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Europa e Wall Street no vermelho. Petróleo em queda e euro em mínimos de 20 anos

Acompanhe aqui minuto a minuto o desempenho dos mercados durante esta segunda-feira.

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22.08.2022

Europa no vermelho. Stoxx600 com maior queda desde julho

As bolsas europeias encerraram a sessão no vermelho, numa altura em que os investidores estão de olhos postos em Jackson Hole, reunião que arranca quinta-feira, e nos riscos do aumento do preço do gás para a economia. 

O "benchmark" europeu por excelência, Stoxx 600, cedeu 0,96% para 433,17 pontos, a maior queda desde 14 de julho. Os setores automóvel, tecnológico e do retalho foram os que mais contribuíram para a queda do índice. 

Nas restantes praças europeias, o alemão DAX foi o que mais cedeu, com uma queda de 2,32%, num dia em que os pre
ços da eletricidade na Alemanha atingiram novos máximos e que o encerramento do gasoduto Nordstream - anunciado na passada sexta-feira pela Gazprom  - continua a preocupar os mercados.

O francês CAC-40, por sua vez, cai 1,80%, o AEX, em Amesterdão, cede 1,18%, o espanhol IBEX35 desce 0,64%, e o italiano FTSEMIB recua 1,64%. Apenas o português PSI fechou a sessão com ganhos: subiu 0,09%. 

"Apesar de o pico das políticas agressivas poder estar perto, os bancos centrais terão dificuldade em apoiar o crescimento ou os mercados enquanto a inflação permanecer tão elevada", disse Eugene Philalithis, manager na Fidelity Internacional, à Bloomberg.

22.08.2022

Juros agravam-se. Itália com a "yield" mais elevada em dois meses

Os juros dos principais países da Zona Euro estiveram a aliviar durante grande parte do dia, mas acabaram por terminar a sessão de segunda-feira a somar, assinalando assim o sexto dia consecutivo de agravamento.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para a Zona Euro – agravou-se 7,7 pontos base para 1,3%, ultrapassando esta marca pela segunda vez num mês e meio. Por sua vez, os juros das obrigações italianas com a mesma maturidade subiram 12,7 pontos base e foram os que mais agravaram da região, para 3,610% - o valor mais elavado em dois meses. Já o "spread" dos juros das obrigações italianas relativamente à yield alemã atingiu os 231 pontos base.

Na Península Ibérica, a "yield" das obrigações nacionais a dez anos somou 9,9 pontos base para 2,372%, enquanto os juros da dívida espanhola com a mesma maturidade agravaram-se 10 pontos base para 2,478%, ligeiramente acima da "yield" portuguesa.

22.08.2022

Euro toca mínimos desde 2002 face ao dólar

O euro segue a desvalorizar, estando a recuar 1,02% para 0,9935 dólares por onça, negociando assim abaixo da paridade contra a nota verde. A moeda única atingiu o valor mais baixo desde finais de 2002 durante a sessão, tendo chegado a valer 0,9928 dólares.

Já o índice do dólar da Bloomberg – que compara a nota verde com 10 divisas rivais, incluindo a moeda única – sobe 0,8% para 109,005 pontos. O dólar está a valorizar face a praticamente todas as moedas do grupo.


A impulsionar o dólar está a esperança de que a Reserva Federal norte-americana (Fed) continue no caminho das subidas das taxas de juro diretoras. As atenções dos investidores estão centradas simpósio Jackson Hole, que arranca na quinta-feira.

O euro desceu a linha da paridade pela primeira vez em mais de 20 anos em meados de julho, após a divulgação dos dados da inflação nos Estados Unidos, que alcançou os 9,1% em junho. 

22.08.2022

Petróleo em queda, com Irão perto de se sentar novamente à mesa

O petróleo está a negociar com perdas substanciais, numa altura em que volta a estar em cima da mesa o reavivar do acordo nuclear com o Irão, que permitiria ao membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) colocar mais crude no mercado internacional petrolífero.

Joe Biden, o presidente dos Estados Unidos, falou este domingo com os líderes da França, Alemanha e Reino Unido sobre a abertura para colocar novamente em cima da mesa o acordo nuclear com o Irão.

O West Texas Intermediate (WTI) – negociado em Nova Iorque – perde 3,71% para 87,40 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, cai 3,67% para 93,17 dólares por barril.

"Os preços do crude estão em queda, à medida que receios sobre o crescimento económico a nível mundial se expandem e as perspetivas sobre um reavivar do acordo nuclear com o Irão melhoram ligeiramente", explica Ed Moya, analista da Oanda, à Bloomberg.

"O petróleo tornou-se 'bearish' hoje e isso pode levar a mais 'momentum' de venda se o dólar continuar a ser o tema da semana", esclareceu ainda.

22.08.2022

Ouro cede e atinge valor mais baixo em mais de três semanas

O ouro segue a desvalorizar, estando a negociar no valor mais baixo desde 28 de julho, quando atingiu os 1.734,19 dólares por onça. O metal cede, numa altura em que os investidores estão atentos à possibilidade de a Reserva Federal norte-americana (Fed) continuar no caminho do endurecimento da política monetária, o que tem beneficiado o dólar.

