Novo Nordisk recupera e impulsiona bolsas europeias. Stellantis afunda 25%
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira. Prata volta a destacar-se por uma forte volatilidade. No petróleo, as atenções estão viradas para o encontro entre os EUA e o Irão. Bitcoin também marca a agenda diária.
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Juros das Gilts aliviam de forma significativa. Zona Euro mista
Os juros das dívidas soberanas dos países da Zona Euro terminaram a sessão sem tendência definida e pouco alterados. Já os juros das "Gilts" britânicas registaram um alívio significativo, já que estas obrigações foram impulsionadas pela crescente especulação de que as taxas de juro do país poderão descer no próximo mês.
A "yield" das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a região, caiu 0,1 pontos-base para 2,840%, enquanto os juros das obrigações francesas com a mesma maturidade subiram 0,1 pontos-base para 3,445%. Por Itália, os juros das obrigações a dez anos desceram ligeiros 0,2 pontos-base para 3,465%.
Pela Península Ibérica, a "yield" da dívida portuguesa na maturidade de referência acelerou 0,3 pontos-base para 3,203%, enquanto os juros das obrigações espanholas caíram 0,1 pontos para 3,218%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas a dez anos registaram a maior alteração da sessão, com uma descida de 4,4 pontos-base para 4,514%. A ideia de que o Banco de Inglaterra possa cortar os juros na próxima reunião surgiu depois de ontem, na última decisão do BoE, ter havido bastante indecisão entre uma descida e manter os juros inalterados.
Wall Street recupera de semana de "montanha-russa". Amazon tomba 9%
As bolsas norte-americanas arrancaram a última sessão da semana em alta, recuperando das perdas das sessões anteriores, numa semana marcada pela alta volatilidade à boleia das ações de tecnologia e da queda das criptomoedas, em especial da bitcoin.
O S&P 500 sobe 0,9% para 6.863,62 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite ganha também 0,9% para 22.743,29 pontos e o industrial Dow Jones soma 1,2% para 49.494,46 pontos.
As subidas dão-se mesmo com algumas ações de tecnologia ainda em queda. A Amazon, que apresentou na noite passada resultados trimestrais, tomba 9,45%. A gigante de e-commerce divulgou um lucro por ação ligeiramente abaixo das expectativas dos analistas e informou o mercado de que vai investir 200 mil milhões de dólares este ano na construção de sistemas de inteligência artificial, o que parece estar a assustar os investidores.
No entanto, este avultado volume de investimento está a animar outras ações do setor, como a Nvidia, que escala 3,73%, e a Sandisk, que sobe 3,5%. Já a Microsoft soma 1,6%.
Já o Reddit sobe 1,64% depois de a empresa ter anunciado resultados trimestrais acima do esperado, projeções otimistas e um programa de recompra de ações.
O impulso surge ainda de uma parte do mercado que acredita que a Reserva Federal, que será liderada por Kevin Warsh a partir de maio, irá cortar as taxas de juro duas vezes este ano. Uma combinação do foco da Administração de Trump na acessibilidade financeira e um cenário de um mercado de trabalho em declínio pode abrir caminho para novas flexibilizações monetárias, disse Mohit Kumar, estratega-chefe da Jefferies na Europa, à Bloomberg.
Euribor cai a três meses para menos de 2% pela primeira desde inícios de novembro
A taxa Euribor desceu hoje a três e a seis meses, no prazo mais curto para menos de 2% pela primeira vez desde seis de novembro, e subiu a 12 meses em relação a quinta-feira. Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 1,999%, continuou abaixo das taxas a seis (2,152%) e a 12 meses (2,227%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu hoje, ao ser fixada em 2,152%, menos 0,020 pontos do que na quinta-feira, quando tinha subido para um novo máximo desde maio do ano passado.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,77% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,85% e 25,09%, respetivamente.
Em sentido contrário, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu, para 2,227%, mais 0,002 pontos do que na sessão anterior. Já a Euribor a três meses baixou hoje e pela primeira vez desde 06 de novembro (1,998%) para menos de 2%, ao ser fixada em 1,999%, menos 0,021 pontos do que na quinta-feira.
