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Ao minuto26.09.2022

Europa em "bear market" técnico. Ouro e petróleo renovam mínimos

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta sexta-feira.

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23.09.2022

Juros disparam em toda a Europa. Portugal em máximos de 2017

Os juros da dívida na Zona Euro arrancaram a sessão sob um sentimento de alívio, mas rapidamente começaram a agravar, pressionados por uma semana de subida das taxas diretores por parte dos bancos centrais de várias das maiores economias mundiais.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – referência para a região – agravou-se 5,9 pontos base para 2,017%, algo que não se verificava desde 2014.

A Alemanha tem sido um dos países mais prejudicados pela crise energética e pelo encerramento do Nord Stream, uma infraestrutura de transporte de gás proveniente da Rússia. A crise na energia culminou esta semana na nacionalização da Uniper, a maior importadora de gás do país, da qual o Estado passará a ser acionista maioritário.

A "yield" da dívida portuguesa a dez anos subiu 10 pontos base para 3,053% - estando assim em máximos de 2017. Isto mesmo apesar de Portugal ter registado um excedente orçamental de 0,8% do PIB trazendo as contas públicas de volta a terreno positivo, de forma "expressiva".

Leia mais aqui.

23.09.2022

Europa derrapa. Stoxx 600 no nível mais baixo desde dezembro de 2020

A Europa terminou a sessão a afundar, com todas as principais praças e setores no vermelho, numa altura em que não param de aumentar os receios de uma recessão global. 

O Stoxx 600 derrapou 2,34% para 390,40 pontos, para o nível mais baixo desde dezembro de 2020. O total de quedas desde o pico de janeiro é agora de 21%, confirmando um "bear market" técnico.

Entre os 20 setores que compõem o índice de referência europeu, o petróleo lidera as perdas, com quedas acima dos 5%, tal como as matérias-primas. Também com perdas significativas (ainda que todos os setores tenham fechado no vermelho) destacan-se o retalho, o setor automóvel e a banca.

 

Nas restantes praças europeias, Madrid perdeu 2,46%, Frankfurt derrapou 1,97%, Paris caiu 2,28% e Londres tombou 1,97%. Por sua vez, Amesterdão caiu 2,76% e Milão deslizou 3,36%.

As bolsas europeias estão a ser particularmente pressionadas este ano devido à guerra na Ucrânia e a escalada da crise energética.

"O mercado está atualmente a tentar perceber quão profunda e longa a recessão na Europa vai ser", disse à Bloomberg Joachim Klement da Liberum Capital. "Isto vai demorar algum tempo e, em termos gerais, não esperamos chegar ao fundo deste 'bear market' antes do primeiro trimestre de 2023", sublinhou.

23.09.2022

Euro perde mais de 1% contra o dólar. Libra marca novos mínimos de 37 anos

O euro continua a perder face ao dólar, estando a cair mais de 1%, numa altura em que a "nota verde" está a ser beneficiada pela decisão tomada esta semana pela Fed de voltar a subir a taxa de juro diretoras em 75 pontos base.

A moeda única segue a perder 1,04% para 0,9734 dólares, como não era visto há 20 anos

Por sua vez, o índice do dólar da Bloomberg – que compara a nota verde com 10 divisas rivais - soma 1,21% para 112,70 pontos.

No Reino Unido, a libra segue a cair mais de 3%, ampliando as perdas desta quinta-feira para 1,0897 dólares, estando prestes a registar a maior queda diária, desde março de 2020, quando começou a pandemia.

Os investidores reagiram ao anúncio do ministro britânico das Finanças, Kwasi Kwarteng, que, apresentou um plano de cortes históricos, estando ainda planeadas novas emissões de dívida pública de grande dimensão, o que levou a libra a renovar novos mínimos de 37 anos contra o dólar e a "yield" da dívida britânica a dez anos a escalar 32,8 pontos base.

23.09.2022

Bando de "falcões" faz rolar barril de petróleo: ouro negro regressa a janeiro

A subida da inflação nos Estados Unidos tem sido a maior dor de cabeça de Jerome Powell.

O petróleo, negociado tanto em Londres como em Nova Iorque, renova mínimos de janeiro deste ano, caminhando para a mais longa sequência de perdas semanais este ano.

