Onda de resgates leva crédito privado a entrar no pódio dos maiores riscos para investidores
Os alarmes começaram a soar no crédito privado devido a resgates inesperados, depois da falência da First Brands - à qual os fundos tinham exposição. Mas há quem considere que não há dimensão suficiente para haver um risco sistémico.
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Muito se tem falado, nos últimos tempos, de crédito privado - designação atribuída a fundos, detidos por grandes gestoras, que emprestam dinheiro diretamente a empresas privadas, contornando os bancos. Depois de 15 anos de retornos acima da média dos mercados financeiros, como nota uma análise do Julius Baer, o crédito privado é uma das principais preocupações dos investidores devido ao aumento inesperado de resgates - apesar de, para já, os riscos ainda serem baixos e a situação financeira das gestoras ser mais robusta do que há duas décadas, o que deixa de lado cenários como a crise financeira de 2008. O mais recente inquérito do Bank of America (BofA) aos gestores de fundos de todo o mundo mostra que o terceiro maior risco para os participantes do mercado é justamente o crédito privado. A geopolítica e a inflação ultrapassaram a bolha da inteligência artificial (IA), que está agora em quarto lugar.