Mercados num minuto Fricções EUA-China derrubam bolsas. Petróleo sobe e ouro desce quase 1,5%

Ao Minuto Fricções EUA-China derrubam bolsas. Petróleo sobe e ouro desce quase 1,5%

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Fricções EUA-China derrubam bolsas. Petróleo sobe e ouro desce quase 1,5%
Lucas Jackson/Reuters
Ana Batalha Oliveira 21 de maio de 2020 às 14:42

21 de maio de 2020 às 21:08 Tensões entre Washington e Pequim penalizam Wall Street

21 de maio de 2020 às 17:24 Ouro cai quase 1,5%

21 de maio de 2020 às 17:23 Europa cai pressionada por tensões entre EUA e China

21 de maio de 2020 às 17:19 Juros de Portugal caem pelo quarto dia

21 de maio de 2020 às 17:13 Dólar sobe pela primeira vez em cinco sessões

21 de maio de 2020 às 21:08
Tensões entre Washington e Pequim penalizam Wall Street

O Dow Jones encerrou a sessão a ceder 0,41% para 24.474,12 pontos, e o Standard & Poor’s 500 recuou 0,78% para 2.948,51 pontos.

Já o tecnológico Nasdaq Composite desvalorizou 0,97% para se fixar nos 9.284,88 pontos.

Os principais índices de Wall Street – à semelhança do que aconteceu um pouco por todo o mundo – cederam terreno devido às renovadas fricções entre os EUA e a China, se bem que os mercados petrolíferos tenham ignorado estas tensões e as cotações do ouro negro tenham subido.

Também os permanentes receios em torno de um impacto económico de longa duração decorrente da pandemia de covid-19 continuaram a pesar no sentimento dos investidores.

Hoje, o Senado norte-americano aprovou um projeto de lei que obriga as empresas chinesas a seguirem as regras contabilísticas dos Estados Unidos. Caso contrário, podem ser expulsas de bolsa.

Falta agora a proposta legislativa ser votada na Câmara dos Representantes – e se também aí tiver luz verde, segue para homologação do presidente Donald Trump.

Mas esta não é a única frente de ataque. Os senadores norte-americanos também vão apresentar um projeto de lei no sentido de sancionar os dirigentes chineses devido à nova lei de segurança nacional para Hong Kong que pretendem aprovar, avançou a Dow Jones Newswires.

21 de maio de 2020 às 17:24
Ouro cai quase 1,5%

Com o dólar a ganhar terreno, o ouro torna-se mais caro para os detentores de outras moedas, pelo que o metal precioso segue hoje com sinal vermelho, depois de duas sessões consecutivas de ganhos.

"O ouro parece ter perdido algum ímpeto desde que quebrou a barreira dos 1.750 dólares, e a subida de hoje do dólar também não está a ajudar", explicou à Reuters o analista da OANDA, Craig Erlam.

"No entanto, a enorme quantidade de estímulos monetários no sistema, a necessidade de permanecerem em vigor por algum tempo e o risco de inflação são todos fatores potencialmente positivos para o ouro".

Neste momento, o metal precioso desliza 1,41% para 1.723,52 dólares, enquanto a prata desvaloriza 2,67% para 17,0845 dólares, depois de ter atingido ontem o valor mais alto desde fevereiro.

21 de maio de 2020 às 17:23
Europa cai pressionada por tensões entre EUA e China

As principais praças europeias terminaram a sessão desta quinta-feira em queda, pressionadas pelo agudizar de tensões entre as duas maiores economias do mundo. 

O pan-europeu Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas da região, desvalorizou 0,75% para os 340,26 pontos.

As tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China continuam a fazer mossa no sentimento das bolsas europeias, depois de novas acusações da Casa Branca sobre a forma como Pequim estava a controlar a atual pandemia.

A par destas novas desconfianças, o Senado dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que pode banir muitas empresas chinesas dos índices bolsistas norte-americanos, caso não sigam as regras de contabilidade impostas no país. Agora, falta ser também aprovado na Câmara dos Representantes até chegar a Donald Trump.