O West Texas Intermediate (WTI) – negociado em Nova Iorque – perde 5,74% para 78,70 dólares por barril, enquanto o Brent do Mar do Norte – referência para as importações europeias desvaloriza 4,99% para 85,95 dólares por barril.

O movimento do ouro negro em trajetória descendente surge numa altura em que o mercado reage a uma semana marcada por uma agitação no universo da política monetária.

Ao todo, nos últimos dias, só os bancos centrais das principais economias do mundo aumentaram, em conjunto, as taxas de juro diretoras em 350 pontos base.

Desde que que começou o movimento de endurecimento monetário, as autoridades monetárias das 10 maiores economias desenvolvidas do mundo subiram, no total, aos juros diretores em 1.965 pontos base.

O apertar da política monetária em todo mundo, levou os investidores a temerem um abrandamento económico e no caso de algumas regiões do globo, como a Zona Euro, a anteciparem uma inevitável recessão que tem como consequência a redução da procura pelo ouro negro.

Nos EUA, a Reserva Federal norte-americana (Fed) deu sinais, após subir a taxa de fundos federais em 75 pontos base esta semana, de que está pronta para tolerar uma recessão, se tal for necessário para combater a inflação.

Como alerta John Kilduff, sócio fundador da Again Capital, utilizar as taxas de juro "como um martelo para a economia global", pode reduzir a atividade económica. "É por isso que estamos a assistir ao sell-off", remata o especialista em declarações à Bloomberg.

O ouro negro está a caminho de registar a primeira perda trimestral em mais de dois anos.

 
Além do efeito provocado pelo medo de abrandamento económico, o petróleo está ainda a ser penalizado pelo "rally" do dólar, impulsionado pela política da Fed, tornando as matérias-primas negociadas na nota verde mais caras para quem negoceia com outras moedas.

 

23.09.2022

Ouro em mínimos de dois anos

O ouro segue a registar perdas, de passo apressado para o segundo saldo semanal negativo, numa semana marcada pela subida das taxas de juro de vários bancos centrais por todo o mundo.

O metal precioso tomba 1,66% para 1.643,46 dólares e negoceia assim no valor mais baixo em dois anos.

Este metal foi largamente prejudicado pela intervenção do Banco de Japão no mercado cambial para apoiar o iene, depois da moeda japonesa ter afundado face ao dólar.

23.09.2022

Pesadelo "Powell" não deixa Wall Street em paz. Índices em mínimos de junho

O banco central, liderado por Jerome Powell, deverá subir a sua taxa diretora pela primeira vez na reunião de março.

Wall Street arrancou a sessão no vermelho, ainda no rescaldo das decisões de vários bancos centrais em todo o mundo que decidiram adotar políticas monetárias restritivas. Para alguns analistas, atualmente, o sentimento de mercado é "inquestionavelmente" tão mau como durante a crise financeira em 2008.

 

Os principais índices norte-americanos seguem a renovar mínimos de junho, numa altura em que os investidores fazem as contas sobre a causalidade entre a política monetária falcão (mais agressiva) da Reserva Federal norte-americana e um cenário de recessão. O mercado teme ainda que as decisões do conselho liderado por Jerome Powell possam ter pressionado os resultados do terceiro trimestre.

 

O industrial Dow Jones segue a perder 1,15% para 29.718,07 pontos, enquanto o "benchmark" mundial S&P 500 cai 1,42% para 3.704,11 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite derrapa 1,58% para 10.892,14 pontos.

 

O mercado está a digerir a nota de "research" do Goldman Sachs. Os analistas do gigante de Wall Street cortaram as previsões dos ganhos do S&P 500 para este ano de 4.300 pontos para 3.600 pontos. Para o banco de investimento a subida da taxa de referência irá pressionar os títulos norte-americanos.

 

"Os nossos economistas preveem agora que a FOMC [sigla em inglês para Comité de Mercado Aberto] irá aumentar a taxa de juro diretora em 75 pontos base em novembro, 50 pontos base em dezembro e 25 pontos base em fevereiro", escrevem os especialistas liderados por David J. Kostin. O Goldman Sachs acredita que a taxa de referência irá chegar ao pico quando tocar num intervalo entre 4,5% e 4,75%.