Sendo denominado na nota verde, quando esta valoriza, como agora se verifica, este metal fica menos atrativo como investimento alternativo para quem negoceia com outras moedas.

O metal amarelo cede 0,51% para 1.738,20 dólares por onça, ao passo que a platina recua 2,35% para 878,06 dólares e o paládio afunda 6,06% para 2.000,47 dólares.

O preidente da Fed de Richmond, Thomas Barkin, reforçou na sexta-feira o compromisso da autoridade monetária em baixar a inflação para os 2%, mesmo que isso signifique o risco de uma recessão nos Estados Unidos. Os investidores estão de olhos postos no simpósio anual Jackson Hole, que arranca na quinta-feira, e que contará com o discurso de Jerome Powell, presidente da Fed.

22.08.2022

Wall Street arranca em terreno negativo à espera de Jackson Hole

O banco central, liderado por Jerome Powell, deverá subir a sua taxa diretora pela primeira vez na reunião de março.

Wall Street arrancou a sessão no vermelho, numa altura em que os investidores se preparam para o simpósio Jackson Hole da Reserva Federal norte-americana (Fed), procurando sinais sobre o futuro da política monetária levada a cabo pelo banco central.

 

O industrial Dow Jones perde 1,18% para 33.392,06 pontos, enquanto o S&P 500 derrapa 1,44% para 4.167,08 pontos, avançando para um segundo dia de perdas. Já o tecnológico Nasdaq Composite desvaloriza 1,62% para 12.501,95 pontos.

 

O "rally" de julho, motivado pela expectativa de que a Fed possa abrandar no ritmo da subida das taxas de juro, parece ter desvanecido, tendo vários membros da Fed da ala "falcão" apelado à necessidade de continuar a subir as taxas de juro para combater a inflação.

 

Esta semana, os investidores vão procurar mais sinais para entender qual o futuro da política monetária do banco central, pelo que estarão atentos às declarações do presidente da Fed, Jerome Powell, durante o simpósio.

 

"É provável que os membros dos bancos centrais, incluindo o presidente da Fed, continuem firmes para lidar com a inflação, embora com cautela, dada a crise económica emergente", antecipa Shane Oliver, responsável pelo departamento de estratégia de investimento da AMP Services, numa nota de "research", citada pela Bloomberg.

 

Também Craig Erlam, analista da Oanda, defende que "a expectativa é que Powell reafirme o que os outros colegas já têm dito recentemente". Para o especialista, o "risco" é mesmo que Powell adote uma abordagem "dovish", "intencionalmente ou não", já que pode desencadear outro "rally de risco"

22.08.2022

Gás escala 16% com suspensão do Nord Stream

O gás negociado em Amesterdão (na sigla inglesa TTF), referência para o mercado europeu, chegou a escalar 16,63% durante a sessão, estando a cotar-se em 285,50 euros.

A matéria-prima reagiu assim em alta ao anúncio da Gazprom, que no final da tarde de sexta-feira, revelou que vai interromper o abastecimento de gás enviado através do gasoduto Nord Stream, durante três dias, a partir do dia 31 de agosto.

Leia mais aqui.

22.08.2022

Lagarde e Powell pressionam arranque de sessão europeia. Credit Suisse perto de mínimos históricos

A Europa arrancou primeira sessão da semana no vermelho, com os investidores de olhos postos na Reserva Federal norte-americana (Fed) e no Banco Central Europeu (BCE).

 

O "benchmark" europeu por excelência, Stoxx 600, desvaloriza 0,85% para 433,65 pontos. Entre os 20 setores que compõe o índice de referencial, banca, setor automóvel e produtos químicos são os que mais pressionam.

 

Nos principais movimentos de mercado, o Credit Suisse cai 1,33%, depois de anunciar a nomeação de Dixit Joshi do Deutsche Bank, como novo CFO do banco suíço. Desde o início do ano, a cotada já desvalorizou 43,44% este ano para 4,98 francos suíços, estando muito perto de tocar na cotação mais baixa da sua história (4,961 francos suíços).

 

Nas restantes praças europeias, Madrid perde 1,18%, Frankfurt derrapa 1,50%, Paris desvaloriza 1,72% e Londres desliza 0,53%. Por sua vez, Amesterdão regista um queda de 1,41%, enquanto Milão perde 1,55%. Por cá, Lisboa segue a tendência do resto da Europa e cai 0,83%, pressionado sobretudo pelo BCP (-2,52).

 

Esta semana promete ser agitada para os mercados. Os investidores aguardam a divulgação dos relatos do Banco Central Europeu referentes à reunião de política monetária, em que o banco central subiu pela primeira vez as taxas de juro diretoras em mais de dez anos. O documento é publicado esta quinta-feira.

 

No fim de semana, Joachim Nagel, governador do Budensbank defendeu que o BCE deve continuar a subir as taxas de juro mesmo que tal implique uma recessão. 

