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Marcas com valor: A força de um pacto para o futuro

Vamos dizer-lhe anualmente, caro leitor, quais são as marcas dos portugueses, aquelas em que depositam uma confiança que tanto nasce da satisfação com o serviço ou o produto fornecidos, como da exigência de elevados padrões de respeito pela responsabilidade e compromisso sociais.

Eduardo Dâmaso 28 de Julho de 2021 às 10:40
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A pandemia do Covid-19 tornou mais evidentes alguns dos mais complexos problemas das sociedades modernas mas, ao mesmo tempo, acelerou a necessidade de encontrar soluções. Sociedade, empresas, decisores políticos, cientistas, meios de comunicação, começaram bem antes da pandemia a procurar respostas para um tempo marcado pelas alterações climáticas, pela revolução dos algoritmos na tecnologia e consequente transição de processos mais clássicos, tanto na produção como na distribuição, para o digital. Com a presente pandemia e o risco acrescido de pandemias futuras, os consensos sobre os caminhos a seguir tornaram-se mais vastos.

No essencial, emergiu a necessidade absoluta de cada um de nós, à sua medida e possibilidades, ajudar a construir um Pacto de Futuro individual e colectivo que, no imediato, é determinado pela necessidade de sobreviver na difícil luta de manter um emprego e rendimento estáveis. Mas é também impulsionado de forma inexorável pelo desafio vital de melhorar as condições de vida de um planeta seriamente ameaçado pelo aquecimento global, por agressões ambientais que geram danos irreversíveis e por uma incontrolável desregulação das relações de trabalho e comércio.

Consumidores e empresas estão na linha da frente desse combate por uma sociedade mais justa e um mundo mais equilibrado. É nesse contexto que surge esta iniciativa da SÁBADO e da Marktest, a que chamamos Powerful Brand. Ela representa, simbólica e materialmente, um contributo para identificar as marcas pelos valores de confiança, compromisso, sustentabilidade, inovação, ética e propósito, a partir da relação que os consumidores portugueses estabelecem com elas.

Vamos dizer-lhe anualmente, caro leitor, quais são as marcas dos portugueses, aquelas em que depositam uma confiança que tanto nasce da satisfação com o serviço ou o produto fornecidos, como da exigência de elevados padrões de respeito pela responsabilidade e compromisso sociais.

Num tempo em que emerge, em todas as frentes, a exigência como um factor distintivo na relação dos consumidores com as marcas, torna-se essencial procurar ajudar a separar o trigo do joio. Os consumidores de hoje querem valor mas também independência, seriedade, compromisso com o planeta e com os sectores mais desfavorecidos. Seja na indústria das conservas ou dos media, os valores são os mesmos. E são valores protegidos por uma sensibilidade crescente dos consumidores, que por si só, nas redes sociais, ou através da organização em associações, desenvolveram um forte radar de detecção dos que têm uma preocupação verdadeira, mas também de castigo dos que fingem e se reduzem a campanhas de marketing verde sem relação efectiva com o que fazem ou prestam. O tempo está, portanto, para a acção séria e credível, enquadrada por esse Pacto de Futuro que é tão inadiável quanto a necessidade de respirar para que a vida floresça em cada um de nós.