 

O apetite pelo risco está cada vez mais diminuto, com os investidores a virarem-se para ativos-refúgio, com o dólar em cabeça de cartaz. Para o Bank of America, citado pela Bloomberg, o sentimento dos investidores está "inquestionavelmente" tão pessimista como na crise de 2008.

23.09.2022

Maré vermelha continua a banhar praças europeias. Lisboa comanda as perdas

A debandada do mercado de risco europeu continua. Depois desta quinta-feira o índice de referência europeu ter renovado mínimos de janeiro do ano passado, arrancou a sessão desta sexta-feira a ampliar as perdas.

 

O Stoxx 600 segue assim a cair 0,35% para 398,37 pontos. Dos 20 setores que compõe o "benchmark" do bloco, energia e banca comandam as quedas. O índice já caiu 19% em relação ao pico de janeiro, estando a caminho de registar a terceira queda trimestral consecutiva, a mais longa sequência desde 2009.

 

Os investidores estão a perder o apetite pelo mercado de risco numa altura em que a crise energética e a política monetária "hawkish" tornam o cenário de recessão praticamente inevitável para os analistas e os "players do mercado".

 

Um estudo da Bloomberg revela que as previsões de crescimento do Stoxx 600 caíram 6% em agosto. Os estrategas inquiridos pela agência de informação financeira norte-americana apontam para que o índice de referência do Velho Continente encerre o ano de 2022 nos 427 pontos.  

 

"Estamos numa situação muito complicada. É expectável que o cenário macroeconómico se continue a deteriorar e que a inflação possivelmente atinja o pico em breve e isso será uma grande preocupação", alerta Ricardo Gil, responsável pela alocação de ativos da Trea Asset Management de Madrid, citado pela Bloomberg.

 

Pelas principais praças europeias, Madrid perde 0,56%, Frankfurt cai 0,30%, Paris desvaloriza 0,34% e Londres derrapa 0,40%. Amesterdão regista uma queda de 0,97% e Milão desliza 0,19%.  A bolsa de Lisboa comanda as perdas do bloco estando a desvalorizar 1,73%.

23.09.2022

Juros corrigem e aliviam na Zona Euro

Os juros da dívida na Zona Euro arrancaram a sessão sob um sentimento de correção, estando a aliviar depois de esta quinta-feira terem terminado o dia a agravar de forma expressiva, no rescaldo de várias decisões de bancos centrais, incluindo o Banco da Suíça que colocou um ponto final a uma década de juros negativos na Europa.

 

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – referência para a Zona Euro – alivia 5,2 pontos base para 1,906%. Ainda assim os juros das obrigações alemãs mantêm-se perto da fasquia dos 2% como não é visto desde janeiro de 2014.

 

Por sua vez, os juros da dívida italiana a dez anos recuam 5,5 pontos base para 4,098%. O "spread" face ao "benchmark" alemão fixa-se em 218,6 pontos base.

 

Na Península Ibérica, a "yield" da dívida nacional a dez anos subtrai 5,3 pontos base para 2,900%. O "spread" face à dívida alemã está em 98,7 pontos base.

Já os juros das obrigações espanholas com a mesma maturidade perdem 5,2 pontos base para 3,017%, estando acima da "yield" portuguesa.

23.09.2022

Euro cede ao "rally" do dólar. Decisão do Banco do Japão mantém iene em alta

O dólar continua a ser o protagonista no mercado cambial, continuando um "rally" que tem enfraquecido o par em que participa com o euro. Por sua vez o iene também assume um papel de destaque, ainda no rescaldo da intervenção do Banco do Japão no mercado cambial para sustentar a sua moeda.

 

O euro desvaloriza 0,59% para 0,9778 dólares, enfraquecendo contra a força da nota verde e numa altura em que o mercado e os analistas (contra o cenário colocado pelo Banco Central Europeu) acreditam que uma recessão na Europa é praticamente inevitável.

 

Já o índice do dólar da Bloomberg – que compara a nota verde com 10 divisas rivais – soma 0,49% para 111,80 pontos, depois de ter sido reforçado pela última reunião da Reserva Federal norte-americana que decidiu voltar a subir as taxas de juro, apontando ainda para que o alívio na subida dos juros diretores só ocorra dentro de dois anos.

