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Ao minuto17.02.2026

Imobiliário e saúde puxam por subidas nas bolsas europeias. Bayer salta 7% após acordo milionário

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.

Bolsas, mercados
Bolsas, mercados AP
17 de Fevereiro de 2026 às 18:03
17.02.2026

Imobiliário e saúde puxam por subidas nas bolsas europeias. Bayer salta 7% após acordo milionário

As bolsas europeias terminaram a sessão desta terça-feira de Carnaval com subidas, numa altura em que os investidores reagem aos  e esperam por

Os analistas consultados pela Bloomberg dizem que os investidores estão a virar-se para os ativos europeus, enquanto Wall Street é "atacado" pelos receios com a inteligência artificial. 

O Stoxx 600, índice de referência para o bloco, ganhou 0,45% para 621,29 pontos, perto do recorde de 625 pontos atingido na semana passada. A puxar pelas valorizações esteve o setor imobiliário, que subiu 1,83% a saúde que ganhou 1,41% e a banca que ganhou 1,12%. A impedir maiores valorizações esteve o setor dos recursos básicos, que tombou 1,6%.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganhou 0,8%, o neerlandês AEX ganhou 0,27% e o italiano FTSEMI valorizou 0,76%. Já o britânico FTSE 100 registou uma subida de 0,79%, o francês CAC-40 acelerou 0,54% e o espanhol IBEX 35 somou 0,6%. 

Entre os principais movimentos de mercado, a Bayer saltou 7,35% depois de anunciar que está a preparar um acordo de 10,5 mil milhões de dólares para resolver processos judiciais relacionados com o herbicida mais vendido, o Roundup.

Já a mineira Antofagasta perdeu 3,44% num dia marcado pela queda dos preços dos metais preciosos. 

17.02.2026

Juros da dívida soberana aliviam na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas dos países da Zona Euro terminaram a sessão com alívios, numa sessão marcada por maior procura de obrigações do bloco por parte dos investidores.

Os juros das obrigações alemãs a dez anos, referência para o contexto europeu, desceram 1,6 pontos-base para uma taxa de 2,736%. Já em França, os juros recuaram 2,8 pontos-base para 3,314% e em Itália a descida foi de 1,7 pontos para 3,348%.

Por cá, a "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos cederam 1,7 pontos para 3,097%. Espanha acompanhou a tendência, com os juros da dívida com a mesma maturidade a aliviarem 2 pontos-base para 3,114%.

Fora da Zona Euro, no Reino Unido a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,374%, após uma descida de 2,4 pontos-base. As "Gilts" estenderam o "rally" depois de a criação de emprego no país ter ficado aquém das expectativas dos analistas e a taxa de desemprego estar perto de máximos de cinco anos. Este cenário leva os investidores a crerem que o Banco de Inglaterra vai cortar os juros duas vezes este ano. 

17.02.2026

Dólar ganha força com apostas em menos cortes da Fed

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

O dólar norte-americano está a valorizar face às restantes divisas esta tarde, pelo segundo dia consecutivo, à medida que diminuem as apostas dos investidores de que a Reserva Federal vai descer os juros diretores por três vezes este ano.

“O dólar norte-americano está a ser negociado em faixas favoráveis em toda a linha, com os mercados em modo de aversão ao risco, já que todos os olhos estão postos na possibilidade de um conflito armado no Irão, enquanto o mundo espera que os EUA negociem um acordo que possa evitá-lo”, de acordo com uma nota da Monex, citada pela Bloomberg.

O euro perde 0,37% para 1,1807 dólares, enquanto a "nota verde" avança 0,27% para 153,88 ienes japoneses. Já a libra perde quase 1% para 1,3498 dólares. O índice da moeda americana da DXY soma 0,63% para 97,525 pontos.

Os investidores vão continuar a reagir aos desenvolvimentos geopolíticos. O EUA e o Irão já anunciaram que a segunda ronda de negociações correu bem, enquanto decorrem conversas entre EUA-Ucrânia-Rússia, em Genebra.

O mercado deverá amanhã estar atento às atas da última reunião da Fed, que deverá dar mais pistas sobre o futuro da política monetária.  

 

17.02.2026

Ouro afunda mais de 2% com sinais de progresso no acordo nuclear

Ouro em queda com investidores atentos ao discurso de Jerome Powell

O alívio das tensões no Médio Oriente, está a fazer com que os preços do ouro caiam a pique, dado o maior apetite pelo risco.

O metal amarelo mergulha 2,52% para 4.866,86 dólares por onça, enquanto a prata derrapa 5,12% para 72,93 dólares por onça.

