Europa no verde com impulso das ações de energia
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.
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Europa no verde com impulso das ações de energia
As bolsas europeias terminaram a sessão volátil desta terça-feira com valorizações, à exceção da praça alemã, numa altura em que os investidores estão divididos entre acreditar ou não nas palavras de Donald Trump, Presidente dos EUA, que continua a afirmar que está em negociações com o Irão, que nega as conversações.
A subida deve-se sobretudo às ações de energia e petroíferas, que tendem a beneficiar com estes conflitos, enquanto o crude sobe nos mercados internacionais. A BP subiu mais de 3% e a Shell 2,7%. Também a portuguesa Galp saltou 3%.
Neste contexto, o índice de referência para a Europa, o Stoxx 600, subiu 0,43% para 579,28 pontos, à boleia dos setores de petróleo e gás, telecomunicações e o setor químico que ganharam mais de 2%.
Os estrategas do HSBC, liderados por Duncan Toms, esperam que as ações da região subam 7% a 8% se as tensões no Médio Oriente diminuírem.
"Os sinais de sentimento sugerem que o pessimismo extremo já está incorporado nas ações europeias", afirmou Toms, à Bloomberg.
Já Claudia Panseri, diretora de investimentos da UBS Wealth Management France, afirmou que, mesmo que as negociações de paz entre o Irão e os EUA sejam bem-sucedidas, a volatilidade provavelmente vai se manter.
"As reservas de petróleo têm de ser repostas e os estrangulamentos no abastecimento resolvidos, para que a situação não volte a ser como era antes dos ataques. A nossa estratégia é ser o mais defensiva possível na Europa e reduzir a exposição a ações sensíveis ao ciclo económico, como os bancos", disse.
A Puig Brands disparou 13% depois de a Estée Lauder ter anunciado que está em negociações para adquirir o grupo espanhol, com vista a criar um gigante de cosmética com cerca de 20 mil milhões de dólares em vendas anuais.
A construtora britânica Bellway foi a empresa com pior desempenho no Stoxx 600, caindo 18% depois de os seus resultados terem revelado pressão sobre a rentabilidade.
A SAP mergulhou 4,1% depois de o JPMorgan Chase & Co. ter revisto em baixa a classificação da fabricante de software de “overweight” (o equivalente a comprar) para “neutro”, afirmando que a empresa enfrenta desafios devido à transição para a inteligência artificial.
Juros da dívida da Zona Euro agravam-se
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram novos agravamentos esta terça-feira, enquanto o conflito no Irão não parece dar sinais de abrandar.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, de referência para a região, subiram 2,4 pontos base para 3,024%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade ganhou 4,8 pontos para 3,755%. Por Itália, o agravamento foi de 7,6 pontos para 3,949%.
Pela Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aumentaram 5,7 pontos base para 3,506%, enquanto, em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade subiu 4,7 % pontos para 3,559%.
Fora da Zona Euro, seguiu-se a mesma tendência, com os juros das "Gilts" britânicas a pularem 4,5 pontos base para 4,956%. Nos EUA, os juros das "Treasuries" na maturidade de referência disparam 7,2 pontos para 4,414%.
Ouro respira de alívio após nove sessões consecutivas no vermelho
O ouro está a conseguir recuperar ligeiramente das nove sessões consecutivas de perdas, que levaram o preço do metal precioso a desvalorizar mais de 15% desde o estalar do conflito no Médio Oriente. A escalada nos preços da energia, nomeadamente do petróleo e do gás natural, e a consequente perspetiva de um aperto na política monetária em vários blocos económicos têm afastado os investidores do ouro, apesar da matéria-prima ser vista com um dos ativos de refúgio prediletos do mercado.
A esta hora, o ouro avança 0,40% para 4.426,19 dólares por onça, enquanto a prata acelera 1,63% para 70,25 dólares e a platina ganha 1,78% para 1.896,10 dólares. Estes movimentos acontecem apesar de uma escalada do conflito no Irão, que já levou vários países do Golfo Pérsico a ponderarem entrar na guerra, depois de terem visto o seu território e infraestruturas bombardeadas por Teerão.
"A correção do preço do ouro tem levado o metal a registar um desempenho inferior ao habitual", explica Suki Cooper, diretora global de investigação de matérias-primas do Standard Chartered, à Bloomberg, acrescentando que "não é invulgar que o ouro sofra pressões durante quatro a seis semanas após um período de extrema turbulência, uma vez que se revela um ativo líquido em momentos de necessidade".
