Santarém: Uma escola para desenvolver a região

O Instituto Politécnico de Santarém tem cinco escolas superiores Agrária, Educação, Saúde, Gestão e Tecnologia e Desporto. "Esta partilha de conhecimento interno tem de ser alargada a outros parceiros tanto locais e empresas como com outras unidades de investigação", explica José Potes.
Santarém: Uma escola para desenvolver a região
José Potes, presidente do Instituto Politécnico de Santarém, considera que a instituição tem de partilhar o conhecimento com as empresas e sair para o mundo.
Inês Gomes Lourenço
Filipe S. Fernandes 06 de novembro de 2018 às 13:00
"Sempre vivi para a agricultura mas nunca vivi da agricultura", diz José Potes, presidente do Instituto Politécnico de Santarém desde de Setembro de 2018, e criado há 38 anos, e director da Escola Superior Agrária de Santarém, que está a celebrar 130 anos. Por esta escola passaram "milhares de regentes agrícolas que fizeram a transferência de inovação durante o século passado", recorda.

Integração de escolas

O Instituto Politécnico de Santarém tem cinco escolas superiores Agrária, Educação, Saúde, Gestão e Tecnologia e Desporto. "A integração de escolas com idades diferentes, culturas variadas fica facilitada com a actual equipa de gestão do IPS, porque é formada pelos directores das cinco escolas. Esta partilha de conhecimento interno tem de ser alargada a outros parceiros tanto locais e empresas como com outras unidades de investigação", explica José Potes.

A escola de Gestão tem cerca de mil alunos. A escola de Saúde só tem uma licenciatura, "é muito pequena mas muito integrada a nível nacional em projectos interessantes no domínio da saúde", refere José Potes. A escola agrária tem cinco licenciaturas em áreas como a agronomia, a produção animal ou zootecnia e a tecnologia, e conta com cerca de 700 alunos.

Formação mais aplicada

É uma formação aplicada, dirigida, em que o aluno tem contacto com os sistemas e os processos de produção. Tudo isto se aplica às licenciaturas, aos mestrados e, como salienta José Potes, "aos novos cursos que estão a puxar pelo politécnico, e que podem ajudar no desenvolvimento regional", os chamados cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP)

São cursos superiores de curta duração, têm 120 créditos ECTS e uma duração de dois anos curriculares de trabalho dos alunos. O plano de formação de um CTeSP integra as componentes de formação geral e científica, de formação técnica e de formação em contexto de trabalho de pelo menos um semestre com empresas e organizações com base em protocolos. Os titulares podem prosseguir os estudos de Licenciatura.

"Temos partilhas com outras escolas como por exemplo temos um centro de investigação em Qualidade de Vida, que reúne Santarém e o Instituto Politécnico de Leiria, e, por exemplo, parceria nos projectos de investigação com a INIAV", salienta José Potes.

A formação mediterrânica

O mediterrânico está na moda tanto na agricultura como na dieta, na qualidade de vida. O IPS iniciou uma licenciatura em Dieta Mediterrânica e Qualidade Alimentar que teve dois candidatos, e não se realizou. O mestrado em Agro-Silvo-Pastorícia Mediterrânica, que foi criado por José Potes, teve, o ano passado, 183 pessoas fora de Portugal que manifestaram interesse nesta formação, no entanto nenhum estrangeiro se inscreveu e conta apenas com oito alunos portugueses.




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