Na quinta-feira, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quinta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
Em relação à média mensal da Euribor em janeiro, esta baixou a três, a seis e a 12 meses, de forma mais acentuada no prazo mais longo. A média mensal da Euribor em janeiro desceu 0,020 pontos para 2,028% a três meses e 0,002 pontos para 2,137% a seis meses. Já a 12 meses a média da Euribor recuou 0,022 pontos para 2,245% em janeiro.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Petróleo avança apesar de reunião produtiva entre EUA e Irão
Os preços do petróleo estão a subir esta tarde, mesmo depois de o Irão ter dito que as negociações que decorreram esta sexta-feira com os EUA, em Omã, tinham sido boas e que ambos os lados concordaram em continuar a fim de chegar a um acordo sobre o programa nuclear iraniano.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, disse que as conversações foram um bom começo, com a data e o local da próxima reunião ainda por definir.
Qualquer ponto de discordância poderia interromper o fluxo de "ouro negro", já que cerca de um quinto do consumo mundial total passa pelo Estreito de Ormuz, entre Omã e o Irão.
O West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – valoriza 1,61%, para os 63,11 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – ganha 1,70% para os 68,70 dólares por barril.
O mercado está ainda de foco nas negociações trilaterais entre EUA, Ucrânia e Rússia. Ambas as partes concordaram em trocas de prisioneiros pela primeira vez em cinco meses, numa aproximação no conflito que dura há cerca de quatro anos.
Dólar perde terreno com alívio na aversão ao risco
O dólar norte-americano está a cair esta tarde, a primeira vez em três sessões, numa altura em que os investidores estão novamente à procura de ações e de outros ativos seguros, como os metais preciosos.
Além disso, há uma parte do mercado que acredita que a Reserva Federal, nas mãos do próximo presidente Kevin Warsh, irá proceder a dois cortes nas taxas de juro este ano, o que tende a pressionar a divisa americana.
Ainda assim, a nota verde caminha para a primeira semana de ganhos em quatro semanas.
Esta tarde, o euro ganha 0,30% para 1,1814 dólares e, face à divisa nipónica, o dólar está praticamente inalterado nos 157,08 ienes. O índice do dólar DXY cede 0,16% para 97,66 pontos, mas ainda acumula ganhos de 0,4% na semana.
O iene tem sido a moeda mais pressionada esta semana, antes das eleições legislativas no país, que acontecem este domingo, e que deverá dar a vitória ao atual Governo de Sanae Takaichi.
Novo Nordisk recupera e impulsiona bolsas europeias. Stellantis afunda 25%
As bolsas europeias terminaram a última sessão da semana pintadas de verde, numa altura em que os investidores voltam com apetite pelo risco. A Novo Nordisk, uma das cotadas mais valiosas do bloco e que tem caído nas últimas sessões, voltou aos ganhos, o que também ajudou no sentimento do mercado.
Além disso, numa altura em que as bolsas norte-americanas estão a ser afetadas pela pressão das tecnológicas os ativos europeus surgem como favoritos, já quem têm menos exposição a este setor. No entanto, a longo prazo esta pode não ser uma posição favorável para a Europa. Os analistas da AlphaValue explicam ainda, à Bloomberg, que os gigantes da tecnologia e da inteligência artificial estão nos EUA e na China, ou seja, caso o setor regresse aos favoritos dos investidores, as ações europeias podem voltar a ficar para trás.
Para já, o sentimento é de otimismo. O índice de referência para o bloco, o Stoxx 600, subiu 0,89% para 617,12 pontos, com 18 dos 20 setores que o compõem a negociar no verde. A pressionar esteve o setor automóvel, com quedas de 3%, e o químico, que cedeu 0,45%.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganhou 0,94%, o espanhol IBEX 35 valorizou 1,11%, o italiano FTSEMIB saltou 0,13%, o francês CAC-40 somou 0,43%, ao passo que o britânico FTSE 100 registou uma subida de 0,6%, sendo que o neerlandês AEX somou 1%.
A Novo Nordisk saltou 5,3%, a recuperar das perdas dos últimos dias, com os investidores a aproveitarem as ações mais baratas. Também o banco sueco Handelsbanken elevou a recomendação das ações de manter para comprar.
Na construção, o grupo francês Vinci liderou as subidas do setor, com um aumento de 9,9% após fortes resultados em 2025.