Dos Estados Unidos vieram também os dados do emprego, com o departamento do Trabalho a registar mais 2,4 milhões de norte-americanos a reclamarem subsidio de desemprego na semana passada. Ainda assim, este valor ficou ligeiramente abaixo do esperado. 

Por cá, a praça portuguesa não escapou às perdas e caiu 1% para os 4.223,33 pontos.

21 de maio de 2020 às 17:19
Juros de Portugal caem pelo quarto dia

Os juros da divida portuguesa com maturidade a dez anos terminaram o dia a cair 0,7 pontos base para os 0,739%, o que representa a quarta queda consecutiva.

Esta foi a tendência também registada nos restantes países da Zona Euro, com destaque para os da Alemanha - que serve de referência para o bloco - com uma queda de 2,7 pontos base para os -0,500%. 

Os de Itália mantiveram-se perto de mínimos de seis semanas ao cair 1,9 pontos base para os 1,608%. Em Espanha o cenário foi idêntico com os juros a perderam 1,1 pontos base para os 0,620%. 

21 de maio de 2020 às 17:13
Dólar sobe pela primeira vez em cinco sessões

O dólar está hoje a valorizar face às principais congéneres mundiais, depois de quatro sessões consecutivas de perdas, com a divisa a beneficiar do seu estatuto de ativo de refúgio.

Esta evolução acontece depois de o Senado norte-americano ter aprovado legislação que poderá impedir as empresas chinesas de estarem cotadas nos Estados Unidos – endurecendo ainda mais o conflito entre Washington e Pequim – e de o líder da Casa Branca ter voltado a criticar a liderança chinesa no Twitter.

Este agravamento da tensão entre as duas maiores economias do mundo levou os investidores a afastarem-se dos ativos de maior risco, como as ações, para procurarem refúgio em valores como o dólar, que avança 0,3%.

Já o euro desliza 0,26% para 1,0952 dólares, depois de ter chegado a valorizar para os 1,1008 dólares, o valor mais alto desde 1 de maio.  

21 de maio de 2020 às 17:00
Petróleo sustentado por maior procura e menos reservas

O "ouro negro" segue em terreno positivo nos principais mercados internacionais, ainda impulsionado pela queda dos stocks norte-americanos de crude na semana passada e pela retoma da procura.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em julho sobe 0,45% para 33,64 dólares por barril.

Já o contrato de julho do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, segue a somar 0,34% para 35,87 dólares por barril.

O WTI já esteve a ganhar 2,9% para 34,45 dólares e o Brent esteve a escalar 3,3% para 36,92 dólares – ambos em máximos de 11 de março.

A 20 de abril, recorde-se, o crude dos EUA chegou a negociar em mínimos de sempre, nos 40,32 dólares negativos, e no dia seguinte o Brent caiu para o nível mais baixo dos últimos 21 anos ao negociar nos 16 dólares.

Entretanto, a retoma da procura de combustível, numa altura em que as medidas de confinamento começam a ser flexibilizadas um pouco por todo o mundo, tem estado a ajudar a esta recuperação.

Além disso, desde 1 de maio que está em vigor a anunciada retirada de 9,7 milhões de barris por dia dos mercados por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados (o chamado grupo OPEP+), o que ajuda à tendência.

Ainda a contribuir para o movimento positivo está a queda das reservas norte-americanas de crude, que na semana passada diminuíram em 4,98 milhões de barris, para 526,5 milhões. Os analistas inquiridos pela Reuters apontavam para um aumento dos stocks na ordem de 1,2 milhões.

O facto de os preços estarem agora a subir menos do que há algumas horas deve-se aos receios ainda bastante evidentes em torno do impacto económico da pandemia de covid-19 e às fracas margens na refinação.

21 de maio de 2020 às 14:51
Wall Street em leve alta com dados do emprego menos negativos do que o esperado

Os três principais índices de Wall Street abriram a sessão desta quinta-feira em alta ligeira, com o número de pedidos de subsídio de desemprego a ser menor do que o previsto. 