Os metais estão ainda a ser pressionados pela valorização do dólar norte-americano esta tarde, o que torna os preços mais caros para detentores de outras moedas. A sessão estava já a ser limitada em termos de ganhos para os metais, já que na China - o maior comprador de ouro do mundo - os mercados continuam encerrados para o Ano Novo Lunar.

17.02.2026

Petróleo recua ao sabor do Irão

Plataformas de petróleo sob céu de anoitecer

Os preços do petróleo estão a negociar com perdas esta tarde, isto depois da segunda ronda de negociações entre os EUA e o Irão para um acordo nuclear, que teve "progressos", de acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, que referiu ainda ter havido conversas "sérias e construtivas" entre as duas partes. 

mas ainda há trabalho a ser feito. “Conseguimos chegar a um acordo geral sobre um conjunto de princípios orientadores, com base nos quais procederemos daqui para frente e avançaremos na elaboração de um possível acordo”, disse Abbas Araghchi, à televisão estatal do Irão. 

Neste contexto, o West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA, cedeu 0,51% para 62,53 dólares por barril, enquanto o Brent, que serve de referência para a Europa, perde 1,65% para 67,47 dólares por barril.

Os avanços apagaram os ganhos desta manhã,

Noutras notícias ligadas à geopolítica, seguem esta tarde negociações EUA-Rússia-Ucrânia na tentativa de chegar a um acordo de paz, enquanto os ataques prosseguem: a Ucrânia acaba de atingir a infraestrutura energética em Krasnodar, na Rússia. Segundo o Kremlin, o foco estará nas questões territoriais, o principal ponto de discórdia. Qualquer avanço no sentido da paz pode resultar no levantamento das sanções dos EUA à Rússia, trazendo o petróleo russo de volta ao mercado principal.

17.02.2026

Wall Street regressa de fim de semana prolongado dividida. Warner salta 3%

Os três principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta terça-feira com desvalorizações, depois de segunda-feira terem estado encerrados devido ao feriado do Dia dos Presidentes. A pressionar Wall Street estão sobretudo as ações de inteligência artificial (IA), software e as "tech" no geral. 

Há vários dias que esta "nuvem negra" paira sobre as ações americanas, com os investidores receosos de que os avanços dos sistemas de IA tornem alguns setores obsoletos. O sentimento negativo adensou-se quando ontem a chinesa Alibaba apresentou um novo modelo de IA ao mercado, o Qwen 3.5, projetado para executar tarefas complexas de forma independente.

"Há uma ansiedade persistente sobre se os gastos com IA serão suficientemente lucrativos, preocupações com a concorrência e uma redução de riscos mais alargada nos investimentos mais populares após uma valorização muito expressiva", disse Aneeka Gupta, diretora de pesquisa macroeconómica da WisdomTree, à Bloomberg.

Neste contexto, o S&P 500 cede 0,15% para 6.825,9 pontos, o tecnológico Nasdaq Composite perde 0,46% para 22.443,05 pontos e o industrial Dow Jones valoriza 0,18% para 49.589,29 pontos. 

Um estudo do Bank of America mostrou que um número recorde de investidores acredita que as empresas estão a gastar demais em IA, enquanto um quarto considera que o principal risco para os mercados é uma "bolha de IA". Já 30% disseram que o investimento em IA pelas grandes empresas de tecnologia é a fonte mais provável de uma crise de crédito, aumentando o clima de aversão ao risco. 

A par do "abalo" provocado pela IA, que os investidores receiam que possa vir a afetar outros setores, o mercado está ainda de olho na geopolítica. Hoje os EUA reúnem com o Irão, bem como com a Ucrânia e a Rússia, em Genebra, para discutir acordos nucleares e de paz, respetivamente. Ao mesmo tempo,

A ata da reunião de janeiro da Reserva Federal, publicada esta quarta-feira, também poderá oferecer uma nova perspetiva sobre a economia e o futuro das taxas de juro nos EUA.

Entre os principais movimentos de mercado, a Warner Bros. salta 3,07% depois da notícia de que .

De entre das principais afetadas pela pressão da IA, a AMD tomba 1,4%, a Intel perde 1,35%, a SanDisk recua 12,56%, a Micron Technology cede 1,3%. 

A Apple anunciou esta segunda-feira que vai realizar um evento de lançamento de produtos no dia 4 de março, e que a empresa planeia anunciar diversos novos dispositivos nas próximas semanas. As ações sobem 1,3%. 