As ações da Kongsberg Gruppen dispararam 19% depois de a empresa norueguesa ter divulgado resultados do ano passado sólidos, impulsionados pela força nos setores da defesa e aeroespacial.
Stellantis afunda mais de 22% e atira Europa para o vermelho
As principais praças europeias estão a negociar maioritariamente em território negativo, com Madrid e Lisboa a escaparem de perdas, num dia em que os investidores continuam a mostrar aversão ao risco e o setor automóvel pesa em grande escala na negociação.
A esta hora, o Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, cai 0,25% para 610,10 pontos, depois de na sessão anterior ter desvalorizado mais de 1% - pressionado sobretudo pelos setores da banca e mineiro. Esta sexta-feira, as instituições financeiras registam um dos melhores desempenhos do principal índice do Velho Continente, acompanhadas pelas ações ligadas às "utilities" (água, luz e gás).
No setor automóvel, a Stellantis afunda 22,40% para 6,34 euros, tocando mínimos de 2020, depois de ter revelado que terá de arcar com 22 mil milhões de euros em despesas relacionadas com uma reformulação das suas operações, numa altura em que a fabricante de automóveis enfrenta custos elevados e vendas de veículos elétricos que não conseguem competir com os pares chineses. A empresa decidiu não pagar dividendos este ano.
O Stoxx 600 atingiu recentemente máximos históricos, mas uma época de resultados que se tem mostrado mista tem limitado os ganhos do "benchmark" europeu. Mesmo assim, o índice está a registar um melhor ano do que os pares norte-americanos, depois de um "sell-off" nas ações tecnológicas do país ter revertido os avanços anuais do S&P 500 e do Nasdaq Composite e atirado os índices para um saldo negativo.
"A Europa tem muito menos exposição à tecnologia do que os EUA, por isso faz sentido que esteja a ter um desempenho superior neste momento", explica Laurent Lamagnere, vice-presidente executivo da Alphavalue, à Bloomberg. "Dito isto, os vencedores da inteligência artificial estão na China e nos EUA, não na Europa, por isso, a longo prazo, a posição dos mercados bolsistas europeus não é assim tão favorável", antecipa.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recua 0,10%, o francês CAC-40 cede 0,37%, enquanto o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,66%, o britânico FTSE 100 regista perdas de 0,29% e o neerlandês AEX cai 0,28%. Já o espanhol IBEX 35 avança 0,19% e o português PSI ganha 0,18%.
Juros aliviam na Zona Euro. Alemanha regista maior queda
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a aliviar esta sexta-feira, um dia depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter decidido manter as taxas de juro inalteradas com Christine Lagarde a mostrar-se confortável com o mais recente "rally" do euro e o seu impacto na inflação. Este recuo na "yield" das obrigações acontece ainda num dia em que os investidores mostram-se mais avessos ao risco.
Neste contexto, a "yield" das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a região, cai 2,2 pontos-base para 2,819%, enquanto os juros das obrigações francesas com a mesma maturidade cedem 1 ponto para 3,443%. Por Itália, os juros das obrigações a dez anos aliviam em 1,3 pontos para 3,454%.
Pela Península Ibérica, a "yield" da dívida portuguesa e a das obrigações espanholas na maturidade de referência recuam ambas 1,5 pontos-base para 3,186% e 3,204%, respetivamente.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas a dez anos seguem a tendência, ao deslizarem 1,4 pontos-base para 4,543%, depois de o Banco de Inglaterra ter decidido manter as taxas de juro inalteradas. No entanto, e olhando já para a próxima reunião, o governador do banco central, Andrew Bailey, endossou os mercados ao apostar numa probabilidade de 50% de um corte.
Dólar gravita em torno de máximos de duas semanas. Bitcoin ensaia recuperação
O dólar está a negociar com pequenas perdas esta manhã, apesar de se conseguir manter bastante próximo do máximo de duas semanas que atingiu na sequência da nomeação de Kevin Warsh como líder da Reserva Federal (Fed) norte-americana. Já o iene estabiliza, em antecipação às eleições deste fim de semana, que devem dar uma maioria reforçada a Sanae Takaichi para avançar com grandes estímulos à economia e uma política orçamental expansiva.
