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Ao minuto20.07.2020

Acordo europeu leva bolsas para máximos de março e juros de Portugal para mínimos de quatro meses

Acompanhe aqui o dia dos mercados.

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 20 de Julho de 2020 às 17:36
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20.07.2020

Bolsas europeias em máximos desde março à boleia de acordo para Fundo e vacinas

As bolsas europeias avançaram para máximos desde março animadas com os bons resultados dos testes de uma vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo acordo de princípio alcançado na cimeira europeia para a aprovação do Fundo de Recuperação da UE face à pandemia da covid-19.


Após três dias e três noites de negociações difíceis e desgantantes, ao final da última madrugada os líderes europeus atingiram um acordo de princípio que reduz a verba do Próxima Geração UE dos 750 mil milhões de euros inicialmente propostos para 700 mil milhões.


A maior diferença diz respeito ao rácio entre subvenções e empréstimos, agora com um maior equilíbrio entre as duas modalidades. Em vez dos 500 mil milhões que a Comissão Europeia avançou, e que Charles Michel reiterou, a fundo perdido, a verba a alocar via subvenções é cortada para 390 mil milhões de euros (corte de 20%), pelo que o montante a distribuir a título de empréstimos passa de 250 mil milhões para 310 mil milhões de euros. 

 

O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas do Velho Continente, encerrou a somar 0,75% para 375,51 pontos.

 

As principais praças da Europa Ocidental fecharam praticamente todas no verde, com destaque para a bolsa de Atenas, que subiu 2,05%, seguida da praça lisboeta com um ganho de 1,20%.

 

O índice alemão Dax valorizou 0,99% e em Amesterdão o AEX valorizou 0,93%.

 

Em contraciclo esteve o índice britânico FTSE, que cedeu 0,46% para 6.261,52 pontos.

20.07.2020

Juros de Portugal e Espanha em mínimos de quatro meses

A notícia de que foi alcançado um acordo dos líderes europeus para o plano de recuperação económica levou os juros das dívidas públicas dos países da Zona Euro a recuarem. Portugal, Espanha e Itália registam mesmo mínimos desde março.

A "yield" dos títulos soberanos de Portugal com prazo a 10 anos cede 5 pontos base para 0,361%, o valor mais baixo desde 9 de março.

Já a taxa de juro referente à dívida da Espanha a 10 anos desce 5,1 pontos base para os 0,351%, o valor mais baixo desde 12 de março, e mantendo-se abaixo da contrapartida exigida pelos investidores para comprarem obrigações soberanas de Portugal no mercado secundário.

Nota ainda para a taxa de juro correspondente à dívida italiana a 10 anos, que recua 6,7 pontos base para 1,100%, a quinta queda seguida que coloca a "yield" transalpina a 10 anos em mínimos de 6 de março.

As "bunds" alemãs, que são a referência do mercado, recuavam um ponto base, para os -0,462%.

20.07.2020

Petróleo cede, mas pouco

Apesar de estarem baixa, as cotações do "ouro negro" estão com tendência de recuperação.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em agosto segue a perder 0,22% para 40,50 dólares por barril.

 

Já o contrato de setembro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, desvaloriza 0,28% para 43,02 dólares.

 

O aumento das infeções por covid-19 tem sido notório em muitos países, o que convida à cautela dos investidores, que receiam uma menor procura de combustível devido ao impacto da pandemia e das restrições impostas pelos governos.

 

No entanto, esta prudência é contrabalançada com algum otimismo em torno de uma potencial vacina de combate à covid-19.

 

Além disso, as conversações em Bruxelas para a aprovação de um Fundo de Recuperação que visa revitalizar as economias atingidas pela pandemia também estão a ajudar a reduzir as perdas do crude nesta segunda-feira.

20.07.2020

Euro interrompe rally "escaldado" com quente-e-frio do Conselho Europeu

A moeda única europeia já tocou num máximo de março deste ano depois de, esta manhã, se terem demonstrado promissoras as hipóteses para que o Conselho Europeu chegasse a acordo sobre os estímulos económicos de resposta à covid-19.

Contudo, a divisa do bloco segue agora a cair 0,10% para os 1,1417 dólares. Apesar de a generalidade dos líderes europeus se mostrarem confiantes de que pode ser alcançado um consenso, ainda nada está concretizado e o início do encontro foi adiado por uma hora.

20.07.2020

Prata arranca ouro da ribalta

O metal cinza está a subir 1,77% para os 19,6702 dólares por onça, mas já esteve acima da fasquia dos 20 dólares, tocando, desta forma, num máximo de 2016.

