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CMVM distinguida pela indústria de gestão de fundos

O papel dinamizador e os esforços para ajudar a promover a modernização dos operadores no mercado valeram ao regulador português o prémio de "personalidade do ano" da APFIPP.

03 de Julho de 2019 às 13:30
Miguel Baltazar
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Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) foi eleita a "personalidade" do ano nos prémios Melhores Fundos 2019. Pela primeira vez, a iniciativa organizada pelo Jornal de Negócios e pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP) decidiu distinguir uma organização em vez de uma pessoa, uma decisão justificada pela ação do supervisor na promoção do mercado e pela participação em iniciativas junto da indústria para dinamizar a modernização do setor.

"Ao contrário do que se poderia esperar de uma autoridade com poderes para decidir como funcionam os mercados e os seus agentes, a CMVM não se tem limitado a assumir a posição fácil de legislador-polícia, ignorando a realidade dos operadores, que são de facto quem faz o mercado", destacou o presidente da APFIPP, na cerimónia de entrega de prémios, que decorreu esta terça-feira nos Montes Claros, em Lisboa. De acordo com José Veiga Sarmento, "uma das alterações que sentimos no papel da autoridade é que as suas preocupações passaram a incluir, para além do respeito pelas normas e pela proteção dos investidores, a atenção às condições em que a atividade se desenvolve".

A CMVM não se tem limitado a assumir a posição de legislador-polícia, ignorando os operadores. José Veiga Sarmento
Presidente da APFIPP 

Veiga Sarmento destacou ainda que "ao contrário do que tem sido prática, a tradução para português das normas europeias, deixou de ser objeto de embelezamento, ou de 'gold plating'", uma prática que vem acrescentar às leis aprovadas em Bruxelas "mais um conjunto de regrazinhas que, na prática, diminuem as condições de trabalho e a margem para sucesso dos operadores portugueses".

O presidente da APFIPP reconheceu ainda os esforços realizados pelo regulador, no sentido de refletir sobre temas de futuro. "Sentimos que existe hoje a preocupação em abrir espaços de diálogo, para que a regulação não funcione como um travão ao progresso, mas que seja sim um parceiro competente da inevitável modernização dos operadores", concluiu Veiga Sarmento.

Na mesma cerimónia em que foi distinguida a CMVM, foram ainda eleitos os melhores fundos em 18 categorias, bem como o trabalho académico "Essays on Social Screening and Mutual Fund Performance", da autoria de Joana Pena.
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