A esta hora, o euro avança 0,09% para 1,1788 dólares, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter decidido manter as taxas de juro inalteradas na reunião de quinta-feira. Após a decisão ter sido anunciada, Christine Lagarde desvalorizou a forte subida da moeda comum europeia nos últimos meses e afirmou mesmo que está a trabalhar num plano para reforçar a influência do euro no contexto internacional.
Já a libra avança 0,27% para 1,3568 dólares, depois de ter chegado a cair quase 1% na sessão anterior. Apesar de ter decidido manter as taxas de juro inalteradas, o Banco de Inglaterra adotou uma postura mais "dovish" levando os investidores a acelerar as apostas em cortes de juros no Reino Unido. A moeda foi ainda pressionada pela pressão e escrutínio que o primeiro-ministro Keir Starmer enfrenta devido à decisão de nomear Peter Mandelson como embaixador do país nos EUA - um político com várias ligações a Jeffrey Epstein.
Por sua vez, a "nota verde" cai 0,15% para 156,81 ienes. É uma pequena recuperação, mas que não afasta a moeda nipónica de uma semana de perdas, tendo desvalorizado mais de 1% nas últimas quatro sessões. Caso Sanae Takaichi consiga uma maioria reforçada, os mercados receiam que a sua política orçamental faça com que o Japão precise de se endividar em grande escala, aumentando em força os juros das obrigações japonesas e retirando ainda mais força ao iene.
No mundo das cripto, a bitcoin recupera 3,07% para 64.725,63 dólares, depois de na quinta-feira ter quebrado o nível de resistência dos 70 mil e dos 65 mil dólares. A moeda digitial tocou em mínimos de dezesseis meses, pressionada por um "sell-off" no setor tecnológico e um dólar mais forte. Desde que o mercado dos criptoativos atingiu máximos em outubro, já foram liquidadas mais de 2 biliões de dólares em posições - um bilião só no último mês.
Turbulência nos metais preciosos leva prata a perder 10% e a ganhar mais de 6%
A prata está, mais uma vez, a registar grande volatilidade nos preços, tendo chegado a cair 10% esta manhã antes de eliminar as perdas e acelerar mais de 6%. A falta de liquidez continua a fazer com que o metal precioso negoceie com movimentações exageradas, numa altura em que o mercado está com dificuldades em encontrar um limite inferior a nível de preços.
Depois de ter tocado nos 64 dólares por onça no arranque da sessão asiática, a prata chegou a acelerar 6,2% para 75,33 dólares por onça. Agora, os ganhos são menos substanciais, com o metal precioso a valorizar 2,75% para 72,87 dólares, depois de ter perdido quase 20% do seu valor na sessão anterior que apagou todos os ganhos registados no "rally" sem precedentes de janeiro. O ouro também avança esta manhã, crescendo 1,18% para 4.835,38 dólares por onça, apesar de ter arrancado o dia com perdas pouco substanciais.
"Quando a volatilidade aumenta, os mercados naturalmente ampliam os 'spreads' e reduzem o uso do balanço patrimonial, deixando a liquidez mais fraca justamente quando ela é mais necessária", explica Ole Hansen, chefe de estratégia de 'commodities' do Saxo Bank AS, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. Até que um certo grau de liquidez seja restaurado, "a volatilidade corre o risco de se alimentar de si mesma", antecipa.
O mercado dos metais preciosos viveu um autêntico "rally" no mês passado. O aumento das tensões geopolíticas, combinado com compras especulativas na China e receios de um ataque à independência da Reserva Federal (Fed) norte-americana, deu forças ao ouro e à prata, mas os grandes ganhos foram interrompidos abruptamente na semana passada. A prata viveu o seu pior dia de sempre na sexta-feira passada e o ouro registou a pior sessão desde 2013.
De forma a mitigar riscos, o CME Group - a maior bolsa de derivados do mundo - decidiu aumentar mais uma vez as margens dos seus futuros de metais preciosos, um movimento que tende a ser negativo para os preços dos contratos afetados. A necessidade de maior capital pode levar a uma redução da participação especulativa e reduzir ainda mais a liquidez.
Petróleo avança em dia de negociações EUA-Irão. Teerão diz que acordo vai demorar
Os preços do petróleo estão a negociar em território positivo esta sexta-feira, com ganhos superiores a 1%, num dia em que as delegações norte-americana e iraniana têm encontro marcado em Omã - país que faz fronteira com os Emirados Árabes Unidos. No entanto, não se espera que os dois países consigam alcançar um acordo no curto prazo, depois de Teerão ter indicado que não existe uma solução rápida para a mais recente escalada de tensões.