 

Esta semana, os investidores vão ainda estar atentos à declarações do presidente da Fed, Jerome Powell, durante o simpósio Jackson Hole, de forma a encontrarem sinais sobre se a Fed irá continuar ou não o seu caminho de endurecimento de política monetária, que tanto tem beneficiado o dólar.

22.08.2022

Ao quinto dia, juros aliviam na Zona Euro

Os juros aliviam na Zona Euro após se terem agravado durante quatro sessões consecutivas e num dia marcado pela redução do apetite dos investidores pelo mercado de risco.

 

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para a Zona Euro – alivia 4,6 pontos base para 1,178%.

 

Por sua vez, os juros das obrigações italianas com a mesma maturidade subtraem 3 pontos base para 3,454%.

 

Na Península Ibérica, a "yield" das obrigações nacionais a dez anos perde 4 pontos base para 2,333%, enquanto os juros da dívida espanhola com a mesma maturidade subtraem 3,5 pontos base para 2,344%, acima da "yield" portuguesa.

 

O mercado monetário reduziu as apostas relativamente à política levada a cabo pelo BCE. Os investidores reduziram até dois pontos base, o montante total do aumento das taxas de juro diretoras até 2023, esperando um novo aumento na ordem dos 50 pontos base em setembro.

 

A sessão promete ainda ser marcada pela notícia que dá conta que a Finlândia pondera voltar a obrigar os bancos a realizar uma nova venda sindicada de dívida a cinco anos, de acordo com o Commerzbank, citado pela Bloomberg, e por uma nova emissão de dívida belga a cinco e dez anos.

Já em Itália, a nova emissão de dívida a curto prazo só acontece depois do fim da sessão. 

22.08.2022

Euro próximo da paridade com o dólar

Para os analistas “é uma questão de tempo” até que o euro fique em paridade com a nota verde, havendo mesmo quem defenda uma queda abaixo deste nível já esta semana.

O euro cede contra a força do dólar, estando a deslizar 0,16% para 1,0021 dólares, muito próximo da paridade.

 

Esta semana os investidores aguardam a divulgação dos relatos do Banco Central Europeu referentes à reunião de política monetária, em que o banco central subiu pela primeira vez as taxas de juro diretoras em mais de dez anos.

 

Já o índice do dólar da Bloomberg – que compara a nota verde com 10 divisas rivais, incluindo a moeda única – sobe 0,14% para 108,31 pontos, depois de ter registado a melhor semana desde abril de 2020.

 
Esta semana, os investidores vão ainda estar atentos à declarações do presidente da Fed, Jerome Powell, durante o simpósio Jackson Hole, de forma a encontrarem sinais sobre se a Fed irá continuar ou não o seu caminho de endurecimento de política monetária, que tanto tem beneficiado o dólar. 

22.08.2022

Ouro renova mínimos de três semanas sob pressão da Fed

O ouro segue a negociar em mínimos de três semanas, pressionado pelas declarações de um membro da Reserva Federal norte-americana que se juntou ao coro de "falcões", que querem que o banco central mantenha o compasso no endurecimento da política monetária, de forma a fazer frente à inflação.

 

O metal amarelo cai 0,2% para 1.742,96 dólares por onça, a cotação mais baixa desde o passado dia 28 de julho. Também os ETF correlacionados com o ouro caíram, tendo registado a 10.ª queda semanal consecutiva.

 

Esta sexta-feira, o presidente da Fed de Richmond, Thomas Barkin, salientou a necessidade de continuar a subida das taxas de juro, mesmo que tal implique uma recessão económica. Um tom "hawkish", mais agressivo, tem o potencial de penalizar o ouro, já que as atenções dos investidores passam, em teoria, a virar-se mais para o mercado de dívida (o rei dos metais não remunera juros).

 

Além disso, o efeito da valorização do dólar, proveniente da subida da taxa de referência, torna as onças mais caras para quem negoceia com outras moedas.

22.08.2022

Europa aponta para encarnado quando rufam os tambores para Jackson Hole

Os futuros apontam para que a sessão europeia arranque no vermelho, numa altura em que aumenta a preocupação sobre o endurecimento da política monetária da Reserva Federal norte-americana (Fed) e já rufam os tambores para o simpósio anual Jackson Hole, que começa na quinta-feira.

 

Os futuros sobre o Euro Stoxx derrapam 0,3%.

 

Os investidores preparam-se agora para o arranque do simpósio Jackson Hole, na expectativa de encontrar sinais sobre o tom que será adotado pelos membros da Fed na próxima reunião em setembro.

Na semana passada, as atas da última reunião do banco central alertaram para o perigo de a inflação poder "enraizar-se na economia" e vários "falcões" que fazem parte do Comité de Política Monetária apontaram para a necessidade de continuar a subir as taxas de juro, para garantir que a inflação chega à meta dos 2%.

 

Pela Ásia a sessão fechou predominantemente em terreno negativo. Na China o tecnológico Hang Seng caiu 0,2% enquanto o Shangai Composite subiu 0,5%. Já no Japão, o Topix desvalorizou 0,1% enquanto o "benchmark" do país caiu 0,47%. Por fim, na Coreia do Sul, o Kospi perdeu 1,2%.

 

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