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Portugal pagou mais de 60% do empréstimo do FMI

Em Agosto, o Estado fez mais um reembolso ao Fundo Monetário Internacional, tendo já pago antecipadamente 63% do empréstimo feito por esta entidade. Empréstimo do Santander que ajudou a fazer esses reembolsos tem juro de 3,187%.

Bruno Simão/Negócios
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 28 de Agosto de 2017 às 12:06
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O Tesouro já tinha sinalizado que até Agosto iria acelerar os reembolsos ao FMI. E em Agosto fez o pagamento de mais uma tranche que permitiu devolver antecipadamente 63% do empréstimo inicial feito por aquela entidade.

"O IGCP concretizou em Agosto um reembolso antecipado do empréstimo do FMI, no montante de 668 milhões de Direitos de Saque Especiais [cerca de 790 milhões de euros ao câmbio actual], elevando a percentagem paga para 63% do empréstimo total inicial do FMI", referiu a agência liderada por Cristina Casalinho no boletim mensal divulgado esta segunda-feira, 28 de Agosto.  No entanto, o IGCP detalha que "estes reembolsos correspondem a amortizações de capital que originalmente eram devidas em Março e Abril de 2020".

Portugal recebeu uma autorização formal dos pares europeus para prosseguir com novos reembolsos antecipados no final de Junho. Este Verão contava devolver 3.600 milhões de euros até Agosto. Em Julho já tinham sido pagos antes de prazo 1.763 milhões de euros. E no final de Junho haviam sido reembolsados 1.000 milhões de euros.

No final de Julho, faltava reembolsar 11.100 milhões de euros ao Fundo, segundo os dados mais recentes do IGCP.

Empréstimo do Santander a 15 anos com juro de 3,187%

Apesar de o Tesouro ter acelerado os reembolsos ao FMI este Verão, o IGCP explicou no final de Junho que isso não aumentaria o financiamento a obter no mercado. "Estas amortizações serão financiadas por um novo empréstimo a 15 anos do Banco Santander (resultante do acordo sobre a disputa comercial a envolver este banco e as empresas públicas de transportes) e pela emissão adicional de instrumentos de retalho, portanto não se prevês impacto no financiamento através de dívida transaccionável de médio e longo prazo", explicou a agência na altura.

No boletim mensal, o IGCP dá mais detalhes sobre este empréstimo do Santander. Tem um "valor de 2.300 milhões de euros, com maturidade a 15 anos e uma taxa de juro de 3,187%, equivalente à taxa swap do prazo correspondente acrescida de 185 pontos base". O custo desse financiamento é inferior ao do FMI que, no final de Julho, para uma maturidade residual de 3,9 anos tinha um custo de 4,3%.

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