Outros sites Cofina
Notícia

Os duros testes do confinamento

Para João Nascimento, CTO da Vodafone, a pandemia permitiu quebrar tabus e tirar uma grande lição, que é “prever o futuro vai ser muito complicado, vamos ter de experimentar, testar e ver o que é que funciona”.

Filipe S. Fernandes 16 de Julho de 2020 às 09:45
A carregar o vídeo ...
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

"O primeiro período de confinamento foi realmente um teste duro, mas com bastante sucesso. Como muitas empresas, temos planos de continuidade de negócios em que, durante muitos anos, e foram pilhas de powerpoints que, por acaso testávamos de dois em dois anos", recordou João Nascimento, Chief Technology Officer da Vodafone Portugal. Nessa altura, "tudo isso tomou vida de uma forma urgente e foi um dos aceleradores que tivemos", concluiu.

Em termos práticos, a primeira prioridade foi colocar as pessoas a salvo em casa, a segunda foi a estabilidade dos sistemas e das redes para garantir que todas as pessoas e empresas conseguiam trabalhar de casa. Em termos de rede móvel, o aumento do tráfego de voz foi de 50%, mas na rede fixa o tráfego ainda foi de 80%, porque as pessoas passaram a estar mais ligadas.

Como a Vodafone está integrada num grupo internacional, os contactos com os colegas italianos e espanhóis permitiram que antecipassem em sete dias a mobilização das pessoas para casa. "Num par de dias estava toda a equipa a trabalhar de forma remota. Isto foi uma prova de fogo em todos os temas que temos de operar porque uma rede de telecomunicações móvel, fixa e de televisão é ainda complexa", refere João Nascimento.

Segundo o gestor da Vodafone a pandemia permitiu quebrar tabus. "Discutimos durante vários anos se conseguíamos ter call-centers a trabalhar a partir de casa. Em termos tecnológicos não é trivial, estávamos num processo de testes que iria durar mais três meses e acabamos por fazer em três dias e estamos a falar de 1800 pessoas. Fomos das poucas empresas no grupo Vodafone a ter 100% do call-center em casa, e que ainda mantemos". Este foi o grande desafio mas a grande lição é que "prever o futuro vai ser muito complicado, vamos ter de experimentar, testar e ver o que é que funciona".

Mais notícias