Por esta altura, o Dow Jones ganha 0,09% para os 24.599,20 pontos e o S&P 500 avança 0,03% para os 2.972,52 pontos. O tecnológico Nasdaq Composite sobe 0,10% para os 9.384,99 pontos.

Hoje, o departamento do Trabalho norte-americano divulgou que na semana passada existiram mais 2,4 milhões de norte-americanos a pedir subsídios de desemprego, abaixo dos 2,7 milhões esperados. 

Os pedidos semanais atingiram um pico quando atingiram os 6,9 milhões de "claims" na semana terminada a 28 de março. 


No foco dos investidores estão também as tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos, com as acusações sobre a forma como Pequim está a lidar com o novo coronavírus a serem alvo de criticas por parte da Casa Branca. 

Para além disso, o Senado norte-americano aprovou um projeto de lei que pode banir muitas empresas chinesas dos índices bolsistas norte-americanos, caso não sigam as regras de contabilidade impostas no país. Agora, falta ser também aprovado na Câmara dos Representantes até chegar a Donald Trump.

Ainda em destaque a atual temporada de resultados, com algumas retalhistas dos Estados Unidos a reportarem resultados fracos, como a Macy's ou a Best Buy.


21 de maio de 2020 às 09:52
Bolsas europeias no sobe-e-desce deslizam para o vermelho

Esta semana, as principais praças de Europa têm oscilado, dia sim, dia não, entre o verde e o vermelho. Esta quinta-feira a trajetória é descendente, com o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx600, a perder 0,59% para os 340,79 pontos.

Os setores que mais caem dentro do índice de referência são a tecnologia e o turismo, este último um dos mais afetados pela pandemia. Na generalidade, contudo, as principais praças mostram quebras abaixo de 1%. Exemplo disso mesmo é o PSI-20, que desce 0,52% para os 4.201,42 pontos em Lisboa,  à boleia de cotadas como a Navigator, Sonae, REN e BCP.

As tensões entre os Estados Unidos e a China são o ponto nevrálgico que está inquietar os investidores. O entendimento entre ambos os países parece mais delicado depois de Washington ter optado por lançar uma legislação que vai permitir a exclusão de cotadas chinesas da bolsa dos Estados Unidos, como por exemplo a gigante Alibaba. A atitude crítica de Trump em relação a Pequim, a qual o presidente manifestou através do Twitter, agrava as preocupações.

21 de maio de 2020 às 09:41
Juros portugueses interrompem alívio

Os juros da dívida portuguesa estão a agravar, 1,7 pontos base para os 0,770%, na primeira sessão de agravamento desta semana.

A tendência das obrigações portuguesas segue em contramão com a da referência europeia, a Alemanha. Os juros da dívida germânica aliviam pela segunda sessão, desta vez, 1,8 pontos base para os -0,488%.

Estes movimentos acontecem depois de esta quarta-feira o banco central dos estados Unidos ter divulgado as minutas da reunião de 28 e 29 de abril, na qual os responsáveis reiteraram os planos de manter as taxas de juro perto de zero até que estejam confiantes de que a economia está no rumo certo para que a inflação alcance o alvo de 2% e que o desemprego caia para os níveis baixos em que estava antes da pandemia.

Neste sentido, houve um reforço das perspetivas negativas para a maior economia do mundo, numa altura em que os investidores já se mostravam nervosos perante as tensões entre Estados Unidos e China, o que retira o apetite para o risco.

21 de maio de 2020 às 09:11
Prata sai do palco após "espetáculo" de seis sessões

A prata esteve debaixo dos holofotes nas últimas seis sessões consecutivas, mas o brilho perdeu-se hoje. Este metal recua 1,85% para os 17,2318 dólares.

A mesma tendência é vivida pelo ouro que, depois de duas sessões no verde, visita também o vermelho, com uma queda de 0,61% para os 1.737,43 dólares.

Estes metais perdem numa altura em que o ativo refúgio dos investidores passa a ser o dólar, um ativo que se destaca pela elevada liquidez e que é especialmente atrativo em tempos de incerteza. O grande ponto de interrogação a pairar sobre a cabeça dos investidores é a tensão entre os Estados Unidos e a China, que ganha dimensão depois de o presidente norte-americano ter criticado o gigante asiático no Twitter e o Senado ter passado legislação que permite a exclusão de empresas chinesas da bolsa nova-iorquina.

