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A cibersegurança é um jogo do gato e do rato

Anabela Figueiredo admite que em termos tecnológicos a segurança é à prova de bala. O problema é cultural e implica a formação dos colaboradores das organizações.

Filipe S. Fernandes 16 de Julho de 2020 às 11:30
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O futuro próximo das tecnologias e das inovações vai ser marcado por temas como a inteligência artificial, as soluções baseadas na cloud, a cibersegurança, admite Rui Barros, Managing Director na Accenture Portugal, responsável pela área de Technology. A transição para a cloud, uma forma de as empresas serem mais flexíveis e mais rapidamente escalarem, é "mais como um enabler para essa transformação mas não um fim em si", esclarece Rui Barros. Sublinha que "os investimentos e a percentagem dos orçamentos para cibersegurança têm vindo a ser incrementados, porque há cada vez mais riscos, com mais devices ligados, mais pessoas em teletrabalho, o risco está a aumentar e está colocar em causa a privacidade dos dados das pessoas".

Como refere João Nascimento, Chief Technology Officer da Vodafone Portugal, "a cibersegurança é um tema que não parou no Covid-19, porque ter muitas pessoas paradas nunca dá bom resultado e houve um aumento de atividade em termos de cibersegurança durante a pandemia". Explica que no caso das três telecomunicações existem três níveis de proteção: às redes, aos sistemas e às aplicações.

Informação segura

Se no caso das redes há "um nível de proteção inerente em que estamos confiantes, nos sistemas e nas aplicações tem havido uma maturidade crescente e que cada vez estamos melhores, mas isto é um jogo do gato e do rato e portanto não vai desaparecer. Temos de estar mais vigilantes sobretudo numa época em que há cada vez mais devices disponíveis e temos pessoas a trabalhar em casa. Estamos todos preocupados e a investir para que termos a nossa informação completamente segura", conclui João Nascimento.

Rui Barros, Managing Director na Accenture Portugal, ajudou à reflexão sobre a temática da cibersegurança.

Para Anabela Figueiredo, Chief Strategy Officer do Novo Banco, a cibersegurança é um tema sensível para o Novo Banco e para toda a banca "que tem uma responsabilidade bastante acrescida para proteger e salvaguardar dados bastante sensíveis dos nossos clientes". Na sua opinião hoje, em termos tecnológicos, os sistemas, os processos, "estão bastante otimizados e quase diria à prova de bala em termos de tecnologia". O problema "tem a ver com a parte cultural, com os colaboradores. Hoje um hacker que queira chegar à informação fá-lo mais através de e-mail, de mensagens. A aposta tem de ser na formação e na sensibilização dos colaboradores das organizações".
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