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Metade dos depósitos complexos não vai além da taxa mínima

A procura por depósitos indexados e duais continua a aumentar. O valor aplicado aumentou 5,5 mil milhões de euros e representam já 10% do total de depósitos.

Bloomberg
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 26 de Julho de 2016 às 12:13
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Num cenário em que as taxas oferecidas nos depósitos simples são cada vez mais baixos, os depósitos indexados e duais registam cada vez mais procura. Mas a opção por este tipo de produtos, que tem a remuneração indexada a outros instrumentos financeiros, nem sempre compensou.

No ano passado, 19% destes produtos teve uma remuneração nula e 51% pagaram apenas a remuneração mínima prevista em 2015, segundo o relatório de acompanhamento dos mercados bancários de retalho, divulgado esta terça-feira pelo Banco de Portugal. O desempenho foi pior do que em 2014, ano em que 11% destas aplicações tiveram rentabilidade nula e em que 44% pagaram o mínimo previsto.

Também a proporção dos produtos complexos que bateu os depósitos simples com maturidades semelhantes diminuiu. "Cerca de 42% dos depósitos indexados vencidos tiveram uma taxa de remuneração superior à taxa de juro dos depósitos a prazo simples na mesma instituição para o mesmo prazo", refere o Banco de Portugal. Em 2014, 49% dos depósitos indexados ou duais tinham batido os depósitos simples.

No entanto, a procura por este tipo de depósitos aumentou em 2015. O valor aplicado aumentou 5,5 mil milhões de euros, mais 24% que no ano anterior. "No final do ano, estavam aplicados neste tipo de depósitos 10,4 mil milhões de euros, mais 44% do que no ano anterior, o que representava 10% do montante total aplicado por clientes bancários particulares em depósitos a prazo", revela o Banco de Portugal.

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