Um padrão semelhante já se tinha registado no rescaldo da invasão da Ucrânia por parte da Rússia em 2022, quando um pico inicial nos ativos de refúgio como o ouro e outros metais preciosos foi seguido de vários meses de perdas. O ouro acabou por ser pressionado pela crise energética que assolou o mundo após o estalar da guerra e que levou bancos centrais por todo o mundo a subirem taxas de juro.
O mercado de "swaps" vê agora a Reserva Federal (Fed) norte-americana a manter os juros diretores inalterados até ao final do ano, abrindo pouco possibilidade para um aperto ou para um alívio na política monetária. O cenário contraste com o que se passa na Europa, muito mais exposta a uma nova crise energética, e que pode levar o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco de Inglaterra a subirem as taxas de juro três vezes em 2026.
Petróleo avança quase 3% com conflito no Médio Oriente a não dar tréguas
Os preços do barril de petróleo estão mais uma vez a subir, anulando em parte as perdas registadas na sessão anterior e voltando a negociar acima da marca dos 100 dólares. O conflito no Médio Oriente voltou a escalar esta terça-feira, com Israel a atacar infraestrutura energética iraniana e Teerão a reforçar a ofensiva contra vários países do Golfo Pérsico - isto uma dia depois de Donald Trump, Presidente norte-americano, ter dado um passo atrás no seu ultimato ao regime liderado por Mojtaba Khamenei.
O anúncio levou os preços do crude a afundarem cerca de 11%, mas, esta terça-feira, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - avança 3,71% para 91,37 dólares por barril, enquanto o Brent - de referência para a Europa - ganha 2,77% para 102,71 dólares. Apesar de o Presidente norte-americano insistir que os EUA e o Irão estão em negociações para pôr fim à guerra, Teerão não dá o "braço a torcer" e continua a negar que qualquer contacto tenha sido feito com a Casa Branca.
Desde o estalar da guerra, os preços do petróleo já valorizaram mais de 40%, impulsionado pela disrupção no abastecimento global causada pelo bloqueio do estreito de Ormuz. Por esta artéria essencial do comércio mundial passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural consumido no mundo, mas a interrupção do trânsito normal pelo mesmo já levou vários países do Golfo Pérsico a cortarem na produção destas matérias-primas. Esta sexta-feira, o Irão começou a cobrar uma taxa aos navios para atravessarem em segurança o estreito de Ormuz, com montantes que podem chegar aos dois milhões de dólares por viagens.
"Uma questão fundamental é se o mercado global de petróleo consegue compensar a interrupção no estreito de Ormuz", começam por explicar os analistas da Macquarie, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. "A nossa análise sugere que a resposta é sim, mas apenas se forem implementadas várias medidas de compensação sem os habituais atrasos burocráticos", referem ainda.
Como o conflito a não dar sinais de apaziguamento, os aliados dos EUA no Médio Oriente, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, têm adotado uma posição mais severa contra Teerão. O regime de Mojtaba Khamenei tem bombardeado constantemente estes território e Riade terá informado Washington que está disposta a atacar o Irão, caso a sua infraestrutura energética volte a estar na mira das ofensivas - potencialmente escalando ainda mais as tensões.
Wall Street no vermelho com S&P 500 a caminho de pior mês do último ano. Petróleo e crédito privado preocupam investidores
Os principais índices norte-americanos negoceiam com perdas em toda a linha, à medida que uma nova escalada nos preços do petróleo alimenta receios de que a guerra no Irão continue a agravar a crise energética vivida ao nível global, com preocupações em relação ao crédito privado a voltarem, também, a preocupar Wall Street.
O “benchmark” S&P 500 perde 0,80%, para os 6.528,29 pontos. Já o Nasdaq Composite cai 0,84%, para os 21.761,68 pontos. O Dow Jones, por sua vez, desvaloriza 0,76% para os 45.858,67 pontos.
Sem quaisquer sinais de que o conflito no Médio Oriente esteja a abrandar, o S&P 500 retomou a sua descida neste mês, que se prepara já para ser o pior para o “benchmark” dentro do último ano.
O Brent negoceia agora acima dos 103 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate já ultrapassou os 92 dólares por barril, registando uma subida de quase 5%. Isto numa altura em que se mantêm os ataques de uma e outra parte no conflito no Médio Oriente, mesmo depois de o Presidente notre-americano ter ontem dito que estão em curso negociações para pôr fim ao conflito.
