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Portugal prepara emissão de até 1,25 mil milhões em dívida a um ano

Depois da subida de juros causada pelo fim do cessar-fogo no Médio Oriente, o país vai voltar ao mercado para se financiar com bilhetes do Tesouro. Ao invés do leilão duplo inicialmente pretendido, vai avançar apenas com um.

O IGCP é a agência responsável pela gestão da dívida pública.
O IGCP é a agência responsável pela gestão da dívida pública. João Cortesão
10 de Julho de 2026 às 17:22
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Portugal vai ao mercado na próxima semana para se financiar em nova dívida a um ano. A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP anunciou esta sexta-feira que vai realizar, na próxima quarta-feira, um leilão de bilhetes do Tesouro (BT), em que pretende angariar entre mil milhões e 1,25 mil milhões de euros.

"O IGCP, E.P.E. vai realizar no próximo dia 15 de julho pelas 10:30 horas um leilão da linha de BT com maturidade em julho de 2027 (BT 16JUL2027), com um montante indicativo entre EUR 1000 milhões e EUR 1250 milhões", indica o comunicado da agência.

A última vez que o país esteve no mercado para uma emissão desta maturidade foi em maio. Na altura, em pleno "sell-off" de dívida, , acima do montante indicativo que era superior ao desta emissão, a uma taxa de 2,613%. O apetite dos investidores foi 2,08 vezes superior à oferta.

Em mercado secundário, a "yield" das obrigações nacionais a 1 anos seguem esta sexta-feira nos 2,598%.

Esta é uma alteração face ao que o IGCP tinha revelado na atualização para o terceiro trimestre do programa de financiamento da República portuguesa para 2026, em que apontava para um leilão duplo a quatro e 12 meses, um sinal de que - após o fim do cessar-fogo no Médio Oriente - poderão ter alterado os planos da agência.

De acordo com o programa de financiamento para o terceiro trimestre que o IGCP publicou no início da semana, o país emitiu até junho 15,5 mil milhões de euros em OT, o que representa 65% do objetivo de emissão anual deste instrumento.

A agência liderada por Pedro Cabeços estima que as emissões de obrigações do Tesouro, excluindo operações de troca, atinjam os 24 mil milhões de euros em 2026 e que o financiamento líquido através de BT se fixe em 4,2 mil milhões de euros. Atualizou ainda as , um aumento de 2 mil milhões de euros face à previsão do segundo trimestre.

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