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BCP conclui emissão de 500 milhões em obrigações com taxa de juro de 4,125%

O banco captou obrigações “tier 2” a 12 anos, reembolsáveis a partir dos sete anos. A operação gerou uma procura total de 1,65 mil milhões de euros, o que gerou uma descida do cupão.

Miguel Maya na apresentação de resultados do BCP
Miguel Maya na apresentação de resultados do BCP João Cortesão
15 de Junho de 2026 às 22:04
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O BCP concluiu esta segunda-feira uma emissão de 500 milhões de euros em obrigações “tier 2” que vencem dentro de 12 anos, reembolsáveis a partir dos sete anos, ou seja, em junho de 2033, anunciou o banco em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Esta é a segunda operação do género realizada este ano pelo banco que, em janeiro, já tinha angariado 500 milhões de euros em dívida sénior preferencial.

O juro foi descendo ao longo da operação. Na abertura dos livros de ordens era o equivalente a 160 pontos-base acima da taxa “mid swap” do euro a sete anos, ou seja, de 4,48%, de acordo com a Bloomberg. Acabaria por descer para 133 pontos-base acima da mesma taxa, o que resultou numa taxa de juro de 4,125%, durante os primeiros sete anos, lê-se no comunicado.

Para os últimos 5 anos, a taxa de juro será refixada com base na taxa mid swap de 5 anos prevalecente acrescida do spread, indica o banco.

De acordo com a Bloomberg, a procura chegou a 1,65 mil milhões de euros, incluindo dos bancos que atuam “joint lead managers”, ou seja, mais do que triplicando face ao montante que o banco pretendia captar e significativamente mais alta do que a da emissão de janeiro.

“A colocação da emissão foi feita no mercado internacional e numa base diversificada de investidores institucionais, com mais de 80% em fundos de investimento, possibilitando o estreitamento do spread em 27 pontos base durante a execução”, refere o comunicado do banco.

Os “joint lead managers” foram o Crédit Agricole Corporate and Investment Bank (CIB), Goldman Sachs, Intesa Sanpaolo, JPMorgan, Mediobanca e o próprio BCP.

Em janeiro, o banco tinha colocado 500 milhões de euros a seis anos, reembolsáveis a partir dos cinco anos, e pagou uma taxa de juro de 3,25%. A procura tinha superado os 750 milhões de euros, o que permitiu ao longo da emissão reduzir o juro pago.

 

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