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Programa para acelerar a transição digital

A ideia do comérciodigital.pt não é enfraquecer o comércio de proximidade, é torná-lo mais forte, afirma João Torres, secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor.

Filipe S. Fernandes 25 de Junho de 2020 às 13:30
Sérgio Lemos
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O programa Comércio Digital foi lançado no início de 2019 e propunha-se promover a digitalização básica de 50 mil empresas do comércio e serviços de proximidade. Durante o primeiro ano da sua atividade, foram realizadas 50 sessões presenciais, desta iniciativa da ACEPI em articulação com a CCP - Confederação de Comércio e Serviços de Portugal e um conjunto de parceiros associados "que pretendia motivar e mobilizar a base capilar no nosso tecido económico do comércio e dos serviços, alertando e sensibilizando para importância da sua digitalização", explica João Torres, secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor.

"Com a pandemia de covid-19 concluímos que teríamos de reconfigurar o programa porque as sessões de base presencial têm hoje um novo enquadramento para continuar a assegurar essa digitalização mas com um reforço dos meios digitais", revela João Torres.

Sublinha as principais alterações como o novo site comerciodigital.pt, onde se encontram várias valências reforçadas, desde um diretório com um conjunto vasto de iniciativas que surgiram no período da covid-19 para dar a conhecer as múltiplas iniciativas de negócio no setor do comércio, serviços e restauração, o reforço da Academia Digital, que tem um grande conjunto de vídeos tutoriais gratuitos que ajudam a promover a transição de negócios de rua para um contexto digital. Salienta que "passa a ser disponibilizada uma linha telefónica gratuita que ajudará os empresários, sobretudo os microempresários, a esclarecer dúvidas, ultrapassar dificuldades para poderem assegurar a sua presença digital", que é o 800 100 236.

Mais três apoios

"Não queremos acabar com os estabelecimentos físicos, queremos levar o comércio de rua para o contexto digital e essa dualidade é um fator de competitividade muito significativo para um setor que tem um peso estruturante na economia tanto pelo número de empresas como de postos de trabalho, VAB ou volume de negócios", sublinha João Torres.

"O programa Comércio Digital tem um foco na digitalização básica mas, de alguma forma, tem uma correspondência com três medidas anunciadas no Programa de Estabilização Económica e Social que o Governo apresentou há cerca de três semanas", afirma João Torres. São três as medidas.

A iniciativa Comércio.pt que se propõe acelerar a passagem para o contexto digital de um vasto de conjunto de empresas com enfoque nas transações eletrónicas e nas vendas online. Depois o programa Adaptar 2.0, que é a evolução de um programa que já teve uma primeira edição, para adaptações dos estabelecimentos e das frentes de loja ao contexto da pandemia com um conjunto de despesas elegíveis alargado. Uma terceira iniciativa tem a ver com a mobilização do fundo de modernização do comércio com o objetivo de incentivar e dinamizar o comércio local e a prestação de serviços de proximidade, nas perspetivas da inovação na gestão, da cooperação entre operadores económicos e da qualificação da evidência física.