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Ao minutoAtualizado há 50 min10h52

Europa vive melhor sessão em um ano com paz à vista no Médio Oriente. EasyJet dispara 13%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.

Frankfurt, mercados financeiros
Frankfurt, mercados financeiros Andreas Arnold / AP
10:52
há 50 min.10h51

Europa vive melhor sessão em um ano com paz à vista no Médio Oriente. EasyJet dispara 13%

easyjet avião aviões aviação

As principais praças europeias estão a reagir com grande euforia as notícias de cessar-fogo no Irão, registando a melhor sessão em um ano, num dia em que os investidores apostam em força nos ativos de risco. As hostilidades no Médio Oriente deverão ser interrompidas durante duas semanas, em troca pela reabertura do estreito de Ormuz pelo mesmo período de tempo, enquanto os EUA e a República Islâmica continuam com negociações para alcançar a paz. 

O "benchmark" para a negociação europeia, o Stoxx 600, avança 3,49% para 611,22 pontos - o maior ganho intradiário desde abril do ano passado, no rescaldo dos avanços e recuos de Donald Trump, Presidente dos EUA, em relação às suas infames tarifas "recíprocas". O setor do "oil&gas" é dos poucos que cai esta quarta-feira, pressionado pela desvalorização de mais de 13% do petróleo a esta hora, enquanto as companhias áreas estão a conseguir recuperar terreno perdido desde o estalar da guerra. 

A EasyJet, até aqui bastante pressionada pelo aumento dos preços do "jet fuel" na Europa, chegou a disparar mais de 13% esta manhã, tendo entretanto reduzido os ganhos para 10,75%. Também as mineiras registam grandes valorizações, com as empresas, como a Antofagasta e a ArcelorMittal, a beneficiarem da subida nos preços dos metais preciosos. A primeira salta 11,94% e a segunda cresce 11,22%. 

"Para os mercados, um cessar-fogo reduz significativamente o risco de escalada a curto prazo. Essa redução do risco é frequentemente suficiente para desencadear uma rápida reavaliação dos preços, mesmo que persistam incertezas a longo prazo", explica Ray Sharma-Ong, vice-diretor de soluções personalizadas de multiativos da Aberdeen Investments, num comentário enviado ao Negócios. 

Horas antes de terminar o prazo do ultimato dado por Donald Trump ao Irão, um acordo parecia virtualmente impossível. Terça-feira ficou marcada por uma intensificação da retórica entre ambas as partes, depois de o Presidente dos EUA ter dito que “uma civilização inteira iria morrer” se Teerão não chegasse a um acordo de cessar-fogo que permitisse o desbloqueio do estreito de Ormuz até às 20:00 de terça-feira (01:00 de quarta-feira em Lisboa).

Olhando para os resultados por praças, o alemão DAX lidera os ganhos regionais, ao acelerar 4,69%. Já o francês CAC-40 ganha 4,14%, o espanhol IBEX 35 salta 3,28%, o britânico FTSE-100 valoriza 2,53%, enquanto o italiano FTSEMIB escala 3,65% e o neerlandês AEX acelera 3,02%.

10h00

Juros afundam na Zona Euro após EUA e Irão chegarem a acordo

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a afundar esta quarta-feira, depois de os EUA e o Irão terem concordado em interromper as hostilidades durante duas semanas, de forma a abrirem espaço para negociações de paz. O cessar-fogo compreende a retoma da circulação de embarcações pelo estreito de Ormuz, aliviando pressões sobre os preços do petróleo que estavam a levar os investidores a apostarem numa inflação mais elevada e em taxas de juro mais restritivas. 

"Se o cessar-fogo de duas semanas se mantiver e for alcançado algum compromisso que permita reabrir o estreito, o impacto económico global deste conflito vai revelar-se controlável. Consideraríamos isto como um choque temporário nos níveis de preços que poderá não se repercutir nos consumidores ou nas empresas em algumas economias", explica Michael Langham, economista de mercados emergentes na Aberdeen Investments. "Neste caso, os bancos centrais podem, em termos gerais, retomar o rumo que tinham antes do conflito", acrescenta, num comentário enviado ao Negócios.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, afundam 16 pontos base para 2,921%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 22,6 pontos para 3,551%. Já em Itália, os juros perdem 26,9 pontos para os 3,694%.