“Tudo se resume à reabertura do estreito de Ormuz”, disse à Bloomberg Matt Maley, da Miller Tabak. “Portanto, se ouvirmos que ‘estão a ser feitos bons progressos’ nas negociações no final desta semana, não será suficiente se o estreito continuar muito restrito”, alertou. Maley observou também que as dificuldades que o mercado de crédito privado enfrenta não estão a diminuir, pelo que ignorar estes problemas não será uma boa ideia.
Nesta linha, ações de gestores de ativos negoceiam com quedas, depois a Apollo Global Management (-3,01%) e a Ares Management (-3,48%) se terem tornado nas mais recentes a restringir os levantamentos de alguns dos seus fundos de crédito privado.
Além disso, também empresas de software estão a cair nesta terça-feira, com preocupações com as perturbações relacionadas com a inteligência artificial (IA) no setor a voltarem a assustar os mercados. Desta feita, as empresas de software estão a cair depois de se saber que a divisão de serviços web da Amazon está a desenvolver ferramentas de IA destinadas a automatizar funções nos seus grupos de vendas e desenvolvimento de negócios. O ETF iShares Expanded Tech-Software Sector, que agrega cotadas desta área, regista uma queda de quase 4%, elevando a desvalorização acumulada no ano para 23%.
Quanto aos movimentos do mercado, a Estée Lauder está a cair quase 8% em bolsa na sessão desta terça-feira, depois de ontem ter sido avançado que a empresa estará em negociações para adquirir a espanhola Puig.
Incerteza sobre futuro do conflito pressiona Europa. Puig dispara mais de 12%
Os principais índices europeus negoceiam sem grandes alterações e com quedas ligeiras - à exceção da bolsa se Amesterdão -, após a sessão volátil de segunda-feira, com os investidores a acompanharem os últimos desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – perde 0,27%, para os 575,24 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX cai 0,71%, o espanhol IBEX 35 recua 0,28%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,40%, o francês CAC-40 derrapa 0,27%, ao passo que o neerlandês AEX soma 0,29% e o britânico FTSE 100 perde 0,30%.
Os investidores estão atentos a quaisquer sinais de resolução do conflito no Irão e os mercados têm sofrido fortes oscilações nos últimos dias, em reação às últimas notícias. Permanece, ainda assim, muita incerteza sobre o rumo que o conflito está a tomar, com sinais de uma nova escalada - incluíndo a possibilidade avançada pelo Wall Street journal de aliados dos EUA na região se juntarem aos ataques contra o Irão-, mesmo depois de o Presidente norte-americano ter apontado para a possibilidade de se chegar a um acordo de cessar-fogo com Teerão.
“É uma situação muito delicada; se houver um acordo dentro de cinco dias, há uma hipótese de o mercado recuperar e de os investidores conseguirem ultrapassar a crise”, disse à Bloomberg Arnaud Girod, da Kepler Cheuvreux.
Entre os setores, o dos recursos naturais (-1,13%) lidera as perdas, seguido da banca (-0,98%). Por outro lado, o setor dos químicos (+0,86%) regista a maior valorização, acompanhado de perto pelo das telecom (+0,69%).
No que diz respeito aos movimentos do mercado, as ações da Puig Brands seguem a disparar mais de 12%, depois de a Estée Lauder – que derrapa mais de 7% - ter anunciado negociações para adquirir o grupo espanhol, com vista a criar um gigante dos cosméticos com cerca de 20 mil milhões de dólares em vendas anuais.
Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro
A ameaça de uma crise energética está a levar os “traders” a apostar em mais subidas das taxas de juro por parte do Banco de Inglaterra (BoE) e do Banco Central Europeu (BCE). Nesta medida, os mercados estão agora a prever um aperto monetário de cerca de 65 pontos-base este ano por parte do BCE.
Neste contexto, os juros das dívidas soberanas da Zona Euro negoceiam nesta terça-feira com agravamentos em toda a linha.
Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravam-se em 3,4 pontos-base, para 3,482%. Em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade segue a mesma tendência e sobe 3,9 pontos, para 3,550%.
Já os juros da dívida soberana italiana escalam 6,4 pontos, para 3,937%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa agrava-se em 4,2 pontos, para 3,748%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, sobem 1,2 pontos, para os 3,011%.
Já fora da Zona Euro, os juros das “gilts” britânicas, também a dez anos, avançam 0,6 pontos-base, para os 4,917, já depois de no final da semana passada terem atingido o seu nível mais elevado desde 2008, à medida que os mercados antecipam taxas de juro mais elevadas em resposta às preocupações com a inflação.
