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Jogo da Bolsa: Criptoativos chegaram em força

O Jogo da Bolsa de 2022 termina hoje e, no balanço desta edição, João Queiroz, "head of trading" do Banco Carregosa, aponta três grandes destaques.

Negócios 02 de Dezembro de 2022 às 14:00
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O Jogo da Bolsa de 2022 termina hoje e, no balanço desta edição, João Queiroz, "head of trading" do Banco Carregosa, aponta três grandes destaques. Um deles foi o facto de os ativos das finanças descentralizadas, como as criptromoedas, "terem observado uma maior utilização". "Isto coincidiu com alguma rutura do mercado face a este tipo de instrumentos, o que lhes deu mais vida - com o colapso da FTX e as sucessivas ondas de choque que se observaram naquela indústria, ainda com baixa ou mesmo nenhuma regulação, a serem o momento íman", sublinha João Queiroz.

Houve "um maior investimento em criptodivisas comparativamente com a edição do ano passado. O número de participantes que transacionou este tipo de ativos foi estrondosamente superior. E isto foi uma marca mais distintiva em relação aos últimos anos". Ainda sobre o tema, João Queiroz frisa que, com a quebra e falência da FTX, nem as gestoras mais conceituadas saíram incólumes: 1. Sequoia Capital: $250 milhões; 2. Paradigm: $215 milhões; 3. Temasek: $210 milhões; 4. Thomas Bravo: $150 milhões; 5. Insight Partners: $40 milhões; 6. Tiger Global: $38 milhões; ou 7. Blackrock: $24 milhões.

3Destaques
Três investimentos que se destacaram este ano: os criptoativos, derivados sobre índices e derivados sobre mercadorias.
Um outro ponto a destacar é a maior utilização de derivados sobre índices acionistas - mais propriamente CFD (contratos por diferença) sobre índices de ações. Um CFD, recorde-se, é uma fração dos contratos de futuros dos índices, mas sem maturidade. "Esta aposta permitiu que os investidores mais correlacionados com o mercado apanhassem a subida registada a partir de outubro e conseguissem tirar maior proveito deste tipo de instrumentos".

Um terceiro investimento a destacar: os derivados sobre mercadorias, nomeadamente crude e gás natural. "Dada a crise energética que se vive, houve uma maior apetência dos participantes para alocarem este tipo de instrumentos às suas carteiras", afirma.

"Assim, o ciclo de subida e a maior volatilidade do mercado fez com que se usassem mais estas estratégias do que as tradicionais", frisa João Queiroz. "Quem leu melhor o mercado e teve uma perspetiva mais consistente de como as variáveis macroeconómicas se poderiam comportar perante os sistemáticos aumentos dos juros pelos bancos centrais também conseguiu tirar melhores resultados", aponta. "Quem mais ganhou foi quem teve a capacidade de ver que a subida da inflação poderia estar limitada e que, a prazo, as ações poderiam começar a reagir".

Jogo da Bolsa
16 de novembro a 2 de dezembro

O Jogo da Bolsa termina hoje, 2 de dezembro. As diversas classificações são divulgadas nos dias úteis no site jogodabolsa.jornaldenegocios.pt e na versão impressa do Jornal de Negócios. Até ao final da iniciativa estas classificações serão sempre provisórias e poderão ser alvo de correções.

Todos os dias é retirada uma classificação provisória da Classificação Global, da Classificação Universitária e da Classificação Universo ISCTE Business School, que é divulgada no dia seguinte também no jornal impresso. Às terças-feiras é divulgado o vencedor semanal. O Jogo da Bolsa 2020 é um passatempo organizado pelo Negócios em parceria com a GoBulling e com o ISCTE Business School, e ainda com o apoio do Caldeirão de Bolsa.

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