Portugal emite dívida de curto prazo com taxas de juros menos negativas

O IGCP colocou 1.750 milhões de euros em títulos de dívida a seis e 12 meses, com ambas as taxas a permanecerem em terreno negativo.
Miguel Baltazar/Negócios
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Nuno Carregueiro 18 de julho de 2018 às 10:45

O IGCP emitiu 1.750 milhões de euros em bilhetes do Tesouro a 6 e 12 meses, em linha com o objectivo anunciado pelo instituto na semana passada (captar entre 1.500 milhões de euros e 1.750 milhões de euros).

Nos bilhetes do Tesouro a 12 meses (maturidade em 19 de Julho de 2019) o IGCP aceitou pagar uma taxa de -0,28%. No leilão realizado a 20 de Junho o Estado português financiou-se em 950 milhões de euros, a 12 meses, tendo conseguido uma taxa de -0,290%. No leilão de Maio a taxa tinha sido fixada em -0,272%.

Na emissão de títulos a seis meses (maturidade em 18 de Janeiro de 2019) a taxa ficou em -0,339%, o que compara com -0,351% no leilão realizado em Maio.

Apesar da subida ligeira da taxa de juro, a procura foi mais robusta do que nos leilões anteriores.  O IGCP colocou 400 milhões em títulos com maturidade em seis meses, tendo superado a oferta em 2,41 vezes.  Na emissão a 12 meses foram colocados 1,350 mil milhões de euros, sendo que a oferta ficou 1,65 vezes acima.

Filipe Silva, director da Gestão de Ativos do Banco Carregosa, assinala que o resultado deste leilão "é uma boa notícia para o financiamento do país que recebe juros quando pede emprestado" e que "o Estado faz bem em aproveitar este período de juros negativos para ir substituindo (fazendo o rollover) dívida antiga."

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Os próximos leilões de bilhetes do Tesouro estão agendados para 15 de Agosto e 19 de Setembro.

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