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A inovação é um seguro de vida da empresa

O futuro do negócio da Calzedonia Portugal passa pela complementaridade entre lojas físicas e digital. É um consumo que está ligado ao prazer e não apenas à necessidade.

Filipe S. Fernandes 27 de Abril de 2022 às 15:30
Gonçalo Valério, Expansion and Franchising Manager da Calzedonia Portugal Pedro Ferreira
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A inovação, para uma empresa, é como um seguro de vida. Quando uma empresa ou uma marca deixam de inovar, o seu ciclo de vida, mais cedo ou mais tarde, terminará. Esta é a dura realidade e como a Calzedonia a vê. Para uma empresa que opera no setor de moda e de retalho, é essencial "satisfazer e superar as necessidades dos nossos consumidores", afirma Gonçalo Valério, Expansion and Franchising Manager da Calzedonia Portugal. Por isso, defende que "há vários tipos de inovação, que não é só tecnológica ou de produto, mas passa por outros fatores, como os processos, o marketing, e as vendas".

A Calzedonia é uma empresa italiana, criada em 1987 por Sandro Veronesi, que ainda hoje é o seu proprietário, e que teve a ideia de fazer um negócio à base da venda de meias, e depois de biquínis, e que hoje tem quase cinco mil lojas no mundo, dando trabalho a cerca de 40 mil pessoas. "Somos uma organização integrada verticalmente e que continuamente presta atenção aos seus processos, à forma como pode fomentar uma maior assertividade na forma como desenvolve o negócio", disse Gonçalo Valério. "Isto numa realidade muito complexa, porque somos produtores, distribuidores e retalhistas com várias marcas."

Boas experiências de compra

Em Portugal, estão presentes há 25 anos, com as marcas Calzedonia, Intimissimi, Tezenis, Intimissimi Uomo, e Falconeri. São cerca de 200 lojas, cinco unidades de outlet, e cerca de 900 trabalhadores. "Se contarmos ainda com as 65 franquias, dará cerca de 1500 trabalhadores na órbita do grupo", contabiliza Gonçalo Valério.

A pandemia para a Calzedonia foi dura. Com o lockdown global, as quase cinco mil lojas físicas encerraram. Foi o canal digital que manteve a atividade, tendo registado um grande crescimento, mas em que era impossível atingir o valor de vendas dos pontos de venda físicos. Para Gonçalo Valério, "mais do que uma questão de recuperar as vendas físicas, o canal de comércio eletrónico foi uma forma de continuarmos ligados ao consumidor, de dar foco num determinado produto, de continuar a captar a atenção, para que as nossas marcas não saíssem do top of mind do consumidor". E sublinha que o digital "é uma realidade de comunicação, e uma realidade que é cada vez mais presente".

O gestor da Calzedonia Portugal não acredita que o futuro deste negócio "passe só pelo digital", mas sim pela atual complementaridade entre lojas físicas e canal digital. É um consumo que está ligado ao prazer de consumir e não apenas à necessidade. Este negócio, refere, "baseia-se muito no valor acrescentado que dá uma equipa treinada, com foco no cliente. É uma experiência sensorial, com o toque no produto, a música, o cheiro da loja, a imagem. São elementos insubstituíveis por qualquer megabit ou eficiência."