Pela Península Ibérica, regista-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a aliviar em 19,7 pontos base para 3,310%. A rendibilidade das obrigações espanholas, por sua vez, desliza 20,2 pontos para 3,363%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, perdem 20,2 pontos base para 4,696%. 

09h08

Dólar desliza 1% face ao euro após cessar-fogo no Irão. Yuan atinge máximos de três anos

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

O dólar chegou a cair quase 1% esta quarta-feira face aos seus principais rivais, depois de os EUA e o Irão terem chegado a um acordo de cessar-fogo, que vai vigorar durante duas semanas - reduzindo, assim, o apetite dos investidores por aquele que tem sido o ativo de refúgio predileto face ao estalar do conflito no Médio Oriente. O acordo compreende a livre passagem de embarcações pelo estreito de Ormuz por esse período tempo, embora várias agências internacionais estejam a noticiar que a travessia só será feita com o pagamento de uma taxa. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" em comparação com os seus principais concorrentes - cede 0,87%, caindo para mínimos de quatro semanas com os investidores a reduzirem as possibilidades de a Reserva Federal (Fed) interromper o ciclo de alívio das taxas de juro este ano. Por sua vez, o euro avança 0,82% para 1,1691 dólares, atingindo o valor mais elevado desde inícios de fevereiro, enquanto a libra ganha mais de 1% para 1,3426 dólares. 

"O caminho de menor resistência é aquele que favorece o risco e aposta na desvalorização do dólar e na valorização dos ativos de risco", explica Rodrigo Catril, estratega do National Australia Bank, à Bloomberg. "Para os mercados, o teste definitivo será saber se os navios conseguem navegar em segurança pelo estreito e, à medida que os dados forem surgindo, poderemos avaliar o impacto inflacionista do conflito até ao momento", acrescenta. 

Já o yuan chinês atingiu o seu valor mais elevado desde fevereiro de 2023 face ao dólar norte-americano, com a taxa "onshore" - negociado nos mercados internos - a alcançar os 6,8291 yuan por dólar, após ter valorizado quase 1% ao longo da última semana. No início de 2025, a moeda chinesa tinha-se aproximado de mínimos de 2007, perante o regresso de Donald Trump à Casa Branca e o receio de uma escalada tarifária entre Pequim e Washington.

08h47

Ouro avança mais de 3% com interrupção das hostilidades no Irão

Barra de ouro de 1 kg na mão, com outras barras e moedas de ouro visíveis

O ouro chegou a avançar mais de 3% esta quarta-feira, depois de os EUA e o Irão terem concordado suspender as hostilidades por duas semanas, de forma a ganharem tempo para discutir um acordo de paz duradouro. A nova ronda de negociações começa já na sexta-feira em Istambul e, como parte do cessar-fogo, a República Islâmica concordou em retomar a livre circulação de embarcações no estreito de Ormuz - embora agências internacionais refiram que a mesma só será possível com o pagamento de uma taxa. 

A esta hora, o ouro reduziu ligeiramente os ganhos e encontra-se a acelerar 2,37% para 4.819,68 dólares por onça, aproximando-se da barreira dos 5 mil dólares em que negociava no período pré-guerra. Apesar de o metal amarelo normalmente beneficiar de uma escalada nas tensões geopolíticas globais, a interrupção das travessias em Ormuz mergulhou o mundo na maior crise energética da história recente, levando os investidores a preverem um grande impacto na inflação e, consequentemente, na forma como os bancos centrais por todo o globo olham para a política monetária. 

"A subida do ouro acima dos 4.800 dólares reflete uma reavaliação do risco, em vez de uma mudança completa de tendência", explica Ahmad Assiri, estratega da Pepperstone Group, à Bloomberg. "Esta subida sugere que os mercados estão agora a prever uma menor probabilidade de perturbações prolongadas, mantendo, no entanto, um desconto significativo em relação à situação anterior à crise no Irão", diz ainda.

