Europa no verde, de olhos postos na época de resultados. Petróleo sobe e juros agravam-se
Acompanhe aqui minuto a minuto o desempenho dos mercados durante a sessão desta quarta-feira.
- Ásia negativa de olhos na Fed. Europa aponta para ganhos ligeiros
- Petróleo valoriza, depois de armazenamento nos EUA ter registado uma redução
- Ouro valoriza ligeiramente
- Dólar cai face à moeda única europeia
- Juros agravam-se. Itália regista o maior "spread" em seis meses
- Europa ganha, com foco na época de resultados
- Tecnológicas colocam Wall Street a sorrir
- Ouro com ligeira queda
- Euro com ligeira subida face ao dólar
- Juros agravam-se na Zona Euro
- Queda de stocks nos EUA anima petróleo
- Europa encerra no verde, impulsionada por resultados
A Europa está a apontar para um início da sessão em terreno positivo, embora com ganhos ligeiros. Já na Ásia a sessão foi de perda, na antecipação de uma subida das taxas de juro por parte da Reserva Federal norte-americana, que será anunciada esta quarta-feira - ao que apontam os analistas está em causa um incremento de 75 pontos base.
Entre os principais movimentos de mercado, a gigante tecnológica Alibaba registou quedas, depois de na terça-feira ter anunciado que ia avançar com uma cotação principal em Hong Kong, em detrimento de Wall Street.
De acordo com analistas consultados pela Bloomberg, o foco vai estar não só na subida das taxas de juro por parte da Fed, mas também em novas pistas do que será a política monetária da autoridade a partir de julho, que deve impactar o dólar e os mercados mundiais.
Na Ásia, pela China, o tecnológico Hang Seng perdeu 1,5% e Xangai caiu 0,1%. No Japão, o Nikkei subiu 0,2% e o Topix ganhou 0,1% Na Coreia do Sul, o Kospi cedeu 0,5%. Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 ganham 0,2%.
O petróleo está a valorizar depois de terem sido divulgados dados que dão conta de uma redução no armazenamento de crude nos Estados Unidos.
O West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA e com entrega prevista em setembro, perde 0,77% para 95,71 dólares. Já o Brent do Mar do Norte, "benchmark" para a Europa e com entrega prevista para o mesmo mês, ganha 0,43% para 104,85 dólares.
O Instituto Americano do Petróleo divulgou uma queda em 4 milhões de barris do armazenamento do país. Isto numa altura em que o presidente norte-americano, Joe Biden, tem tentado reduzir o preço desta matéria-prima pressionando os países da OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados) a aumentar a produção. Uma destas tentativas foi a recente visita à Arábia Saudita.
Esta quarta-feira é também dia de subida das taxas de juro por parte da Reserva Federal norte-americana que poderá ter um impacto real nos preços do petróleo explica Daniel Hynes analista do Australia & New Zealand Banking, à Bloomberg.
"Se a Fed tomar uma decisão ainda mais 'agressiva' numa altura em que se regista uma inflação muito elevada, pode haver uma diminuição dos preços do petróleo a curo prazo", adiantou ainda.
O ouro está a valorizar em dia de subida das taxas de juro por parte da autoridade monetária norte-americana. O presidente da Reserva Federal norte-americana, Jerome Powell, deve anunciar um novo endurecimento das taxas de juro, depois de um aumento em março de 25 pontos base, seguido de outro, de 50 pontos base, em maio e de um novo de 75 em julho.
O ouro, ativo de resguardo por excelência, valoriza 0,13% para 1.719,57 dólares por onça. Já a platina sobe 0,21% para 878,32 dólares e o paládio perde 0,30% para 2.008,57 dólares.
Alguns investidores acreditam que "o trabalho da Fed pode estar terminado no final do ano", explica Edward Moya, analista da Oanda à Bloomberg. "O ouro pode continuar a estabilizar acima dos 1.700 dólares desde que Powell não sinalize uma nova subida em 75 pontos base em setembro", esclareceu.
O dólar está a desvalorizar, depois do Fundo Monetário Internacional (FMI) ter revisto as estimativas do PIB mundial em baixa (para 3,2%) e a inflação em alta (para 6,6% nas economias avançadas). No caso dos Estados Unidos a perspetiva de crescimento é de 2,3%, um corte de 1,4 pontos percentuais sobre o valor que era anteriormente previsto. O dólar está assim a desvalorizar 0,10% face ao euro e a ganhar 0,06% face ao iene. Já
No caso dos Estados Unidos a perspetiva de crescimento é de 2,3%, um corte de 1,4 pontos percentuais sobre o valor que era anteriormente previsto.
O dólar está assim a desvalorizar 0,10% face ao euro e a ganhar 0,06% face ao iene.
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar-se, particularmente em Itália, depois de o S&P Global Ratings ter reduzido as perspetivas de crescimento do país de "positivo" para "estável", justificando com a recente crise política e demissão do primeiro-ministro Mario Draghi. A yield da dívida italiana agrava-se assim 12,2 pontos base para 3,354% e o "spread" em relação à dívida alemã situa-se nos 237,7 pontos base, tendo já tocado nos 238,3 pontos base, o valor mais elevado em seis semanas
Os juros das Bunds alemãs – "benchmark" para o mercado europeu – sobem 4,9 pontos base para 0,967%.
Na Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa a dez anos agravam-se 5,8 pontos base para 2,076%. Em Espanha a yield das obrigações a dez anos ganha 7 pontos base para 2,166%.
