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O big data na produção de energia da EDP

Este projeto insere-se na estratégia de digital asset management (gestão de ativos de base digital) para atingir objetivos de melhoria da eficiência e fiabilidade, a otimização de custos operacionais e a melhor exploração das oportunidades de mercado.

Filipe S. Fernandes 07 de Janeiro de 2020 às 13:00
O projeto de manutenção preditiva X.FIT obedece ao novo paradigma do big data. David Cabral Santos
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Best Digital Operational Process Manutenção Preditiva X.FIT

A geração convencional de eletricidade como a hídrica e a térmica está a ser desafiada pelas energias renováveis como a eólica ou a solar, criando volatilidade nos preços e na produção. O que leva, Nuno Martins, responsável do Centro de Monitorização e Diagnóstico da geração convencional da EDP "a que se aumente o nível de stress colocado sobre os ativos (desgaste, fadiga de materiais, etc.), por outro lado, reduz a previsibilidade sobre a forma de recuperar esses custos acrescidos".

Explica que neste contexto, "foi necessário procurar respostas inovadoras. As tecnologias digitais trazem esse potencial de disrupção com novas formas de assegurar esta tarefa essencial, que é ter capacidade de manter os ativos operacionais e com a máxima eficiência possível".

EDP e General Electric

Com este objetivo a EDP fez uma parceria com a General Electric, que se baseou em dois fatores. A plataforma tecnológica e o conhecimento específico do domínio da energia já aplicado sobre as ferramentas digitais e os algoritmos foram fulcrais para esta associação.

O projeto manutenção preditiva X.FIT obedece ao novo paradigma do big data, do data analytics e da inteligência artificial, que permite que os modelos de monitorização analisem o valor das variáveis em contexto, que os novos sistemas de automação analisem imensas variáveis e emitam comandos em tempo real, dentro de limites definidos.

Insere-se na estratégia mais abrangente de implementar uma filosofia de digital asset management (gestão de ativos de base digital). "Pretendemos atingir objetivos de melhoria da nossa eficiência e fiabilidade como a otimização de custos operacionais, e a melhor exploração das oportunidades de mercado", diz Nuno Martins.

Mais automação

Este é um projeto vocacionado para o negócio da produção de eletricidade e abrange a quase totalidade dos ativos de geração convencional da EDP como as centrais hídricas, de ciclo combinado e a carvão que atualmente se aproximam do fim do seu ciclo de vida, tanto em Portugal e Espanha. "Participam no mesmo mercado, por isso estão expostos aos mesmos desafios, daí fazer sentido pensar numa lógica integrada", refere Nuno Martins.

A filosofia de manutenção preditiva, com recurso a algoritmos de monitorização preditiva de falhas permite reagir de forma antecipada a falhas de equipamentos, minorando ou evitando os seus impactos, e substituir as diversas ações de manutenção por uma monitorização online e permanente dos equipamentos.

Um dos objetivos é a produção energética mais eficiente e sustentável. Como diz Nuno Martins, " estamos também a implementar algoritmos de monitorização de desempenho dos equipamentos para podermos mais facilmente detetar degradações de performance das máquinas e otimizar o despacho das nossas centrais de produção de energia em mercado".

O projeto abrange ainda o aumento da automação do processo produtivo em centrais mais antigas e otimizar a exploração de alguns dos ativos hídricos a aumentando a sua flexibilidade.

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