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Sinais de esperança num grupo 5 estrelas

João Pedro Tavares vê “uma forte procura” por parte dos clientes, o que deixa no ar que, nos próximos meses, a retoma seja forte.

Filipe S. Fernandes 26 de Janeiro de 2022 às 16:00
Duarte Roriz
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"Estamos no nicho dos hotéis cinco estrelas e de luxo e, antes da pandemia de Covid-19, dependíamos em 98% do mercado internacional sobretudo dos Estados Unidos, Inglaterra e União Europeia, o que nos obrigou a direcionar a oferta para o mercado nacional", explica João Pedro Tavares, CEO da Torel Boutiques, que em 2013 abriu o Torel Palace Lisboa. Neste hotel, cruzou-se com Barbara Ott e Ingrid Koeck, que são as suas sócias na Torel Boutiques, hotéis de cinco estrelas, uma parceria que se estendeu para o Porto com o Torel Avantgarde, Torel 1884 Suites & Apartments e Torel Palace Porto.

"Fomos dos poucos grupos de cinco estrelas no Porto que não fechámos, com exceção de uma unidade, estivemos muito meses sozinhos. E em Lisboa também não fechámos", afirma João Pedro Tavares. Mudaram de estratégia investindo muito no digital, no social media e nas plataformas digitais como forma de sentir o mercado e antever as dinâmicas da procura.

"Em 2020 o verão foi muito tímido mas, em 2021, já foi bastante relevante e novembro do ano passado foi o melhor mês desde que começámos os negócios em 2013. Depois veio esta quinta vaga que alterou o planeamento e as expectativas criadas, sobretudo para o primeiro trimestre de 2022", adianta João Pedro Tavares.

O copo meio cheio está no facto de sentir "uma dinâmica de procura muito forte, e nos mercados que nos interessam, os que trabalhamos sempre, o que dá uma esperança de conseguir dar a volta nos próximos meses". Os sinais são positivos. "O que sentimos a nível do grupo é que há uma forte procura, com a ADR [Taxa média diária] bastante superior a 2019 para os próximos meses de março, abril, maio e junho, pelo que antevemos que as coisas retomem de uma forma bastante mais forte, se nada de estranho acontecer", conta João Pedro Tavares.

O gestor aponta ainda para uma mudança de consumidor diferente da procura de há dois anos ou dois anos e meio. "É um consumidor mais jovem e urbano. Por geografias, os mercados são basicamente os mesmos que tínhamos como o mercado norte, o inglês, o alemão, o francês, o suíço, que são 85% da nossa procura".