Dólar valoriza com maior procura enquanto ativo-refúgio e subida dos preços da energia
O dólar segue a negociar com ganhos na manhã desta terça-feira, com uma nova subida dos preços do crude e maior procura pela “nota verde” enquanto ativo-seguro impulsionam o dólar.
O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – avança 0,32%, para os 99,266 pontos. Este índice já valorizou 1,8% este mês, a caminho do seu maior ganho mensal desde outubro, influenciado, também, por perspetivas de uma política monetária mais restritiva à medida que os preços da energia continuam a escalar.
Trump escreveu na sua rede social Truth Social que os EUA e o Irão tinham tido conversações “muito boas e produtivas” sobre uma “resolução completa e total das hostilidades no Médio Oriente”. Ainda assim, Teerão negou ter participado em quaisquer negociações diretas com Washington, o que está a deixar os “traders” cautelosos.
Face ao iene, o dólar sobe 0,13%, para os 158,640 ienes. Isto já depois de a taxa de inflação subjacente do consumo no Japão ter atingido 1,6% em fevereiro. O valor ficou abaixo da meta de 2% do Banco do Japão pela primeira vez em quase quatro anos, complicando os esforços do banco central para justificar novos aumentos das taxas de juro.
Pela Europa, a libra perde 0,28%, para os 1,339 dólares, após ter subido quase 1% na segunda-feira, enquanto o euro regista uma descida de 0,18% para 1,159 dólares, após ter valorizado 0,4% na sessão anterior.
Ouro e prata negoceiam em contramão. Metal amarelo cai pela 10.ª sessão consecutiva
O ouro e a prata estão a negociar em contramão na manhã desta terça-feira, à medida que o metal amarelo caminha para a sua décima sessão consecutiva de perdas, enquanto se intensificam as preocupações com a guerra no Médio Oriente e o impacto na inflação e no crescimento económico ao nível global.
A esta hora, o ouro recua ligeiros 0,06%, para os 4.404,680 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso valoriza 0,75%, para os 69,656 dólares por onça.
O adiamento pelo Presidente Donald Trump dos ataques dos Estados Unidos (EUA) à rede elétrica do Irão proporcionou uma breve pausa na queda do ouro que se regista desde o início do conflito, antes de um responsável iraniano ter descartado negociações e de o Wall Street Journal ter noticiado que os parceiros dos EUA no Golfo Pérsico poderiam juntar-se aos ataques contra o Irão.
Os elevados preços da energia aumentaram os riscos de uma subida da inflação. O metal precioso caiu quase 2% na sessão anterior, registando a sua nona queda diária consecutiva, tendo caído já quase 17% desde o início da guerra até ao fecho de segunda-feira. Apesar da pausa de cinco dias anunciada por Trump no que toca aos ataques a infraestruturas energéticas da República Islâmica, o resultado de quaisquer negociações e a futura passagem de navios pelo estreito de Ormuz permanecem incertos, e os danos já causados a ativos energéticos da região levarão tempo a reconstruir. Isto significa que a ameaça de uma escalada da inflação continua a pesar sobre o ouro, bem como a expectativa de subidas das taxas de juro pela Reserva Federal dos EUA e outros bancos centrais — um obstáculo para os metais preciosos que não rendem juros.
Nesta medida, Suki Cooper, diretora global de investigação de matérias-primas do Standard Chartered,disse à Bloomberg que “não é invulgar que o ouro sofra pressões de baixa durante quatro a seis semanas após um período de extrema turbulência, uma vez que o ouro se revela um ativo líquido em momentos de necessidade”.
Ásia fecha em alta com Médio Oriente em foco. Tokio Marine dispara 17% após parceria com Berkshire
Os principais índices asiáticos recuperaram terreno na sessão desta terça-feira, após terem fixado fortes perdas no dia anterior. Declarações de Donald Trump sobre a guerra no Irão e uma consequente queda do petróleo deram algum fôlego aos investidores, que aproveitaram hoje para reforçar posições. Pela Europa e Estados Unidos (EUA), tanto os futuros do Euro Stoxx 50 como do S&P 500 seguem a avançar cerca de 0,20%.
Pelo Japão, o Topix ganhou 2,10%. Já o Nikkei seguiu a mesma tendência e subiu 1,43%. Pela China, o Hang Seng de Hong Kong valorizou 2,45% e o Shanghai Composite avançou 1,78%. Por Taiwan, o TWSE cedeu 0,34%, enquanto pela Coreia do Sul o Kospi pulou 2,74%, depois de ontem ter perdido mais de 6%.