17.02.2026

Taxa Euribor sobe a três e a seis meses e cai no prazo mais longo

A taxa Euribor subiu hoje a três meses e a seis meses e desceu a 12 meses em relação a segunda-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que se fixou em 2,011%, continuou abaixo das taxas a seis (2,159%) e a 12 meses (2,216%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 2,159%, mais 0,004 pontos do que na segunda-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,77% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,85% e 25,09%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor desceu hoje para 2,216%, menos 0,020 pontos do que na sessão anterior.

Já a Euribor a três meses subiu 0,012 pontos para 2,011%, voltando a superar os 2%, após ter estado desde 06 de fevereiro, pela primeira vez desde novembro, abaixo desse valor.

Em 05 de fevereiro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quinta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 18 e 19 de março em Frankfurt, Alemanha.

Em relação à média mensal da Euribor em janeiro, esta baixou a três, a seis e a 12 meses, de forma mais acentuada no prazo mais longo.

A média mensal da Euribor em janeiro desceu 0,020 pontos para 2,028% a três meses e 0,002 pontos para 2,137% a seis meses.

Já a 12 meses a média da Euribor recuou 0,022 pontos para 2,245% em janeiro.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

17.02.2026

Europa em alta à espera de resultados em Genebra. Mineradoras de metais afundam

As principais praças europeias estão a negociar em alta, numa altura em que as tensões geopolíticas continuam a focar atenções - negociações entre os EUA e o Irão e entre a Ucrânia e a Rússia decorrem hoje em Genebra, e a inteligência artificial permanece uma preocupação. Os investidores avaliam ainda as primeiras notícias da época de resultados.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganha 0,23%, para os 619,92 pontos, depois de, na semana passada, ter atingido o máximo histórico de 625,90 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX avança 0,22%, o espanhol IBEX 35 pula 0,66%, o italiano FTSEMIB valoriza 059%, o francês CAC-40 sobe 0,13%, o neerlandês AEX soma 0,09% e o britânico FTSE 100 regista uma subida de 0,47%.

As maiores subidas registaram-se no setor das "utilites" (gás, luz e água), que sobe a esta hora 1,5%, impulsionado também cotadas portuguesas como a EDP e a REN (ambas a valorizar mais de 1%). Também com subidas mais expressivas, acima de 1%, estão os setores do imobiliário e dos media. Já os setores industrial e de recursos naturais registam quedas (1,01% e 1,30% respetivamente), seguidos do da tecnologia, com um recuo mais ligeiro de 0,45%.

Entre as maiores movimentações de mercado, a empresa de mineração de metais preciosos Fresnillo, listada em Londres, desvaloriza 2,8%, empurrada pelos preços em queda da prata. O mesmo movimento observou-se na Antofagasta, que minera cobre, que afundou 4% apesar de ter reportado receitas acima das estimativas dos analistas. Já o Kerry Group, da indústria alimentar, tombou 5% depois de divulgar resultados ligeiramente abaixo do esperado.

"No geral, é uma história de dois dias de avanço e um dia de recuo, com os investidores a tentarem entender o fluxo de notícias sobre IA e procurarem uma direção nos mercados. A aversão ao risco é impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, pela fraqueza dos mercados asiáticos e pela falta de dados macroeconómicos ou de lucros favoráveis na Europa", resume à Bloomberg Joachim Klement, diretor de estratégia da Panmure Liberum.

17.02.2026

Juros na Zona Euro alivam em toda a linha

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a aliviar nesta terça-feira, num dia de reduzidos volumes negociação motivado por feriados nalgumas praças mundiais.

As obrigações alemãs a dez anos, tidas como referência para o contexto europeu, estão a recuar 2 pontos-base para uma taxa de 2,732%. Já em França, a descida dos juros é de 2,1 pontos-base para 3,320%. Em Itália a descida é de 1,5 pontos-base, para 3,350% de rendibilidade.

A "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos descem 1,6 pontos para 3,098%. Espanha acompanha a tendência, com os juros da dívida a 10 anos a baixarem 1,7 pontos-base para 3,117%.

Fora da Zona Euro, no Reino Unido a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,360%, com uma descida mais acentuada de 3,9 pontos-base. 

17.02.2026

Dólar valoriza à espera de sinais da Fed

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

O dólar valoriza esta terça-feira, aguardando sinais sobre o possíveis cortes nas taxas de juros pela Reserva Federal dos EUA.

O índice do dólar americano (DXY) da Bloomberg, que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, avança ligeiros 0,188% para os 97,103 pontos.

Com os mercados asiáticos quase todos encerrados e depois de uma paragem nas praças americanas na segunda-feira devido ao feriado do Dia dos Presidentes, os investidores aguardam a divulgação das minutas da Fed, na quarta-feira, além de dados sobre o PIB norte-americano.