As principais praças do Velho Continente estão a negociar em terreno positivo, à medida que os investidores vão avaliando os resultados trimestrais das empresas e a política monetária do outro lado do Atlântico.
O índice de referência europeu, Stoxx 600, ganha 0,23% para 427,09 pontos. A liderar os ganhos está o setor da banca, o único que sobe acima de 1%. Ao passo que o setor que lidera as perdas é o das matérias-primas.
Os investidores estão esta semana focados na "earnings season", com vários resultados de grandes empresas à espera ainda de divulgação. A forma como as empresas estão a lidar com a inflação e a diminuição do sentimento do consumidor é um dos principais focos desta análise.
"A época de resultados está a correr melhor que o esperado é a há cada vez menos revisões do crescimento em baixa do que estávamos à espera", explica Diego Fernandez, analista da A&G Banca Privada, à Bloomberg.
"Faltam apenas três dias desta semana com muita atividade antes do mercado entrar em 'modo agosto', o que deve trazer um mercado com menor movimentação, sem muitas notícias expectáveis", esclareceu ainda.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax soma 0,21%, o francês CAC-40 valoriza 0,33%, o italiano FTSEMIB pula 0,97%, o britânico FTSE 100 sobe 0,32% e o espanhol IBEX 35 ganha 0,44%. Em Amesterdão, o AEX registou um acréscimo de 0,85%. Já o PSI valoriza 0,83%.
As bolsas norte-americanas iniciaram a sessão desta quarta-feira no verde, impulsionadas pelos resultados de algumas gigantes tecnológicas. A resiliência demonstrada por algumas empresas tem ajudado a aliviar a cautela nos mercados, num dia em que a Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) se prepara para anunciar uma nova subida das taxas de juro.
O "benchmark" S&P500 valoriza 0,84% para 3.953,84 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite sobe 2,17 para 11.814,00 pontos e o industrial Dow Jones cresce 0,46% para 31.906,31 pontos.
Os investidores estão esta quarta-feira de olhos postos na reunião da Fed. A autoridade monetária deverá anunciar uma nova subida das taxas de juro diretoras, desta vez em 75 pontos base, numa tentativa de combater a elevada inflação.
O ouro segue a negociar com uma ligeira queda, numa altura em que os investidores estão de olhos postos na reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed). Apesar do estatuto do metal precioso como cobertura contra a inflação, o ouro não tem brilhado, tendo no início do mês caído para o nível mais baixo desde finais de março de 2021.
O "metal amarelo" desvaloriza 0,22% para 1.713,57 dólares por onça, enquanto a platina cresce 0,70% para 882,65 dólares e o paládio valoriza 0,64% para 2.027,63 dólares.
"Se a Fed aumentar as taxas de juro em 100 pontos base, isto pode diminuir a procura pelos metais preciosos. Mas se optarem pela subida em 75 pontos base há hipótese de o ouro ver um alívio", disse Jim Wyckood, analista sénior na Kitco Metals, à Reuters.
O euro está a valorizar ligeiramente face ao dólar, num dia em que a atenção dos investidores está concentrada no encontro da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed). A moeda única valoriza 0,03% para 1,0120 dólares.
Já o índice do dólar da Bloomberg – que compara a nota verde com 10 divisas rivais – soma 0,11% para 107,299 pontos. A nota verde esteva a desvalorizar no início da sessão mas ao longo do dia avançou para terreno positivo.
A Fed deverá anunciar esta quarta-feira uma nova subida das taxas de juro, desta vez em 75 pontos base.
Os juros da dívida soberana na Zona Euro estão a agravar-se, sobretudo em Itália. Isto numa altura em que os investidores estão com maior apetite pelo risco e, por isso, a privilegiarem as ações - apostando assim menos em ativos considerados mais seguros, como é o caso das obrigações soberanas. E quando as obrigações cedem terreno, os juros sobem.
A yield da dívida italiana a 10 anos agrava-se em 8,5 pontos base para 3,317%, depois de o S&P Global Ratings ter reduzido as perspstivas de crescimento do país.
Os juros das bunds alemãs – "benchmark" para o mercado europeu - seguem a crescer 1,7 pontos base para 0,936% e a yield da dívida espanhola aumenta 2,9 pontos base para 2,126%.
Por cá, os juros da dívida soberana portuguesa com a mesma maturidade agravam-se 2,4% para 2,042%.
Os preços do petróleo seguem em alta, sustentados pela queda dos inventários nos EUA.
Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a somar 2,01% no contrato de setembro para 106,50 dólares por barril.
Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, avança 2,40% para 97,26 dólares por barril.
A contribuir para animar o mercado está o facto de as reservas norte-americanas de crude terem diminuído na semana passada.
As bolsas europeias encerraram a sessão desta quarta-feira em terreno positivo, num dia em que os investidores digeriram a apresentação de mais resultados trimestrais e se preparam para o anúncio de mais uma subida de taxas por parte da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed).
O Stoxx 600 subiu 0,47% para 428,12 pontos, impulsionado pelo setor das viagens e lazer (2,97%) e da tecnologia (1,47%).
Entre os restantes índices da Europa Ocidental, o alemão Dax aumentou 0,53%, o francês CAC-40 valorizou 0,75%, o italiano FTSEMIB subiu 1,52%, e o espanhol IBEX 35 cresceu 0,68%. Em Amesterdão, o AEX aumentou 1,03%.
"A earnings season está a correr melhor do que o esperado, com menos revisões em baixa do que prevíamos", disse Diego Fernandez, analista da A&G Banca Privada, à Bloomberg.
Mais lidas