Os ativos de risco ganharam ímpeto um pouco por toda a parte depois de o Presidente norte-americano ter sinalizado um adiamento dos ataques a ativos energéticos iranianos. Ainda assim, o vice-presidente do Parlamento iraniano descartou a possibilidade de negociações com os EUA, ecoando comentários semelhantes de outros responsáveis do regime.
Os movimentos de terça-feira sugerem que os investidores estão a assumir uma postura de cautela após o sinal de Trump de um adiamento dos ataques a ativos energéticos.
“Não vou depositar demasiadas esperanças nesta aposta por enquanto, até ver o próximo curso de ação do Irão nesta guerra”, disse à Bloomberg Gerald Gan, diretor de investimentos da Reed Capital Partners.
A recuperação dos índices asiáticos pôs fim a uma sequência de duas sessões seguidas de quedas, que tinham sido agravadas por receios de que o aumento dos preços do petróleo, devido ao conflito no Médio Oriente, venha a exercer pressão sobre a economia asiática e os resultados das empresas.
“As ações estão a recuperar, por enquanto, devido a sinais de que a guerra poderá estar a chegar ao fim”, afirmou, por sua vez, Hiroyuki Ueno, da Sumitomo Mitsui Trust Asset Management. “A situação não é clara, mas os investidores partem do princípio de que algum tipo de negociações deve estar a decorrer nos bastidores”, referiu à agência de notícias financeiras.
A maioria dos investidores está com a expectativa de que o conflito termine em meados de abril, mas se se prolongar “começaremos a ver mais impactos negativos nos recursos”, afirmou Ueno. Neste sentido, as ações japonesas permanecerão voláteis, uma vez que este mercado é muito sensível às oscilações do preço do petróleo.
Pelo Japão, as seguradoras tiveram um desempenho superior na terça-feira, com o índice Topix de ações deste setor a subir quase 8%, a maior valorização desde abril do ano passado. A subida surge depois de a seguradora Tokio Marine Holdings ter anunciado que a Berkshire Hathaway irá investir cerca de 1,8 mil milhões de dólares no âmbito de uma parceria estratégica. As ações da Tokio Marine subiram 17%, atingindo um máximo histórico.
Petróleo volta a subir com receios de escalada da guerra no Médio Oriente
O petróleo volta a negociar com valorizações nesta terça-feira, 24 de março, após uma sessão volátil na segunda-feira que viu o Brent recuar 14% antes de voltar a subir devido, em grande parte, a declarações do Presidente norte-americano, que adiou o ultimato feito a Teerão sobre ataques a infraestruturas energéticas da República Islâmica.
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Dólar avança com troca de ataques no Médio Oriente. Euro pressionado por desaceleração no setor privado
O dólar norte-americano voltou aos ganhos esta terça-feira, após uma sessão de perdas, quando foi pressionado pela decisão do Presidente dos EUA, Donald Trump, de suspender os ataques a infraestrutura iraniana após ter lançado um ultimato. A "nota verde" tem beneficiado com o escalar das tensões no Médio Oriente, que, por sua vez, tem levado os preços da energia a dispararem e os investidores a apostarem numa maior cautela por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana na altura de cortar as taxas de juro - o que tende a beneficiar a moeda dos EUA.
A esta hora, o índice do dólar DXY - que mede a força da moeda face aos seus principais rivais - sobe 0,59%. O euro recua 0,35% para 1,1569 dólares, pressionado pelo menor crescimento desde maio do ano passado da atividade do setor privado na Zona Euro no último mês. Já a libra cai 0,54% para 1,3367 dólares, enquanto a "nota verde" avança 0,45% para 159,14 ienes.
"Os ataques mútuos entre o Irão e Israel durante a noite impulsionaram a procura do dólar como moeda de refúgio", explica Andrew Hazlett, analista da Monex, à Bloomberg. "As declarações de Trump [de adiar os ataques por cinco dias] conduzem a uma avaliação errada do risco, uma vez que não houve uma verdadeira desaceleração e não se pode ligar e desligar um interruptor numa guerra. Os mercados estão a reavaliar esse risco", adiciona.
Os investidores encontram-se ainda a reagir a um novo relatório de emprego nos EUA. A empresa privada de processamento de salários ADP revelou que, na primeira semana do conflito no Irão, foram criados mais 10 mil postos de trabalho na maior economia do mundo - um valor que fica ligeiramente acima da semana anterior, quando foram criados apenas 9 mil novas posições. Já o crescimento da atividade empresarial no país atingiu mínimos de um ano em março.
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