Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas em máximos de outubro e juros alemães com maior subida semanal em mais de um ano

Fecho dos mercados: Bolsas em máximos de outubro e juros alemães com maior subida semanal em mais de um ano

Os dados económicos positivos na Alemanha e na China impulsionaram as bolsas europeias para máximos de quase cinco meses, enquanto os juros da dívida pública alemã seguem a caminho da maior subida semanal em mais de um ano.
Fecho dos mercados: Bolsas em máximos de outubro e juros alemães com maior subida semanal em mais de um ano
Bloomberg
David Santiago 01 de março de 2019 às 17:21

Os mercados em números

PSI-20 subiu 1,02% para 5.238,54 pontos

Stoxx 600 valorizou 0,39% para 374,24 pontos

S&P 500 cresce 0,30% para 2.791,21 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,2 pontos base para 1,491%

Euro ganha 0,11% para 1,1383 dólares

Petróleo recua 1,30% para 65,45 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas em máximos de outubro com dados económicos na Alemanha

As principais bolsas europeias negociaram em terreno positivo pela segunda sessão consecutiva, com o índice de referência europeu Stoxx600 a tocar em máximos de 8 de outubro do ano passado e o lisboeta PSI-20 a transacionar no valor mais alto desde 5 de outubro. O Stoxx600 terminou o dia a ganhar 0,39% para 374,24 pontos e o PSI-20 a subir 1,02% para 5.238,54 pontos.

 

A animar as bolsas europeias estiveram sobretudo os setores automóvel e do retalho.

 

A justificar o sentimento positivo no velho continente esteve a divulgação de dados económicos favoráveis. As vendas a retalho na Alemanha, a maior economia europeia, avançaram em fevereiro ao ritmo mais rápido desde outubro de 2016.

 

Também o índice PMI na China mostrou que um aumento do número de encomendas das empresas acima do esperado pelos analistas.

 

Juros da dívida alemã com maior subida semanal num ano

Os juros das dívidas públicas na Zona Euro negoceiam no mercado secundário sem tendência definida. Destaque para a "yield" associada às obrigações germânicas a 10 anos que avança para máximos de 30 de janeiro no quinto dia consecutivo de agravamento. A taxa de juro segue a subir 0,4 pontos base para 0,187%.

 

Os juros da dívida alemã a 10 anos encaminham-se mesmo para registar a subida semanal em mais de um ano, evolução que a Reuters justifica com o atenuar dos receios quanto ao abrandamento da economia global e também da área do euro e face aos riscos políticos.

Esta subida expressiva explica-se em parte pela correção face ao ciclo de descidas verificado nas últimas semanas e também porque a diminuição da percepção de riscos geopolíticos e do receio quanto ao abrandamento económico levam os investidores a verem menor necessidade de apostar na segurança das "bunds" germânicas.

 

Nota também para os juros correspondentes aos títulos soberanos da Grécia com maturidade a 10 anos que negoceiam em mínimos de 2006 numa altura em que recuam 1,3 pontos base para 3,651%.

 

Já a "yield" correspondente às obrigações portuguesas a 10 anos sobe 0,2 pontos base para 1,491%, enquanto a taxa de juro associada aos títulos transalpinos com a mesma maturidade recua 1,2 pontos base para 2,740%.

 

Euro com subida ligeira contra o dólar

A moeda única europeia está a negociar em alta face ao dólar pela segunda sessão seguida, embora voltando a registar ganhos muito ligeiros relativamente à divisa norte-americana. O euro aprecia 0,11% para 1,1383 dólares.

 

Já o dólar transaciona nos mercados cambiais em queda ténue contra as principais moedas mundiais depois de o índice ISM que mede a evolução da produção industrial dos EUA ter recuado para mínimos de dois anos.

 

Petróleo perde mais de 1% com queda da atividade industrial nos EUA

O preço do petróleo recua nos mercados internacionais depois de ontem ter fechado o segundo mês consecutivo a acumular valor. O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e utilizado como valor de referência para as importações nacionais, perde 1,30% para 65,45 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), que é transacionado em Nova Iorque, recua 1,10% para 56,59 dólares.

 

A pressionar a negociação da matéria-prima está o facto de a atividade industrial nos EUA ter caído para mínimos de dois anos. A travar maiores perdas do "ouro negro" esteve o facto de os Estados que integram a organização dos países exportadores de petróleo (OPEP) terem todos confirmado a diminuição da produção acordada no final de 2018 com o objetivo de reduzir a oferta global de crude e assim potenciar a respetiva valorização. Houve mesmo casos em que a produção ficou abaixo dos níveis acordados, refere a Bloomberg.

  

Ouro a caminho de pior semana desde novembro

O metal precioso está a depreciar 0,79% para 1.303,01 dólares por onça, penalizado pela redução da perceção desta matéria-prima enquanto ativo de refúgio.

A justificação está relacionada com os dados económicos positivos hoje conhecidos, especialmente na China e Alemanha. Mas também com as indicações otimistas noticiadas quanto a um eventual desfecho positivo das conversações em curso entre os EUA e a China para um acordo comercial.




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