Imobiliário e saúde puxam por subidas nas bolsas europeias. Bayer salta 7% após acordo milionário
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.
Imobiliário e saúde puxam por subidas nas bolsas europeias. Bayer salta 7% após acordo milionário
As bolsas europeias terminaram a sessão desta terça-feira de Carnaval com subidas, numa altura em que os investidores reagem aos progressos no acordo nuclear entre os EUA e o Irão e esperam por desenvolvimentos no acordo tripartido com os norte-americanos, a Rússia e a Ucrânia.
Os analistas consultados pela Bloomberg dizem que os investidores estão a virar-se para os ativos europeus, enquanto Wall Street é "atacado" pelos receios com a inteligência artificial.
O Stoxx 600, índice de referência para o bloco, ganhou 0,45% para 621,29 pontos, perto do recorde de 625 pontos atingido na semana passada. A puxar pelas valorizações esteve o setor imobiliário, que subiu 1,83% a saúde que ganhou 1,41% e a banca que ganhou 1,12%. A impedir maiores valorizações esteve o setor dos recursos básicos, que tombou 1,6%.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganhou 0,8%, o neerlandês AEX ganhou 0,27% e o italiano FTSEMI valorizou 0,76%. Já o britânico FTSE 100 registou uma subida de 0,79%, o francês CAC-40 acelerou 0,54% e o espanhol IBEX 35 somou 0,6%.
Entre os principais movimentos de mercado, a Bayer saltou 7,35% depois de anunciar que está a preparar um acordo de 10,5 mil milhões de dólares para resolver processos judiciais relacionados com o herbicida mais vendido, o Roundup.
Já a mineira Antofagasta perdeu 3,44% num dia marcado pela queda dos preços dos metais preciosos.
Juros da dívida soberana aliviam na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas dos países da Zona Euro terminaram a sessão com alívios, numa sessão marcada por maior procura de obrigações do bloco por parte dos investidores.
Os juros das obrigações alemãs a dez anos, referência para o contexto europeu, desceram 1,6 pontos-base para uma taxa de 2,736%. Já em França, os juros recuaram 2,8 pontos-base para 3,314% e em Itália a descida foi de 1,7 pontos para 3,348%.
Por cá, a "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos cederam 1,7 pontos para 3,097%. Espanha acompanhou a tendência, com os juros da dívida com a mesma maturidade a aliviarem 2 pontos-base para 3,114%.
Fora da Zona Euro, no Reino Unido a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,374%, após uma descida de 2,4 pontos-base. As "Gilts" estenderam o "rally" depois de a criação de emprego no país ter ficado aquém das expectativas dos analistas e a taxa de desemprego estar perto de máximos de cinco anos. Este cenário leva os investidores a crerem que o Banco de Inglaterra vai cortar os juros duas vezes este ano.
Dólar ganha força com apostas em menos cortes da Fed
O dólar norte-americano está a valorizar face às restantes divisas esta tarde, pelo segundo dia consecutivo, à medida que diminuem as apostas dos investidores de que a Reserva Federal vai descer os juros diretores por três vezes este ano.
“O dólar norte-americano está a ser negociado em faixas favoráveis em toda a linha, com os mercados em modo de aversão ao risco, já que todos os olhos estão postos na possibilidade de um conflito armado no Irão, enquanto o mundo espera que os EUA negociem um acordo que possa evitá-lo”, de acordo com uma nota da Monex, citada pela Bloomberg.
O euro perde 0,37% para 1,1807 dólares, enquanto a "nota verde" avança 0,27% para 153,88 ienes japoneses. Já a libra perde quase 1% para 1,3498 dólares. O índice da moeda americana da DXY soma 0,63% para 97,525 pontos.
Os investidores vão continuar a reagir aos desenvolvimentos geopolíticos. O EUA e o Irão já anunciaram que a segunda ronda de negociações correu bem, enquanto decorrem conversas entre EUA-Ucrânia-Rússia, em Genebra.
O mercado deverá amanhã estar atento às atas da última reunião da Fed, que deverá dar mais pistas sobre o futuro da política monetária.
Ouro afunda mais de 2% com sinais de progresso no acordo nuclear
O alívio das tensões no Médio Oriente, decorrente de uma segunda ronda de negociações entre EUA e Irão sobre um acordo nuclear, que teve progressos, está a fazer com que os preços do ouro caiam a pique, dado o maior apetite pelo risco.
O metal amarelo mergulha 2,52% para 4.866,86 dólares por onça, enquanto a prata derrapa 5,12% para 72,93 dólares por onça.