A impulsionar as cotações da prata estão as preocupações em torno da oferta do metal, numa altura em que as minas de ouro e de prata são as que mais sofreram com as disrupções na atividade, entre as 275 minas que cessaram atividade a nível global.

Ao mesmo tempo, a prata tem assumido o papel de ativo refúgio a par do "mais ofuscante" ouro, que tem batido e se prepara para bater novos recordes, de acordo com as previsões dos analistas.

20.07.2020

Wall Street aos tropeções na corda bamba com covid-19 a rasteirar

Os três índices norte-americanos estão a apresentar variações muito ligeiras, com a maioria a resvalar timidamente para o vermelho.

A manchar o desempenho dos índices norte-americanos estão os desenvolvimentos da pandemia de covid-19 nos Estados Unidos, onde o responsável pela cidade de Los Aneles já avisou que poderia ser obrigado a ditar novas medidas de confinamento, tendo em conta o número de mortes crescente que se tem vindo a verificar.

O generalista S&P500 segue quase inalterado, com um desvalorização de 0,029% para os 3223,78 pontos, enquanto o Dow Jones cai 0,038% para os 26.661,84 pontos. O tecnológico Nasdaq vai no sentido oposto, avançando 0,019% para os 10.505,81 pontos.

No mundo empresarial, a Noble Company destaca-se ao valorizar 7,61% para os 10,39 dólares, depois de a Chevron ter acordado comprar esta empresa por 5 mil milhões em ações.

A AstraZeneca também se evidencia numa altura em que a vacina de combate à covid-19, produzida em conjunto com a Universidade de Oxford, começa a mostrar resultados positivos. A farmacêutica sobe 5,56% para os 120,85 dólares em bolsa.

20.07.2020

Bolsas invertem para terreno positivo com esperança em acordo no Conselho Europeu

As bolsas europeias apagaram as perdas da abertura e evoluem agora em terreno positivo, com investidores confiantes que os líderes europeus vão selar esta tarde o acordo para criar um fundo de recuperação com fundos suficientes para impulsionar a retoma da economia.

O Stoxxx600 valoriza 0,25% para 373,63 pontos e a maioria dos índices nacionais também negoceia em terreno positivo. É o caso do PSI-20, que soma 0,3% para 4.493,12 pontos, apoiado nas subidas acima de 2% dos CTT e da Navigator.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, colocou em cima da mesa uma nova proposta de corte do valor das subvenções do fundo de recuperação para 390 mil milhões de euros, que será agora do agrado dos "cinco frugais". Os líderes europeus reiniciam os trabalhos às 16h00 (15h00 em Lisboa).

O otimismo com um acordo sobre o fundo de recuperação está também a ter reflexo na negociação do euro, que negoceia em máximos de 4 meses perto dos 1,15 dólares. 

20.07.2020

Juros portugueses no sobe-e-desce

Há seis sessões consecutivas que os juros a dez anos de Portugal ora pisam território positivo, ora recuam para o terreno negativo. 

Esta segunda-feira, estes juros aliviam 0,9 pontos base para os 0,407%. Uma tendência idêntica à Itália, com a diferença que a "bota" europeia palmilha o vermelho há cinco sesões consecutivas. Espanha jjunta-se aos irmaos do sul com uma descida de 0,9 pontos  base para os 0,397%. 

Já a referência europeia, a Alemanha, contraria ao mostrar um agravamento da remuneração da dívida para a mesma maturidade. As bunds somam 0,08 pontos base para -0,442%. Na Holanda, que é visto como o país que lidera as cinco nações que estão a opor-se ao pacote de estímulos previso para a Europa, os juros a dez anos avançam também, 0,07 pontos base para pos -0,309%. 

20.07.2020

Ouro guarda brilho para o soltar em novos recordes

O metal amarelo está contido, mostrando uma quebra de 0,04% para os 1809,61 dólares por onça. Mas este não é o caminho que o ouro deverá traçar daqui para a frene, diz o Citigroup. Este banco defende que se avizinham novos recordes para este metal, ultrapassando os níveis mais altos de sempre, que foram alcançados pela última vez em 2011.

Os preços do ouro estão a beneficiar de políticas monetárias expansionistas e taxas reais baixas, explicam os analistas do Citigroup. Nos próximos seis a nove meses, o metal deverá atingir um máximo de sempre, com uma probabilidade de 30% de que chegue a ultrapassar os 2.000 dólares dentro de cinco meses.

