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Educação desenvolve a economia e reduz a pobreza e a desigualdade

Em 2021, o Santander lançou programas de empreendedorismo social e concedeu mais de 5 mil bolsas socioeconómicas e de capacitação a estudantes. Esta instituição financeira tem já convénios com mais de 40 universidades.

Filipe S. Fernandes 02 de Março de 2022 às 14:30
Inês Oom de Sousa, presidente da Fundação Santander Portugal Mariline Alves
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Para Inês Oom de Sousa, presidente da Fundação Santander Portugal e responsável a nível europeu de ESG do Santander, a sustentabilidade empresarial passa pela aplicação dos critérios ambientais, sociais e de governança que estão contidos na sigla ESG (Environmental, Social and Governance). "Baseamos a nossa ação nos 17 objetivos para o desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 da ONU, sendo que o Grupo se quer focar em onze. O nosso objetivo é liderar na transição climática e na educação, e ter um papel relevante na economia social."

Na vertente ambiental, a estratégia passa por "alinhar o nosso portefólio de acordo com os objetivos de Paris, e por ter uma pegada ambiental muito reduzida nas nossas próprias operações. No que diz respeito ao nosso portefólio, a nossa estratégia ESG influencia a forma como financiamos os clientes e os ajudamos a fazer a transição para uma economia mais verde."

Governança ética e robusta com processos transparentes e simples

Na dimensão social, os desafios do Santander passam por atrair e reter talentos, pela preocupação com o bem-estar dos colaboradores, e por um foco importante na educação.

"É um dos nossos projetos estratégicos. Acreditamos que, através da educação, conseguimos apoiar e desenvolver a economia, reduzir a pobreza e a desigualdade", afirma. Por isso, o Santander tem convénios com mais de 40 universidades, e, em 2021, concedeu mais de 5 mil bolsas a estudantes, não só socioeconómicas, mas bolsas de capacitação, tendo igualmente lançado programas para empreendedorismo social. Inês Oom de Sousa revela que o Santander tem um programa para os colaboradores em que estes selecionam as IPSS que o banco deve apoiar, através de uma votação para se elegerem seis ou sete projetos. "Depois, o banco não só ajuda financeiramente como pomos uma pessoa do Santander responsável por ajudar a desenvolver aquele projeto. Neste contexto, envolvemos também algumas faculdades que entram nesta nossa grande missão de capacitar as pessoas para o futuro."

Na parte da governança do Santander, o foco está "no que é que podemos fazer e garantir para termos uma governança ética e robusta, com processos transparentes e simples. Neste contexto, fizemos recentemente um estudo a nível do grupo sobre o que é um banco responsável. Curiosamente, para os clientes o mais importante é ter um banco que proteja a informação, invista em cibersegurança, e que tenha processos simples e transparentes. Descobrimos que os clientes valorizam muito a transparência total de um banco nas suas operações."

Desenvolver a literacia para a sustentabilidade

Em termos de sustentabilidade, Inês Oom de Sousa revelou um estudo do Santander a nível europeu que mostra que 80% das pessoas estão muito preocupadas com o ambiente, mas a maioria diz que este é um tema de governos e de empresas, revelando desconhecimento sobre de que forma o seu contributo e o seu comportamento podem contribuir para a resolução destas questões climáticas. Neste contexto, esta responsável do Santander defende que é necessário "desenvolver mais uma literacia para a sustentabilidade, para as pessoas perceberem o que devem fazer no seu dia a dia. Mas têm de ser coisas simples e para todos. Perceberem como podem fazer a diferença no dia a dia tanto na forma como se transportam, o que comem, o que podem fazer na habitação onde vivem com mais eficiência energética, com mudanças nas janelas, ou com a alteração de revestimento das paredes, para dar alguns exemplos."

Inês Oom de Sousa salientou ainda o papel e o aporte do sistema financeiro para que a sociedade faça a necessária transição ambiental. O que passa não só pelo financiamento das energias renováveis, por exemplo, mas também pelo apoio a habitações com eficiência energética, por mudanças na mobilidade, com transportes mais amigos do ambiente. "Um dos grandes objetivos do Grupo Santander é ajudar os nossos clientes, tanto empresas como particulares, a fazer esta transição para uma economia mais verde."