Os metais estão ainda a ser pressionados pela valorização do dólar norte-americano esta tarde, o que torna os preços mais caros para detentores de outras moedas. A sessão estava já a ser limitada em termos de ganhos para os metais, já que na China - o maior comprador de ouro do mundo - os mercados continuam encerrados para o Ano Novo Lunar.
Petróleo recua ao sabor do Irão
Os preços do petróleo estão a negociar com perdas esta tarde, isto depois da segunda ronda de negociações entre os EUA e o Irão para um acordo nuclear, que teve "progressos", de acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, que referiu ainda ter havido conversas "sérias e construtivas" entre as duas partes.
Em Genebra, os responsáveis conseguiram chegar a um entendimento sobre alguns pontos, mas ainda há trabalho a ser feito. “Conseguimos chegar a um acordo geral sobre um conjunto de princípios orientadores, com base nos quais procederemos daqui para frente e avançaremos na elaboração de um possível acordo”, disse Abbas Araghchi, à televisão estatal do Irão.
Neste contexto, o West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA, cedeu 0,51% para 62,53 dólares por barril, enquanto o Brent, que serve de referência para a Europa, perde 1,65% para 67,47 dólares por barril.
Os avanços apagaram os ganhos desta manhã, quando o Irão tinha anunciado que tinha encerrado partes do Estreito de Ormuz para "exercícios militares".
Noutras notícias ligadas à geopolítica, seguem esta tarde negociações EUA-Rússia-Ucrânia na tentativa de chegar a um acordo de paz, enquanto os ataques prosseguem: a Ucrânia acaba de atingir a infraestrutura energética em Krasnodar, na Rússia. Segundo o Kremlin, o foco estará nas questões territoriais, o principal ponto de discórdia. Qualquer avanço no sentido da paz pode resultar no levantamento das sanções dos EUA à Rússia, trazendo o petróleo russo de volta ao mercado principal.
Wall Street regressa de fim de semana prolongado dividida. Warner salta 3%
Os três principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta terça-feira com desvalorizações, depois de segunda-feira terem estado encerrados devido ao feriado do Dia dos Presidentes. A pressionar Wall Street estão sobretudo as ações de inteligência artificial (IA), software e as "tech" no geral.
Há vários dias que esta "nuvem negra" paira sobre as ações americanas, com os investidores receosos de que os avanços dos sistemas de IA tornem alguns setores obsoletos. O sentimento negativo adensou-se quando ontem a chinesa Alibaba apresentou um novo modelo de IA ao mercado, o Qwen 3.5, projetado para executar tarefas complexas de forma independente.
"Há uma ansiedade persistente sobre se os gastos com IA serão suficientemente lucrativos, preocupações com a concorrência e uma redução de riscos mais alargada nos investimentos mais populares após uma valorização muito expressiva", disse Aneeka Gupta, diretora de pesquisa macroeconómica da WisdomTree, à Bloomberg.
Neste contexto, o S&P 500 cede 0,15% para 6.825,9 pontos, o tecnológico Nasdaq Composite perde 0,46% para 22.443,05 pontos e o industrial Dow Jones valoriza 0,18% para 49.589,29 pontos.
Um estudo do Bank of America mostrou que um número recorde de investidores acredita que as empresas estão a gastar demais em IA, enquanto um quarto considera que o principal risco para os mercados é uma "bolha de IA". Já 30% disseram que o investimento em IA pelas grandes empresas de tecnologia é a fonte mais provável de uma crise de crédito, aumentando o clima de aversão ao risco.
A par do "abalo" provocado pela IA, que os investidores receiam que possa vir a afetar outros setores, o mercado está ainda de olho na geopolítica. Hoje os EUA reúnem com o Irão, bem como com a Ucrânia e a Rússia, em Genebra, para discutir acordos nucleares e de paz, respetivamente. Ao mesmo tempo, o Teerão mandou encerrar partes do Estreito de Ormuz.
A ata da reunião de janeiro da Reserva Federal, publicada esta quarta-feira, também poderá oferecer uma nova perspetiva sobre a economia e o futuro das taxas de juro nos EUA.
Entre os principais movimentos de mercado, a Warner Bros. salta 3,07% depois da notícia de que vai retomar as negociações com a Paramount, tendo dado um prazo de sete dias para o negócio ficar fechado.
De entre das principais afetadas pela pressão da IA, a AMD tomba 1,4%, a Intel perde 1,35%, a SanDisk recua 12,56%, a Micron Technology cede 1,3%.
A Apple anunciou esta segunda-feira que vai realizar um evento de lançamento de produtos no dia 4 de março, e que a empresa planeia anunciar diversos novos dispositivos nas próximas semanas. As ações sobem 1,3%.
