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PNI regressa com foco na escala e no impacto

As candidaturas à 4.ª edição do Prémio Nacional de Inovação abrem a 4 de março, data em que a iniciativa é oficialmente lançada no Porto, na Casa da Música. A edição de 2026 volta a colocar no centro do debate a capacidade de Portugal transformar talento e tecnologia em crescimento económico sustentado e impacto social.

14:00
Imagem de arquivo da conferência de abertura da edição do ano passado.
Imagem de arquivo da conferência de abertura da edição do ano passado. Ricardo JR
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A quarta edição do Prémio Nacional de Inovação (PNI) arranca a 4 de março, no Porto, num momento em que a discussão sobre crescimento económico, autonomia estratégica e competitividade europeia ganhou nova centralidade. A iniciativa, organizada pelo Jornal de Negócios, Banco BPI e Claranet Portugal, volta a colocar a inovação no centro do debate público, mas agora com uma exigência adicional: transformar talento e conhecimento em escala económica e impacto social efetivo.

Portugal consolidou, nos últimos anos, uma imagem de país inovador, com startups internacionalizadas, centros de investigação reconhecidos e capacidade tecnológica instalada, com os promotores a assumirem que o desafio já não é apenas gerar ideias, mas convertê-las em negócios sustentáveis, produtividade e melhores salários. É neste ponto que o PNI procura posicionar-se: como plataforma de reconhecimento, mas também como espaço de reflexão sobre a capacidade de o país transformar inovação em valor.

Afonso Eça, administrador executivo do Banco BPI, enquadra essa ambição sublinhando que “a inovação é um fator decisivo para continuar a reforçar a competitividade da economia portuguesa. O apoio do BPI a esta iniciativa constitui mais um contributo para fortalecer um ecossistema colaborativo, que junta agentes económicos, sociais e educativos, promovendo novos polos de conhecimento e impulsionando a inovação de forma transversal nas organizações”. Também Alexandre Ruas, managing diretor da Claranet Portugal, destaca a dimensão estratégica do prémio, afirmando que “o compromisso da Claranet Portugal para com o Prémio Nacional de Inovação reflete a nossa convicção: acreditamos que Portugal tem um ecossistema de talento excecional, preparado para afirmar a inovação nacional à escala global. Através da plataforma de referência que é esta iniciativa, continuamos a apoiar e distinguir as empresas que estão a criar valor acrescentado no nosso país, promovendo um espaço único de colaboração e partilha de conhecimento em prol de um futuro mais inovador, competitivo e sustentável”.

Talento e investimento, falta escala económica

Portugal tem vindo a consolidar a sua posição no panorama europeu da inovação, ainda que com progressos graduais. Segundo o European Innovation Scoreboard 2025, o país é classificado como um inovador moderado, com um desempenho equivalente a 90,7 % da média da União Europeia, ocupando a 16.ª posição entre os 27 Estados-membros, uma subida de três lugares face a 2024 e um aumento de quase dez pontos percentuais desde 2018, quando comparado com a média europeia.

Em alguns indicadores específicos, Portugal apresenta desempenhos destacados: o apoio público à investigação e desenvolvimento empresarial supera 185 % da média europeia, e as vendas de inovações novas no mercado ou na empresa atingem 133 % da média da UE, refletindo uma capacidade crescente de traduzir inovação em resultados comerciais.

A edição de 2026 do PNI mantém uma rede alargada de parceiros que espelha a diversidade do ecossistema nacional: Nova SBE como Knowledge Partner, Cascais como Município Inovador, FI Group, Galp, Grupo Brisa, HP Portugal, MC e MEXT: Mota-Engil Next enquanto parceiros corporativos, além do apoio institucional da Agência Nacional de Inovação e da COTEC Portugal.

Além da vertente empresarial, o prémio, garantem os promotores, assume também uma dimensão pública e social, com a inovação a ser vista como instrumento de modernização dos serviços públicos, de reforço da eficiência administrativa e de criação de respostas para desafios estruturais como envelhecimento, desigualdade ou acesso à saúde e à educação. A capacidade de articular crescimento económico com impacto social surge, assim, como um dos eixos centrais desta edição.

Autonomia estratégica e novos setores em debate

O arranque oficial acontece na Casa da Música, no Porto, com uma conferência que inclui um keynote de Rui Lobo, diretor da Tekever para Portugal e Europa do Sul, e dois debates centrados em temas estruturais: “A nova economia europeia da inovação: autonomia estratégica e competitividade global” e “Inovação e crescimento económico: onde estão os novos setores estratégicos?”. A presença de líderes empresariais, decisores e especialistas reforça a intenção de ir além da cerimónia e enquadrar o prémio num debate mais amplo sobre o posicionamento do país.

A Nova SBE apresentará as novidades desta edição, enquanto empresas vencedoras da edição anterior partilharão casos concretos de inovação aplicada, numa lógica de demonstração prática do impacto que o prémio pretende valorizar.

Inscreva-se na conferência de lançamento da 4ª edição do PNI

No próximo dia 4 de março, a Casa da Música, no Porto, recebe a conferência que marca o arranque da 4.ª edição do Prémio Nacional de Inovação (PNI). Participe neste momento de encontro e inspiração, conheça tendências, projetos e protagonistas que estão a transformar Portugal através da inovação. Garanta já a sua inscrição e junte-se a quem está a impulsionar a competitividade, a sustentabilidade e o futuro do país. Faça parte desta mudança. Inscreva-se clicando

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