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O criptobanqueiro

Diogo Mónica nasceu nos Estados Unidos em 1984, mas veio viver para Portugal onde fez, no Instituto Superior Técnico, a licenciatura, o mestrado e o doutoramento, tendo feito investigação na área da segurança e dos sistemas distribuídos.

Filipe S. Fernandes 23 de Novembro de 2021 às 14:30
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"Como a criptomoeda ressurgiu em 2020, Diogo Mónica é um nome que se ouve com frequência", escrevia a revista Fortune na sua edição de setembro de 2020 no artigo "40 under 40 in Finance", que fazia uma seleção dos jovens mais promissores nas finanças norte-americanas. Acrescentava que Diogo Mónica e a Anchorage Digital deveriam estar preparados "para um 2021 brilhante graças às novas regras federais que permitem que os bancos mantenham ativos como bitcoin". De facto, a 13 de janeiro de 2021, o Office of the Comptroller of the Currency (OCC) deu aprovação condicional ao pedido feito para a criação do Anchorage Digital Bank National Association, que é o primeiro banco de ativos digitais autorizado pelo governo federal.

40jovem
A Fortune considerou, em 2020, Diogo Mónica como um dos jovens mais promissores na categoria abaixo dos 40.

Diogo Mónica nasceu nos Estados Unidos em 1984, mas veio viver para Portugal onde fez a licenciatura, o mestrado e o doutoramento no Instituto Superior Técnico, tendo realizado investigação na área da segurança e dos sistemas distribuídos. A sua tese de doutoramento denominava-se "Defeating malicious attacks. A contribution to safe network operations", e foi defendida em dezembro de 2015.

Mas antes de se doutorar participou numa conferência nos Estados Unidos em que apresentou um paper com base nas suas investigações, o que chamou a atenção de responsáveis do Google e do Facebook. Todavia, Diogo Mónica não queria ser "mais uma gota num oceano" e fez um percurso alternativo pelo universo das criptomoedas.

O CV americano

Em 2010, passou a integrar a fintech Square, fundada por Jack Dorsey, CEO do Twitter, onde se cruzou com Nathan McCauley, tendo desenvolvido software de segurança de uma das primeiras plataformas de pagamento mobile com cartão de crédito. Esta start-up começara com 45 funcionários e, em fevereiro de 2015, quando saíram eram mil. Em março de 2025 seguiu-se a Docker, uma empresa especializada em cloud, que protegia a infraestrutura central usada em alguns dos principais bancos, governos e dos três maiores fornecedores mundiais de cloud. Diogo Mónica tornou-se, ao mesmo tempo, consultor de alguns investidores na gestão dos seus ativos em criptomoedas, tanto na negociação, como de proteção.

2017novembro
Em novembro de 2017, em parceria com Nathan McCauley, Diogo Mónica fundou a Anchorage Digital.

Em novembro de 2017, com Nathan McCauley, fundou a Anchorage Digital que hoje é a principal plataforma de ativos digitais para instituições que quer construir o futuro dos serviços financeiros e infraestrutura. Com sede em São Francisco, Califórnia, tem escritórios no Porto, Portugal e Sioux Falls, Dakota do Sul.

Diogo detém dezenas de patentes nos domínios de cripto, pagamentos e segurança. Os projetos que mantém são uma referência de segurança da indústria, incluindo o projeto Notary, aceite pela Fundação Cloud Native Computing, e o protocolo Glacier, a grande referência para o armazenamento pessoal em cold storage de Bitcoin. No seu perfil do Twitter Diogo Mónica tem como lema: "I claim neither infallibility nor finality."

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