O ouro já somou quase 20% este ano, beneficiando do estatuto de ativo refúgio que agradou aos investidores face à incerteza provocada pela crise pandémica.

20.07.2020

Euro agarra-se à esperança de acordo

A moeda única europeia está a valorizar 0,17% para os 1,1448 euros, e já chegou mesmo a tocar um máximo pré-pandémico, isto é, de 9 de março.

O euro valoriza numa altura em que se levantam renovadas esperanças de que os países europeus consigam chegar a bom-porto nas discussões sobre o pacote de estímulos que deverá ser lançado para combater os efeitos económicos nefastos da pandemia.

20.07.2020

Europa cede perante braço-de-ferro nos estímulos

As bolsas europeias alinham-se no vermelho numa altura em que o pacote de estímulos para combater a covid-19 está a encontrar grande oposição por parte de cinco dos Estados membros.

O grupo dos chamados "frugais", constituído pela Holanda, Áustria, Dinamarca, Suécia e agora também a Finlândia, tem-se oposto firmemente ao pacote de 750 mil milhões de euros de apoio aos países do euro que havia sido proposto para o combate à pandemia. Os cinco opositores querem uma quantia total menor e também um menor peso das subvenções, o que tem dificultado o acordo. Contudo, após uma madrugada de reboliço nas negociações, parece que os 27 países conseguiram finalmente chegar perto do consenso, com uma proposta mais aproximada dos interesses dos frugais: o valor a atribuir através de subvenções desceu aos 390 mil milhões de euros. Desta forma, espera-se que esta segunda-feira haja condições para dar por concluídas as negociações e avançar com a aguardada ajuda às economias, embora com um poder de fogo menor que o inicialmente anunciado.

A pressionar as cotações estão ainda as notícias de que a pandemia continua a impor-se um pouco por todo o mundo e, designadamente, em Hong Kong e Los Angeles, o aumento do número de casos está a dar azo a novas restrições à circulação.

Esta semana está ainda repleta de datas de divulgação de resultados financeiros, que deverão mexer com os mercados.

No meio de todas estas forças, o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx600, mostra uma queda de 0,53% para os 370,74 pontos. Com uma quebra também acima dos 0,5% seguem a maioria das principais praças, como é o caso de Madrid, Londres e Paris.  

20.07.2020

Petróleo cede pela terceira sessão

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, está a negociar em terreno negativo pela terceira sessão consecutiva.

O barril londrino desce 0,83% para os 42,78 euros numa altura em que as preocupações relativamente à diminuição da procura se estão a acentuar. O número de infeções de covid-19 acelera em Hong Kong e em Los Angeles já se antevê um novo período de confinamento, dada a aceleração no número de mortes – embora o movimento seja o oposto no Arizona e na Florida.

A travar maiores quebras está a disciplina russa, com o gigante de leste a manter os níveis de produção da matéria-prima historicamente baixos no próximo mês.  

20.07.2020

Pandemia e época de resultados deixam ações globais sem direção

Os títulos acionistas dão início à negociação sem direção definida, com a pandemia a alastrar-se e a época de resultados a inquietar os investidores. Na Europa, o foco está nas negociações do pacote de estímulos para a recuperação, que pode ter um desfecho positivo esta segunda-feira.

Na Austrália e Coreia de o Sul, as ações desceram, enquanto no Japão e Hong Kong as alterações foram poucas, a par do volume. A mesma tendência, de oscilações ligeiras, se espera na Europa. Já os futuros Estados Unidos estão a pender para o negativo. Apenas na China a negociação mostrou grande força, com ganhos de mais de 2%.

Depois de três semanas de subidas, os investidores estão a "olhar em volta" e a avaliar o potencial dos novos estímulos, à medida que a pandemia continua a lesar a economia.

Em Hong Kong foi registado um novo número recorde de novos casos e o Governo vai requeer que os funcionários públicos trabalhem a partir de casa. Em Los Angeles, o responsável da cidade também já anunciou a probabilidade de pedir novo confinamento. Já Nova Iorque continua a caminhar no sentido de uma maior abertura d atividade económica.

"O nosso caso base continua a apontar para uma recuperação económica, mas com o cenário de uma retoma profunda em V a dar lugar a algo mais lento e instável daqui para a frente", dizem os analistas da AMP Capital Investors, consultados pela Bloomberg.  Os novos confinamentos e as eleições nos Estados Unidos afirmam-se como os principais riscos.

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