Desde os primeiros ataques no final de fevereiro, realizados pelos EUA e Israel, o ouro já perdeu cerca de 9% do seu valor. O metal precioso tem estado a recuperar, embora de forma lenta, nos últimos dias com os investidores a mostrarem-se esperançosos com um cessar-fogo, beneficiando ainda das expectativas de que um abrandamento do crescimento económico mundial venha a contrariar as subidas nas taxas de juro. 

08h23

Cessar-fogo no Irão afunda petróleo e gás natural. Brent cai 16% e aproxima-se dos 90 dólares

Petróleo estabiliza nos mercados após queda de três dias

A pausa nas hostilidades no Médio Oriente e as perspetivas de uma retoma da circulação no estreito de Ormuz estão a ser suficientes para afundar o preço do petróleo e do gás natural nos mercados internacionais. Os EUA e o Irão conseguiram chegar, finalmente, a um acordo de cessar-fogo de duas semanas na madrugada desta quarta-feira, após um dia em que a tensão entre as duas partes foi palavra de ordem, com o Presidente norte-americano a ameaçar aniquilar toda a civilização iraniana caso a República Islâmica não reabrisse uma das mais importantes vias marítimas para o comércio global. 

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07h44

Fim de guerra à vista deixa bolsas mundiais em euforia. "Benchmark" asiático dispara 5%

Após mais de cinco semanas de conflito, os EUA e o Irão conseguiram, finalmente, alcançar um acordo de cessar-fogo temporário - e os mercados reagiram com grande euforia às notícias. Os preços do petróleo observaram a maior queda em seis anos e as principais praças asiáticas quase conseguiram apagar por completo as perdas registadas desde o arranque da guerra no último dia de fevereiro. As bolsas europeias devem seguir o mesmo caminho, com os futuros do Euro Stoxx 50 a dispararem mais de 5%. 

O acordo de cessar-fogo não significa o fim da guerra, mas as duas partes comprometeram-se a acabar com as hostilidades durante duas semanas. O Irão também garantiu aos EUA que iria permitir a passagem segura de embarcações pelo estreito de Ormuz durante esse período - um movimento que vai ajudar a restabelecer os fluxos de petróleo no mundo, depois de a interrupção da navegação nesta via marítima ter provocado a maior crise energética da história recente. 

O "benchmark" para a negociação asiática - MSCI Asia Pacific - saltou 5,1% esta quarta-feira, atingindo máximos de cinco semanas, numa altura em que os investidores antecipam que a queda nos preços do petróleo contenha a inflação e reviva o crescimento económico. Também nos EUA a euforia se faz sentir, embora em menor escala, com os futuros do S&P 500 a avançarem mais de 2,7%. 

As grandes movimentações são prova de como os mercados estavam com os "nervos em franja" devido à situação no Médio Oriente. Horas antes do cessar-fogo ter sido anunciado, o Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou aniquilar toda a civilização iraniana caso o país decidisse manter o estreito de Ormuz fechado, levantando preocupações de uma nova escalada no conflito que agravasse - ainda mais - as perdas da maioria das principais praças globais. 

"Por enquanto, isto é um alívio para os mercados - a situação acalmou", declara Hiroyuki Ueno, estratega-chefe da Sumitomo Mitsui Trust Asset Management, à Bloomberg. "Mas não há garantias de que tudo corra bem a partir daqui e os investidores não devem deixar-se levar pelo entusiasmo", acrescenta, referindo que este acordo representa apenas uma pausa temporária na guerra e que a nova ronda de negociações só arranca na sexta-feira. 

Entre as principais movimentações por praça, o sul-coreano Kospi liderou os ganhos regionais ao disparar mais de 7% esta quarta-feira, depois de ter sido uma das principais praças penalizadas pelo estalar do conflito no Médio Oriente. Já o japonês Nikkei 225 escalou 5,40% e os chineses Hang Seng e Shanghai Composite aceleraram 3,21% e 2,51%, respetivamente. Pela Índia também se celebra o acordo, com o Nifty 50 a ganhar mais de 3%. 

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