A esta hora, o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – valoriza 1,50%, para os 64,18 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – ganha 1,29% para os 68,48 dólares por barril. Os dois crudes de referência caíram cerca de 3% na sessão anterior, pressionados pela confirmação por parte do regime de Ali Khamenei de que as negociações iam realmente acontecer e começavam já esta sexta-feira.
No entanto, os orgãos de comunicação iranianos estão a reportar que as conversações vão focar-se apenas em "temas gerais" com a prioridade de Teerão a ser tentar "perceber a seriedade e a boa vontade do outro lado". "O roteiro para as negociações deverá ficar mais claro assim que esta ronda for concluída", escreve a Agência de Notícias da República Islâmica, conhecida por IRNA.
Uma escalada de tensões entre Irão e EUA poderia levar a um novo conflito no Médio Oriente, uma região rica em petróleo que conta com cinco dos dez maios produtores do mundo. Qualquer conflito na região levaria a uma disrupção do abastecimento de crude a nível global, principalmente se levar ao encerramento do Estreito de Ormuz - um dos pontos estratégicos para o comércio mundial por onde passa um quinto do petróleo consumido em todo o mundo.
Apesar da subida de preços esta sexta-feira, o crude continua a caminho de registar a primeira semana de perdas desde meados de dezembro. "O mercado petrolífero está a perder parte desse prémio de risco geopolítico e a regressar aos fundamentos, que essencialmente mostram que há uma oferta adequada", explica Samantha Hartke, analista de mercado da Vortexa, à Bloomberg. "Se as negociações azedarem, então o prémio de risco volta a acumular-se", antecipa.
"Sell-off" perde força mas ainda deixa Ásia sob pressão. Europa aponta para ganhos
Foi uma semana atribulada para o mercado acionista que termina com alguns sinais de maior otimismo. Apesar de as principais praças asiáticas terem encerrado maioritariamente no vermelho, com o japonês Nikkei 225 a ser o único a destoar, as perdas foram sendo amenizadas ao longo da sessão, numa altura em que a prata e a bitcoin - dois ativos que enfrentaram grandes quedas na quinta-feira - já estão em recuperação.
Os principais índices europeus apontam, agora, para uma abertura no verde, embora sem grandes movimentações, depois de um "sell-off" nas tecnológicas e um mercado laboral claramente em desaceleração terem pintado Wall Street de vermelho. O setor tecnológico continua a estar no centro das atenções, após a Amazon ter revelado que pretende investir 200 mil milhões de dólares em inteligência artificial (IA) este ano - um número superior aos principais concorrentes e que levou as ações da empresa a afundarem 11% no "pre-market".
"Os investidores estão a questionar o seu compromisso com os pilares que sustentaram os mercados nos últimos seis meses: IA, criptomoedas e metais preciosos", escreve Tony Sycamore, analista de mercados da IG Australia, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. "Isso aumenta as probabilidades de uma desaceleração ainda mais profunda", explica.
Para já, as perdas parecem estar a estancar. O sul-coreano Kospi, que chegou a perder mais de 5% durante a madrugada, encerrou a sessão com um deslize de 1,44%. As tecnológicas foram pintadas de vermelho, mas a grande pressão para o índice veio da fabricante de automóveis Hyundai e da gigante da defesa Hanwha Aerospace, com ambas as empresas a caírem mais de 4% esta sexta-feira
O australiano S&P/ASX 200 liderou as perdas regionais, ao cair mais de 2% e ao atingir mínimos de um mês, enquanto os chineses Hang Seng e Shanghai Composite caíram 1,2% e 0,2%, respetivamente.
No entanto, pelo Japão, os investidores conseguiram encontrar catalisadores no setor automóvel e no ato eleitoral que se vai realizar já este fim de semana. O Nikkei 225 ainda arrancou a sessão no vermelho, mas rapidamente conseguiu reverter as perdas e avançou 0,81%. A Toyota acelerou 1,65%, depois de ter anunciado que o ainda CEO Koji Sato iria abandonar o cargo e ser substituído por Kenta Kon, que, por enquanto, continua a desempenhar as funções de "Chief Financial Officer".
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