wall Street sem rumo

S&P 500 ultrapassa os 7 mil pontos, impulsionado pelas 'big tech' em Wall Street

Os principais índices norte-americanos estão a negociar divididos entre ganhos e perdas, numa altura em que os investidores estão a avaliar sinais mistos em relação a um possível fim da guerra no Médio Oriente no curto prazo. Esta quinta-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu ao Irão que começasse a levar as negociações para um cessar-fogo a sério rapidamente, antes que fosse "tarde demais" para o país - a menos de 48 horas do prazo dado pelo líder norte-americano para não atacar infraestrutura energética acabar. 

A esta hora, o S&P 500 recua 0,37% para 6.567,79 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite cede 0,63% para 21.790,71 pontos. Já o industrial Dow Jones ganha 0,17% para 46.509,62 pontos.

Os três índices ainda arrancaram a sessão com perdas substanciais, mas as desvalorizações acabaram por ser reduzidas depois de o Irão ter formalmente respondido ao plano de 15 pontos apresentado por Donald Trump no início desta semana. Mesmo assim, a publicação norte-americana Axios está a noticiar que o Pentágono está a avançar com preparativos para o que diz ser um "último golpe" no Irão, que poderá incluir uma intervenção terrestre. 

Na resposta a Washington, citada pela agência iraniana Tasnim, o regime de Mojtaba Khamenei mantém as cinco exigências já apresentadas: o fim das ofensivas militares, garantias de que a guerra não se vai voltar a cumprir, compensações pelos danos causados pelos ataques norte-americanos, a soberania do estreito de Ormuz e ainda fim das hostilidades contra todos os grupos de resistência aliados ao Irão. 

A adicionar à incerteza, os preços do petróleo voltaram a disparar esta sexta-feira, com o Brent a ultrapassar os 105 dólares por barril e o West Texas Intermediate a negociar acima dos 90 dólares. O Irão está a elaborar um projeto de lei para impor taxas aos petroleiros e embarcações que procurem passar pelo estreito de Ormuz para países que não estejam alinhados com o seu regime, enquanto, pelos EUA, 

“É um contínuo jogo do empurra entre o que o Presidente está a escrever nas redes sociais e o que o regime iraniano está a dizer”, explica Mark Malek, diretor de investimentos da Siebert Financial, num comentário enviado à Bloomberg. “No geral, penso que os investidores estão lentamente a ter em conta um novo cenário em que o encerramento do estreito de Ormuz será ainda mais prolongado do que o pior cenário que a maioria de nós previu há apenas duas ou três semanas”, acrescentou. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Olaplex dispara 50,41%, depois de a alemã Henkel ter concordado em comprar o seu negócio de produtos capilares por 1,4 mil milhões de dólares.

26.03.2026

Barril de Brent sobe até aos 106 dólares com avisos de Trump ao Irão

O preço do petróleo subiu mais de 5% depois de Donald Trump ter feito um novo aviso ao Irão:  deve levar as negociações com os Estados Unidos (EUA) “a sério, rapidamente, antes que seja tarde de mais”. 

O barril de Brent, de referência para a Europa, sobe a esta hora 4% para os 106 dólares, enquanto o WTI, de referência para os EUA, valoriza 3,35% para 93 dólares por barril. 

Esta tarde, o Irão indicou que já respondeu ao plano de negociações proposto pelos EUA, reiterando as mesmas cinco condições para a paz, que passam pelo pagamentos por danos causados ao Irão durante o conflito e pelo reconhecimento da sua soberania sobre o estreito de Ormuz.

Além disso, parlamento iraniano pretende aprovar uma lei para cobrar portagem aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula 20% do petróleo mundial, informou a agência de notícias Tasnim. O plano deve estar finalizado esta semana.

26.03.2026

Europa no vermelho com Stoxx 600 a apagar ganhos do ano. Boliden afunda 17%

Os principais índices europeus negoceiam em baixa, com a incerteza em torno das negociações entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão a levar a um aumento dos preços do crude, fator que está a abalar o apetite pelo risco durante a sessão desta quinta-feira.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – cai 1,28%, para os 579,95 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perde 1,57%, o espanhol IBEX 35 recua 1,09%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 1,31%, o francês CAC-40 cede 0,94%, ao passo que o neerlandês AEX cai 1,23% e o britânico FTSE 100 regista perdas de 1,24%.

O “benchmark” do Velho Continente apagou as valorizações que registava desde o início de janeiro e negoceia agora em terreno negativo no conjunto deste ano, registando perdas de 2% desde o arranque de 2026. As ações da região têm sido mais fortemente afetadas do que as suas congéneres norte-americanas, devido à dependência que a Europa tem de importações de petróleo e gás.