Taxa Euribor sobe a três e a seis meses e cai no prazo mais longo
A taxa Euribor subiu hoje a três meses e a seis meses e desceu a 12 meses em relação a segunda-feira.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que se fixou em 2,011%, continuou abaixo das taxas a seis (2,159%) e a 12 meses (2,216%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 2,159%, mais 0,004 pontos do que na segunda-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,77% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,85% e 25,09%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor desceu hoje para 2,216%, menos 0,020 pontos do que na sessão anterior.
Já a Euribor a três meses subiu 0,012 pontos para 2,011%, voltando a superar os 2%, após ter estado desde 06 de fevereiro, pela primeira vez desde novembro, abaixo desse valor.
Em 05 de fevereiro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quinta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 18 e 19 de março em Frankfurt, Alemanha.
Em relação à média mensal da Euribor em janeiro, esta baixou a três, a seis e a 12 meses, de forma mais acentuada no prazo mais longo.
A média mensal da Euribor em janeiro desceu 0,020 pontos para 2,028% a três meses e 0,002 pontos para 2,137% a seis meses.
Já a 12 meses a média da Euribor recuou 0,022 pontos para 2,245% em janeiro.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Europa em alta à espera de resultados em Genebra. Mineradoras de metais afundam
As principais praças europeias estão a negociar em alta, numa altura em que as tensões geopolíticas continuam a focar atenções - negociações entre os EUA e o Irão e entre a Ucrânia e a Rússia decorrem hoje em Genebra, e a inteligência artificial permanece uma preocupação. Os investidores avaliam ainda as primeiras notícias da época de resultados.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganha 0,23%, para os 619,92 pontos, depois de, na semana passada, ter atingido o máximo histórico de 625,90 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX avança 0,22%, o espanhol IBEX 35 pula 0,66%, o italiano FTSEMIB valoriza 059%, o francês CAC-40 sobe 0,13%, o neerlandês AEX soma 0,09% e o britânico FTSE 100 regista uma subida de 0,47%.
As maiores subidas registaram-se no setor das "utilites" (gás, luz e água), que sobe a esta hora 1,5%, impulsionado também cotadas portuguesas como a EDP e a REN (ambas a valorizar mais de 1%). Também com subidas mais expressivas, acima de 1%, estão os setores do imobiliário e dos media. Já os setores industrial e de recursos naturais registam quedas (1,01% e 1,30% respetivamente), seguidos do da tecnologia, com um recuo mais ligeiro de 0,45%.
Entre as maiores movimentações de mercado, a empresa de mineração de metais preciosos Fresnillo, listada em Londres, desvaloriza 2,8%, empurrada pelos preços em queda da prata. O mesmo movimento observou-se na Antofagasta, que minera cobre, que afundou 4% apesar de ter reportado receitas acima das estimativas dos analistas. Já o Kerry Group, da indústria alimentar, tombou 5% depois de divulgar resultados ligeiramente abaixo do esperado.
"No geral, é uma história de dois dias de avanço e um dia de recuo, com os investidores a tentarem entender o fluxo de notícias sobre IA e procurarem uma direção nos mercados. A aversão ao risco é impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, pela fraqueza dos mercados asiáticos e pela falta de dados macroeconómicos ou de lucros favoráveis na Europa", resume à Bloomberg Joachim Klement, diretor de estratégia da Panmure Liberum.
Juros na Zona Euro alivam em toda a linha
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a aliviar nesta terça-feira, num dia de reduzidos volumes negociação motivado por feriados nalgumas praças mundiais.
As obrigações alemãs a dez anos, tidas como referência para o contexto europeu, estão a recuar 2 pontos-base para uma taxa de 2,732%. Já em França, a descida dos juros é de 2,1 pontos-base para 3,320%. Em Itália a descida é de 1,5 pontos-base, para 3,350% de rendibilidade.
A "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos descem 1,6 pontos para 3,098%. Espanha acompanha a tendência, com os juros da dívida a 10 anos a baixarem 1,7 pontos-base para 3,117%.
Fora da Zona Euro, no Reino Unido a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,360%, com uma descida mais acentuada de 3,9 pontos-base.
Dólar valoriza à espera de sinais da Fed
O dólar valoriza esta terça-feira, aguardando sinais sobre o possíveis cortes nas taxas de juros pela Reserva Federal dos EUA.
O índice do dólar americano (DXY) da Bloomberg, que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, avança ligeiros 0,188% para os 97,103 pontos.
Com os mercados asiáticos quase todos encerrados e depois de uma paragem nas praças americanas na segunda-feira devido ao feriado do Dia dos Presidentes, os investidores aguardam a divulgação das minutas da Fed, na quarta-feira, além de dados sobre o PIB norte-americano.