Os mercados continuam a antecipar cerca de 64 pontos base de cortes nas taxas da Fed até ao final do ano. Alguns analistas consideram o valor excessivo, já que que três cortes podem ser mais do que os dados económicos justificam, o que deixaria o mercado vulnerável a uma recuperação do dólar.

"As apostas na redução da taxa de juro dos fundos federais parecem exageradas, deixando espaço para uma reavaliação positiva do dólar no curto prazo", disse à Bloomberg Elias Haddad, diretor global de estratégia de mercados da Brown Brothers Harriman, apontando para o crescimento resiliente e a inflação subjacente que estagnou acima da meta de 2% da Fed.

Já o euro segue a desvalorizar 0,03% para 1,1847 dólares e a libra também segue a ceder 0,27% para 1,3592 dólares. O dólar cai 0,38% face à divisa japonesa, para 152,8900 ienes.


17.02.2026

Paragem nos mercados asiáticos tira brilho ao ouro

Com a maior parte das praças asiáticas paradas para celebrações do Ano Novo Chinês, as negociações de ouro abrandaram e o preço do metal recuou.

A esta hora, o ouro, desvaloriza 1,43%, para os 4.922,4 dólares por onça, tal como a prata, que cede 2,09%, para os 75,0619 dólares por onça.

O metal amarelo chegou a ganhar na sexta-feira passada após serem conhecidos os dados da inflação norte-americana, que deram esperanças de um corte dos juros pela Reserva Federal dos EUA (Fed) este ano. Mas desde então o ouro tem vindo a cair: desvalorizou cerca de 1% na segunda-feira e hoje chegou a cair quase 2,7%, a maior queda intradiária em mais de uma semana.

O ouro tem andando numa montanha russa de ganhos e perdas, depois de ter atingido o recorde histórico de 5.595 dólares por onça em janeiro. Apesar de já ter caído até aos 4.400 dólares (e entretanto recuperado algum terreno muitos bancos - incluindo o BNP Paribas,  Deutsche Bank e Goldman Sachs - continuam a antecipar uma tendência de valorização, já que os fatores que deram força ao ouro se mantêm: acesas tensões geopolíticas, dúvidas sobre a independência da Fed e um afastamento das divisas e dos títulos soberanos.

"Continuamos a ver dois fatores macroeconómicos principais a apoiar o ouro: a inflação e a desvalorização do dólar", escreveram analistas da Jefferies, incluindo Fahad Tariq, numa nota citada pela Bloomberg, elevando a sua previsão de preço para 2026 para 5.000 dólares por onça.

17.02.2026

Brent recua de olhos postos em Genebra. Negociações com o Irão e com a Ucrânia marcam agenda

O petróleo negoceia esta manhã sem rumo, com a negociação nos EUA e na Europa a seguir tendências opostas, numa altura em que se aguardam os resultados da segunda ronda de negociações em Genebra entre Washington e Teerão - país membro da OPEP.

O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – sobe 0,52%, para os 63,22 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – recua 0,77% para os 68,12 dólares por barril. Os volumes de negociação são ainda mais reduzidos que o habitual, depois de as bolsas dos EUA e Canadá terem estado ontem fechadas, bem como a maioria das praças asiáticas que estão encerradas devido às celebrações do Ano Novo Chinês.

Depois de um primeiro encontro na semana passada, em Omã, que ajudou a aliviar a tensão entre os EUA e o Irão, Em antecipação ao encontro, o Irão sinalizou abertura para alcançar um acordo mais alargado com os americanos e que não seja apenas focado na componente militar. "Para que um acordo seja duradouro, é essencial que os EUA também beneficiem em áreas com retornos económicos rápidos", considerou o vice-diretor para a diplomacia económica do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Hamid Ghanbari, citado pela agência de notícias Fars.

"[Temos] Interesses comuns nos setores do petróleo e do gás, em campos conjuntos, investimentos mineiros e até a compra de aeronaves estão incluídos nas negociações", acrescentou o responsável iraniano.

Hoje decorrem também em Genebra negociações entre a Ucrânia e a Rússia. No entanto, as perspetivas de um fim rápido para o conflito que já dura quase quatro anos são escassas - o que afasta também o fim das sanções ocidentais ao petróleo russo.

"O mercado continua instável devido às incertezas geopolíticas", disseram à Bloomberg os analistas Brian Martin e Daniel Hynes, do ANZ Group. "Se a tensão no Médio Oriente diminuir ou se forem feitos progressos significativos na guerra na Ucrânia, o prémio de risco atualmente incorporado nos preços do petróleo poderá rapidamente desaparecer", acrescentam.

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