O conflito não dá, para já, quaisquer sinais de abrandamento, com Teerão a continuar a rejeitar publicamente as propostas de negociação dos EUA, mesmo com a Casa Branca a insistir que as negociações de paz estão já em curso, com ataques de uma e outra parte a não parecerem abrandar.

“À medida que o tempo passa, as reservas vão esgotando-se", disse à Bloomberg Wolf von Rotberg, do Bank J Safra Sarasin. “Mais algumas semanas de custos energéticos elevados deverão pesar cada vez mais sobre o crescimento da indústria transformadora na Europa”, acrescentou.

Nesta medida, os setores mais pressionados nesta manhã são o dos recursos naturais (-4,01%), o tecnológico (-2,48%) e o aeroespacial e da defesa (-2,40%).

Quanto aos movimentos do mercado, a Boliden tomba mais de 17,50% depois de ter anunciado que uma das suas minas de zinco só tinha garantida a operação a 30% da capacidade a partir do segundo trimestre. Já a empresa de pagamentos Edenred cai quase 15%, depois de a Autoridade Italiana da Concorrência ter lançado uma investigação sobre um potencial abuso de posição dominante na prestação de vales-refeição por parte da empresa.

26.03.2026

Juros com fortes agravamentos depois de comentários de presidente do Bundesbank

O Banco Central Europeu (BCE) poderá subir as taxas de juro na sua próxima reunião, em abril, se as perspetivas de preços continuarem a deteriorar-se devido à guerra no Irão, e caso haja informação suficiente disponível nas próximas semanas, afirmou Joachim Nagel, membro do Conselho do BCE, segundo informação avançada por meios de comunicação internacionais, que citam declarações de Nagel à Reuters.

É certamente uma opção, mas apenas uma opção”, afirmou o presidente do Bundesbank. “Penso que teremos dados suficientes em abril para determinar se precisamos de tomar medidas ou se podemos esperar para ver”, acrescentou. Nagel sublinhou ainda que “esta é certamente uma situação em que cada dia que passa contribui para um aumento dos riscos inflacionistas, particularmente no que diz respeito ao que mais nos interessa do ponto de vista da política monetária: como irão evoluir as expectativas de inflação a médio prazo”. “Não devemos fugir a isso agora só porque achamos que ainda é demasiado cedo”, frisou o membro do BCE.

Neste contexto, os juros das dívidas soberanas da Zona Euro negoceiam nesta quinta-feira com agravamentos em toda a linha.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravam-se em 7,4 pontos-base, para 3,487%. Em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade segue a mesma tendência e sobe 8,2 pontos, para 3,544%.

Já os juros da dívida soberana italiana escalam 11 pontos, para 3,943%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa agrava-se em 9,4 pontos, para 3,743%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, sobem 6,5 pontos, para os 3,019%. Nesta medida, o "spread” entre os juros das obrigações alemãs a 10 anos e os juros das obrigações portuguesas com a mesma maturidade estão a alargar-se e atingiram hoje quase 48 pontos-base.

Já fora da Zona Euro, os juros das “gilts” britânicas, também a dez anos, avançam 9,3 pontos-base, para os 4,929%.

26.03.2026

Dólar estável com "traders" a navegar incerteza do Irão

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

O dólar negoceia sem grandes alterações nesta quinta-feira, à medida que os "traders" procuram esclarecimentos sobre se uma desaceleração da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão estará ou não iminente, à medida que os preços mais altos da energia alimentam receios de uma escalada da inflação, que poderá obrigar os bancos centrais a subir as taxas de juro mais cedo do que o antecipado.

O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – soma ligeiros 0,06%, para os 99,663 pontos.

Face ao iene, o dólar negoceia inalterado nos 159,470 ienes, com a “nota verde” a fixar-se perto dos seus níveis mais fortes desde 2024, à medida que a rendibilidade das obrigações do Estado japonês com maturidade a dois anos atingiu o nível mais elevado em quase três décadas. Os mercados estão a "precificar" uma probabilidade de 61,9% de um aumento de 25 pontos-base nas taxas de juro na próxima reunião do Banco do Japão, a 28 de abril.

Já pela Europa, o euro negoceia de forma estável após dois dias de quedas. Ainda assim, a moeda única desliza 0,04%, para os 1,155 dólares, depois de a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, . Já a libra perde 0,13%, para os 1,335 dólares, caminhando para o seu terceiro dia consecutivo de quedas, depois de dados divulgados na quarta-feira terem revelado que a inflação dos preços no consumidor se manteve nos 3% em fevereiro.

