162.465. É o número de novos automóveis que até ao final de Setembro começaram a rolar nas estradas nacionais. Um aumento expressivo face a 2014, sinalizando a maior confiança dos consumidores na economia. Mas também traduz o atractivo das taxas baixas na compra de bens de maior valor a crédito, como os carros.
A compra de um automóvel é, regra geral, uma decisão mais emocional do que racional. Ou se gosta do carro ou não. Mas gostos à parte, há uma decisão que deve ser tomada na hora de pagar o automóvel: a pronto ou a crédito. A pronto não é solução para muitos portugueses, mas mesmo para quem consegue pode não ser um bom negócio. Isto porque há várias campanhas de taxas zero.
Não é preciso procurar muito para encontrar marcas que têm associadas as instituições financeiras que lhe permitem sentir o cheiro do interior novo de um carro com TAEG de 0% ou pouco mais do que isso. Apesar de as aplicações a prazo terem taxas mínimas, pode sempre conseguir algum retorno mantendo parte do capital na carteira.
Mesmo que não consiga chegar aos zero, tendo em conta o contexto de taxas baixas, pode obter juros em torno dos 5%, 6%, até um máximo de 10,5% (o máximo permitido) para o crédito nos carros novos. No caso do financiamento para carros usados, a taxa máxima é de 13,2%, sendo que em muitos casos ficam perto de 10%. Se a diferença de preço do novo face ao usado não for muito grande, a taxa zero pode compensar ter o conta quilómetros a zeros.
Comprar ou alugar?
O crédito não é a única forma de ter um carro novo. Cada vez mais há uma aposta das marcas, mas também das financeiras, em produtos como o ALD ou mesmo o "renting". Soluções desenhadas para quem não quer um "carro para a vida", beneficiando de outras "mordomias" como manutenções e seguros, entre outros. Em ambos os produtos, é possível ter um carro novo por prestações baixas, mas é preciso ter em conta que esse dinheiro não está a comprar nada, apenas está a pagar a utilização do carro.