 

No Japão, o iene sobe pelo segundo dia, estando a valorizar 0,4% com cada dólar a valer 141,77 iene, depois de ontem ter subido 1,2%, no rescaldo da intervenção cambial do Banco do Japão. Os analistas esperam que a autoridade monetária do país volte a intervir, já que a moeda estava a ser penalizada pela política acomodatícia do banco central que não sobia a taxa de juro de referência para proteger as exportações.

 

"Creio que o Governo e o Banco do Japão estão bastante satisfeito com a eficácia [desta medida] até agora", defende Steven Englander, citado pela Bloomberg. Ainda assim, o responsável pelo "research" da Standart Chatered para o mercado de câmbio alerta que o banco central "terá de ser uma sombra sobre todos os shorts sobre o iene", de forma a evitar que "short-selling" volte a derrubar a moeda.

23.09.2022

Tom "hawkish" de bancos centrais pressiona o ouro

O ouro segue a desvalorizar, depois de uma sessão volátil marcada pelo desfile de várias decisões "hawkish" por parte de vários bancos centrais, incluindo a Reserva Federal norte-americana (Fed).

 

O metal amarelo desliza 0,16% para 1.668,58 dólares por onça, depois de esta quinta-feira ter perdido mais de 1%, em reação à intervenção do Banco de Japão no mercado cambial para salvaguardar o iene.

 

O ativo negoceia assim perto de mínimos dois anos, pressionado sobretudo pelo "rally" do dólar que torna as matérias-primas denominadas na "nota verde" mais caras para quem negoceia com outras moedas.

 

Para os analistas a fraqueza do ouro "deve manter-se" devido à política monetária restritiva que torna "o ouro mais caro de manter", conclui Gnanasekar Thiagarajan, diretor da Commtrendz Management Sercices, citado pela Bloomberg. Ainda assim, o especialista salvaguarda que "o medo da recessão e qualquer escalada no conflito na Ucrânia pode conseguir sustentar os preços [do ouro]".

23.09.2022

Petróleo e gás a caminho de registar quarta semana de perdas

O petróleo está a caminho de fechar a quarta semana de perdas. A política monetária "falcão" definida e reforçada por vários bancos centrais em todo o mundo levou a receios sobre a possibilidade de uma redução da procura por energia, provocada pela contração económica.

 

O West Texas Intermediate – referência para os EUA – cai 0,50% para 83,07 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte – negociado em Londres – perde 0,51% para os 90 dólares por barril.

 

Entre os vários bancos centrais que aumentaram as taxas de juro esta semana destaca-se a Reserva Federal norte-americana, que deu sinais de que irá continuar a conduzir uma política restritiva para controlar a inflação, ainda que tal signifique uma recessão.

 

Assim, o petróleo continua a caminho de registar a primeira perda trimestral em mais de dois anos já que o receio sobre o abrandamento económico incorpora o medo de uma redução da procura por crude. O "rally" do dólar também não tem ajudado o ouro negro que se torna mais caro para investidores que negoceiam com outras moedas.

 

No mercado do gás, a matéria-prima negociada em Amesterdão (TTF) – que serve de referência para o mercado europeu – desliza 2,4% para 183 euros por megawatt-hora. O TTF caminha para a quarta perda semanal, tendo registado no acumulado dos últimos sete dias uma queda de 2,6%.

 

Este movimento coincide numa altura em que os reservatórios de gás da Europa estão quase cheios. Segundo a Bloomberg, o armazenamento de gás no bloco está 87% da sua capacidade, sendo ainda de esperar que cheguem mais quatro carregamentos dos EUA por via marítima desta matéria-prima em outubro.

23.09.2022

Europa aponta para o vermelho. Bolsa fechada no Japão

A Europa aponta para um arranque de sessão em terreno negativo, depois de ter encerrado esta quinta-feira a renovar mínimos de mais de janeiro de 2021. Pela Ásia a negociação foi também marcada por perdas.

 

Os investidores continuam a digerir as decisões de política monetária tomadas por vários bancos centrais, tanto na Europa como nos EUA, no sentido do aumento das taxas de juro diretoras, numa altura em que o fenómeno de recessão no Velho Continente parece inevitável.

 

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 caem 0,1%.

 

Pela Ásia, o Kospi na Coreia do Sul caiu 1,82% e o Kosdaq derrapou 2,49%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong perdeu 0,85% e Xangai desvalorizou 1,08%. No Japão as bolsas estiveram fechadas, devido a um feriado nacional.

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