21 de maio de 2020 às 09:02
Euro quebra quatro sessões de ganhos

A moeda única europeia está a perder 0,17% para os 1,0961 dólares, depois de quatro sessões consecutivas no verde.

O dólar recupera as forças agora que as tensões entre Estados Unidos e China sobem de tom, tornando este ativo refúgio mais apelativo para os investidores. A nota verde valoriza também face ao cabaz das 10 moedas de referência, o G-10.

21 de maio de 2020 às 07:47
Reservas caem, petróleo pula pelo sexto dia

O barril de petróleo em Nova Iorque está a somar pelo sexto dia consecutivo, agora, com as notícias de uma quebra nas reservas nos Estados Unidos a animar a negociação. Este é o ciclo mais longo de subidas do petróleo em mais de um ano.

O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, avança 2,42% para os 34,30 dólares, contando seis sessões ininterruptamente no verde, o que não acontecia desde fevereiro de 2019. Desde o dia 14 de maio, este barril já somou mais de 20%. O irmão de Londres, o Brent, "tropeçou" há dois dias mas hoje segue o mesmo caminho, e soma 1,90% para os 36,443 dólares.
A impulsionar, estão os dados que dizem que os inventários norte-americanos voltar a descer pela segunda semana, sendo que nas reservas de Cushing, Oklahoma houve mesmo uma quebra recorde.

Olhando ao mês, a subida já ascende aos 80%, com os cortes da parte dos maiores exportadores a terem o efeito desejado, aliados a uma recuperação na procura motivada pelos movimentos de desconfinamento.

"Há um otimismo crescente de que vamos ver uma retoma contínua na procura por petróleo, e isso está demarcadamente refletido nos preços de agora", afirma um analista da OANDA, em declarações à Bloomberg. "Contudo, os preços vão espoletar algum não-cumprimento" em relação aos cortes de produção, pelo que o barril se deverá manter entre os 25 e os 35 dólares nos próximos dois meses, prevê o mesmo analista.

21 de maio de 2020 às 07:26
Bolsas hesitantes com tensões EUA-China a refrear ânimos

As ações nas bolsas asiáticas negociaram em volumes baixos e com movimentações dispersas e em ambas as direções, enquanto os futuros dos Estados Unidos e a da Europa se decidem, para já, pelo vermelho.

As bolsas seguem com pouca convicção numa altura em que as tensões entre os Washington e Pequim pesam, depois de o Senado ter aprovado uma peça de legislação que pode vir a banir algumas empresas chinesas de cotarem nos Estados Unidos. Paralelamente, o presidente norte-americano, Donald Trump, aproveitou ainda para criticar a China através da sua conta Twitter.

Na China, o Hang Seng e o compósito de Xangai terminaram a sessão quase inalterados, tal como o australiano S&P/ASX 200. No Japão, o Topix recuo ligeiramente, 0,2%.Já os futuros norte-americanos apontam para quebras na ordem dos 0,4% para o S&P500 e, na Europa, o Euro Stoxx 50 marca menos 1%.

"Os mercados podem estar a incorporar nos preços muita complacência perante o acordo de ‘fase um’ dos Estados-Unidos China, que pode estar em risco", defende um analista da AxiCorp, em declarações à Bloomberg. De acordo com o mesmo analista, os danos económicos da pandemia fazem com que as exigências dos Estados Unidos ao gigante asiático sejam muito mais difíceis de cumprir do que o eram anteriormente.  

Estas notícias acrescentam elementos negativos ao "conflito interno" dos investidores, que se debatem com notícias ora animadoras, ora desanimadoras, no que toca a vacinas para o novo coronavírus, ao mesmo tempo que vigiam atentamente os movimentos de desconfinamento e as respetivas consequências. As minutas da última reunião da Reserva Federal norte-americana vieram reforçar a visão de que a pandemia é uma ameaça muito severa à economia.




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