O peso da indústria e das exportações

Leiria, tem-se destacado na indústria, "que pesa 36% no PIB da região, que compara com os 22% em termos nacionais", referiu Pedro Castro e Almeida, presidente executivo do Santander. Acrescentou que 2011 até 2018, as exportações de Leiria duplicaram.
O peso da indústria e das exportações
Ricardo Ponte
Filipe S. Fernandes 01 de abril de 2019 às 15:30
"É a terceira vez que a Box está em Leiria, o que mostra como o banco olha para Leiria, que se tem destacado indústria, que pesa 36% no PIB da região, que compara com os 22% em termos nacionais", referiu Pedro Castro e Almeida, presidente executivo do Santander. "Segundo os dados do INE, 62% das empresas são competitivas no seu setor, quando, em Portugal, o indicador é de 40%. Entre 2011 até 2018, verifica-se que houve uma grande evolução das exportações portuguesas, cresceram mais de 50%, mas no caso de Leiria duplicaram, o que tem a ver com este fator competitivo".

O olhar para o exterior por parte das empresas portuguesas é uma oportunidade para o Santander, que está presente em várias geografias no mundo. "Pode ajudar a fazer a ponte com essas economias externas, pois o banco tem em cada país um international desk, que é um centro que faz as ligações. Qualquer empresa portuguesa que se queira internacionalizar para um país, pode recorrer ao Santander para obter informações sobre as tarifas, a fiscalidade, o negócio, a concorrência e, quando chega a esse país, o empresário já não é um estranho, porque o Santander nesse país já sabe quem, já tem o enquadramento e faz todo o acompanhamento", sublinha Ilda Costa, diretora comercial de empresas do Santander Leiria.

Além dos especialistas do desk internacional, em Leiria podem ter o apoio de cinco gestores dedicados e, além dos balcões que fazem o acompanhamento das empresas com faturações abaixo dos 3 milhões de euros. O banco tem um conjunto de linhas de apoio ao negócio internacional, com todos os instrumentos de crédito e de transacionalidade, "em que ajudamos os clientes nestes produtos mais específicos", salienta Ilda Costa.

Trade e formação

O banco tem um portal Trade, e, qualquer empresa cliente do Santander, com o seu código pautal, pode fazer uma pesquisa mundial ou num mercado e saber quem são os seus concorrentes, que feiras existem. Neste portal existe um clube Santander onde estão inscritos os clientes do banco, que, em princípio, são empresas de bom risco e com quem podem estabelecer contactos comerciais e outros. "Pelo feedback que temos, tem ajudado muito as empresas na sua internacionalização. O maior utilizador em Portugal do portal Trade é uma empresa da Marinha Grande, que tem uma pessoa dedicada a tempo inteiro a fazer pesquisas no portal para oportunidades de negócio", disse Ilda Costa.
Ilda Costa, diretora comercial de empresas do Santander em Leiria
Ilda Costa, diretora comercial de empresas do Santander em Leiria
Ricardo Ponte
"Há tendência de ver o banco como um financiador, mas tem outros serviços", afirmou Ilda Costa. O banco também tem uma oferta não financeira ao nível da formação, com formação online e presencial. A empresa pode ter um estagiário durante três meses, escolhido pela empresa sem qualquer custo. "É uma ajuda para a aproximação entre as universidades e as empresas e para o primeiro emprego", concluiu a diretora comercial de empresas do Santander Leiria.

Pedro Castro e Almeida falou da cultura da formiga no Santander, que em "tempos de euforia se resguarda para se preparar para os tempos mais difíceis, pois, como outros setores, o negócio financeiro é cíclico". Com esta estratégia o Santander passou, em termos de produção de crédito, de uma quota de mercado em 2007 de 5% para 20 a 25% os últimos anos. "O banco tem uma postura de mercado mais de médio e longo prazo, o que nos permitiu chegar a uma posição de sermos hoje em dia o maior banco privado em termos de crédito e de rentabilidade", concluiu Pedro Castro e Almeida.

Conversa à solta em Leiria

As "Conversas Soltas", tendo como tema Leiria em Perspetiva, decorreram na Box Santander Advance, a 20 de Março em Leiria, no âmbito da iniciativa Mais Próximo das Regiões. Participaram na conversa Ana Sargento, vice-presidente do Instituto Politécnico de Leiria, António Poças, presidente do NERLEI, Luís Febra, presidente da Socem, Pedro Machado, presidente da Direção-geral Turismo Centro, Raul Castro, presidente da Câmara Municipal de Leiria e Ilda Costa, diretora comercial de empresas em Leiria, tendo contado com a moderação da jornalista Andreia Vale.


Instituto Politécnico de Leiria com pleno emprego

Em junho de 2018 os dados apontavam para uma taxa de empregabilidade de 94,6%, que em alguns cursos como informática, engenharia industrial, engenharia mecânica, educação básica atingia os 100%. Ligeiramente abaixo de 90% está a licenciatura de comunicação e media.

O Instituto Politécnico de Leiria oferece nas suas cinco escolas distribuídas por Leiria, Caldas da Rainha e Peniche, 49 licenciaturas e 72 cursos de pós-licenciatura que envolvem mestrados, pós-graduações e os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), tendo cerca de 12 mil alunos.

Como referiu Ana Sargento, vice-presidente do Instituto Politécnico de Leiria, os CTeSP, inserem-se "na nossa missão de escola politécnica de ter uma oferta muito interessante para criar profissionais aptos a curto prazo para trabalhar nas organizações".

Observou que as licenciaturas e os mestrados estão consolidados, e as actualizações tem sido feitas tanto nos CTeSP, "que são mais novos e portanto temos feito mais ofertas todos os anos", e, sobretudo, "na formação para executivos, pós-graduações em que tentamos corresponder às necessidades das empresas, com um tipo de oferta mais flexível e atualizável". No entanto, que está na forja uma nova licenciatura, Inovação e Empreendedorismo Social, que vai funcionar em torno de projectos e não de disciplinas.

Hoje os alunos estrangeiros representam mais de 10% da população estudantil do IPL, já contam com 70 nacionalidades, e é uma aposta fundamental por causa dos factores demográficos. "Estamos todos os anos a pesquisar novos mercados. Temos também em conta a qualidade, não nos interessa só ter estudantes em número", referiu Ana Sargento, que adiantou que " depois há o fator de retenção, de modo a que fiquem na região. Esse é um outro aspeto".

Ana Sargento deu exemplos da forte ligação entre a escola, os alunos e as empresas da região e acompanha ao longo da sua formação. O contacto com as empresas faz-se com os estágios de Verão, que nos estágios finais integrados das licenciaturas, CTeSP e mestrados. Em média por ano realizam-se mais de 3 mil estágios.




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