Os mercados continuam a antecipar cerca de 64 pontos base de cortes nas taxas da Fed até ao final do ano. Alguns analistas consideram o valor excessivo, já que que três cortes podem ser mais do que os dados económicos justificam, o que deixaria o mercado vulnerável a uma recuperação do dólar.
"As apostas na redução da taxa de juro dos fundos federais parecem exageradas, deixando espaço para uma reavaliação positiva do dólar no curto prazo", disse à Bloomberg Elias Haddad, diretor global de estratégia de mercados da Brown Brothers Harriman, apontando para o crescimento resiliente e a inflação subjacente que estagnou acima da meta de 2% da Fed.
Já o euro segue a desvalorizar 0,03% para 1,1847 dólares e a libra também segue a ceder 0,27% para 1,3592 dólares. O dólar cai 0,38% face à divisa japonesa, para 152,8900 ienes.
Paragem nos mercados asiáticos tira brilho ao ouro
Com a maior parte das praças asiáticas paradas para celebrações do Ano Novo Chinês, as negociações de ouro abrandaram e o preço do metal recuou.
A esta hora, o ouro, desvaloriza 1,43%, para os 4.922,4 dólares por onça, tal como a prata, que cede 2,09%, para os 75,0619 dólares por onça.
O metal amarelo chegou a ganhar na sexta-feira passada após serem conhecidos os dados da inflação norte-americana, que deram esperanças de um corte dos juros pela Reserva Federal dos EUA (Fed) este ano. Mas desde então o ouro tem vindo a cair: desvalorizou cerca de 1% na segunda-feira e hoje chegou a cair quase 2,7%, a maior queda intradiária em mais de uma semana.
O ouro tem andando numa montanha russa de ganhos e perdas, depois de ter atingido o recorde histórico de 5.595 dólares por onça em janeiro. Apesar de já ter caído até aos 4.400 dólares (e entretanto recuperado algum terreno muitos bancos - incluindo o BNP Paribas, Deutsche Bank e Goldman Sachs - continuam a antecipar uma tendência de valorização, já que os fatores que deram força ao ouro se mantêm: acesas tensões geopolíticas, dúvidas sobre a independência da Fed e um afastamento das divisas e dos títulos soberanos.
"Continuamos a ver dois fatores macroeconómicos principais a apoiar o ouro: a inflação e a desvalorização do dólar", escreveram analistas da Jefferies, incluindo Fahad Tariq, numa nota citada pela Bloomberg, elevando a sua previsão de preço para 2026 para 5.000 dólares por onça.
Brent recua de olhos postos em Genebra. Negociações com o Irão e com a Ucrânia marcam agenda
O petróleo negoceia esta manhã sem rumo, com a negociação nos EUA e na Europa a seguir tendências opostas, numa altura em que se aguardam os resultados da segunda ronda de negociações em Genebra entre Washington e Teerão - país membro da OPEP.
O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – sobe 0,52%, para os 63,22 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – recua 0,77% para os 68,12 dólares por barril. Os volumes de negociação são ainda mais reduzidos que o habitual, depois de as bolsas dos EUA e Canadá terem estado ontem fechadas, bem como a maioria das praças asiáticas que estão encerradas devido às celebrações do Ano Novo Chinês.
Depois de um primeiro encontro na semana passada, em Omã, que ajudou a aliviar a tensão entre os EUA e o Irão, os países voltam a reunir-se nesta terça-feira, desta feita na Suíça. Em antecipação ao encontro, o Irão sinalizou abertura para alcançar um acordo mais alargado com os americanos e que não seja apenas focado na componente militar. "Para que um acordo seja duradouro, é essencial que os EUA também beneficiem em áreas com retornos económicos rápidos", considerou o vice-diretor para a diplomacia económica do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Hamid Ghanbari, citado pela agência de notícias Fars.
"[Temos] Interesses comuns nos setores do petróleo e do gás, em campos conjuntos, investimentos mineiros e até a compra de aeronaves estão incluídos nas negociações", acrescentou o responsável iraniano.
Hoje decorrem também em Genebra negociações entre a Ucrânia e a Rússia. No entanto, as perspetivas de um fim rápido para o conflito que já dura quase quatro anos são escassas - o que afasta também o fim das sanções ocidentais ao petróleo russo.
"O mercado continua instável devido às incertezas geopolíticas", disseram à Bloomberg os analistas Brian Martin e Daniel Hynes, do ANZ Group. "Se a tensão no Médio Oriente diminuir ou se forem feitos progressos significativos na guerra na Ucrânia, o prémio de risco atualmente incorporado nos preços do petróleo poderá rapidamente desaparecer", acrescentam.
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