26.03.2026

Ouro e prata perdem terreno com "traders" a renovar apostas de subida dos juros nos EUA

Barras de prata e moedas de Londres com 'Fine Silver 999.0'

O ouro e a prata estão a negociar com perdas nesta manhã, pressionados pelas crescentes expectativas de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana poderá ver-se obrigada a subir as taxas de juro devido à escalada dos preços da energia, enquanto os “traders” tentam navegar na incerteza sobre as alegadas negociações entre os EUA e o Irão para um cessar-fogo.

A esta hora, o ouro perde 1,69%, para os 4.429,840 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso tomba 4,13%, para os 68,270 dólares por onça.

Os preços mais elevados do petróleo, , tendem a alimentar a inflação e, embora o aumento dos preços normalmente puxe pelo apelo do ouro como proteção, taxas diretoras mais elevadas pesam sobre a procura desta “commodity”, que não rende juros.

Os mercados apontam agora para uma probabilidade de 37% de um aumento das taxas de juro nos EUA até dezembro deste ano, com praticamente nenhuma probabilidade de um corte neste momento, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group. Antes do conflito, os mercados esperavam pelo menos dois cortes nas taxas.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irão estava desesperado por chegar a um acordo para pôr fim a quase quatro semanas de guerra, contrariando o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, que afirmou que o seu país estava a analisar uma proposta dos EUA, mas não tinha qualquer intenção de realizar negociações para pôr fim ao conflito. Trump prometeu atingir o Irão com mais força se Teerão não aceitar que o país foi “derrotado militarmente”, disse na quarta-feira a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Também um dólar mais forte está a pesar sobre a negociação dos metais cotados na “nota verde”, que ficam assim mais caros para detentores de outras divisas.

26.03.2026

Ásia fecha com perdas. Incerteza sobre negociações no Médio Oriente pressionam

Os principais índices asiáticos fecharam com perdas depois de duas sessões consecutivas de avanços, com uma nova subida do crude a voltar a pressionar os investidores, enquanto as tensões persistentes no Médio Oriente e sinais contraditórios sobre as alegadas negociações entre os EUA e o Irão minam o apetite pelo risco. Também o setor tecnológico pressionou a negociação. Por cá, os futuros do Euro Stoxx 50 seguem a recuar 0,60%, enquanto pelos EUA os futuros do S&P 500 apontam para uma abertura em baixa com uma queda de cerca de 0,30%.

Pelo Japão, o Topix perdeu 0,22%. Também o Nikkei seguiu a mesma tendência e caiu 0,27%. Pela China, o Hang Seng de Hong Kong desvalorizou 2,03% e o Shanghai Composite cedeu 1,09%. Por Taiwan, o TWSE recuou 0,30%, enquanto pela Coreia do Sul o Kospi tombou 3,22%.

Os EUA têm insistido que as negociações com o Irão estão em curso, mas Teerão tem rejeitado a aproximação do Presidente norte-americano, Donald Trump. “Os mercados têm sido extremamente influenciados pelas notícias, à medida que continuamos a receber mensagens diferentes e contraditórias sobre a situação no Irão”, disse à Bloomberg Fabien Yip, da IG International. “Os mercados precisam de mais certeza sobre qual será o resultado. Até que haja um acordo sobre os termos da trégua, infelizmente continuaremos a assistir a estas oscilações”, acrescentou.

Os mercados mostraram-se moderadamente otimistas esta semana, à medida que os esforços dos EUA para pôr fim ao conflito pareciam ganhar impulso, ofuscando as notícias de que o Irão tinha rejeitado uma trégua. Mas entre estes sinais contraditórios sobre as negociações, Washington enviou milhares de soldados para a região, suscitando preocupações de que Trump possa estar a preparar-se para a invasão terrestre a que até agora se opôs.

A Casa Branca afirmou que os EUA têm mantido conversações produtivas com o Irão nos últimos três dias e elaboraram um plano de 15 pontos que estipula que a República Islâmica terá de desmantelar as suas principais instalações nucleares e utilizar um arsenal de mísseis reduzido apenas para autodefesa. Mas, para já, Teerão não parece estar inclinado a aceitar as condições que Washington quer impor para um cessar-fogo.

Entre os movimentos do mercado, a bolsa de Hong Kong registou as maiores perdas, pressionada pelo setor tecnológico. A Meituan, por exemplo, perdeu mais de 5%. Já as ações da Kuaishou Technology tombaram quase 15% devido a preocupações com as perspetivas de um crescimento mais lento das receitas da empresa e o aumento dos investimentos em inteligência artificial.

26.03.2026

Brent sobe para quase 105 dólares. Mercados céticos sobre resolução rápida do conflito

Os preços do petróleo e do gás negoceiam na manhã desta quinta-feira, 26 de março, com valorizações, à medida que os Estados Unidos (EUA) e o Irão apresentam declarações contraditórias sobre os esforços de negociação para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

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