Portugal prepara emissão de até 1,25 mil milhões em dívida a um ano
Depois da subida de juros causada pelo fim do cessar-fogo no Médio Oriente, o país vai voltar ao mercado para se financiar com bilhetes do Tesouro. Ao invés do leilão duplo inicialmente pretendido, vai avançar apenas com um.
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Portugal vai ao mercado na próxima semana para se financiar em nova dívida a um ano. A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP anunciou esta sexta-feira que vai realizar, na próxima quarta-feira, um leilão de bilhetes do Tesouro (BT), em que pretende angariar entre mil milhões e 1,25 mil milhões de euros.
"O IGCP, E.P.E. vai realizar no próximo dia 15 de julho pelas 10:30 horas um leilão da linha de BT com maturidade em julho de 2027 (BT 16JUL2027), com um montante indicativo entre EUR 1000 milhões e EUR 1250 milhões", indica o comunicado da agência.
A última vez que o país esteve no mercado para uma emissão desta maturidade foi em maio. Na altura, em pleno "sell-off" de dívida, colocou 1.537 milhões de euros, acima do montante indicativo que era superior ao desta emissão, a uma taxa de 2,613%. O apetite dos investidores foi 2,08 vezes superior à oferta.
Em mercado secundário, a "yield" das obrigações nacionais a 1 anos seguem esta sexta-feira nos 2,598%.
Esta é uma alteração face ao que o IGCP tinha revelado na atualização para o terceiro trimestre do programa de financiamento da República portuguesa para 2026, em que apontava para um leilão duplo a quatro e 12 meses, um sinal de que as condições de mercado - após o fim do cessar-fogo no Médio Oriente - poderão ter alterado os planos da agência.
De acordo com o programa de financiamento para o terceiro trimestre que o IGCP publicou no início da semana, o país emitiu até junho 15,5 mil milhões de euros em OT, o que representa 65% do objetivo de emissão anual deste instrumento.
A agência liderada por Pedro Cabeços estima que as emissões de obrigações do Tesouro, excluindo operações de troca, atinjam os 24 mil milhões de euros em 2026 e que o financiamento líquido através de BT se fixe em 4,2 mil milhões de euros. Atualizou ainda as estimativas de necessidades de financiamento líquidas do Estado para 15 mil milhões de euros, um aumento de 2 mil milhões de euros face à previsão do segundo trimestre.