Ferpinta: "A internacionalização foi essencial para o crescimento"

A aposta na internacionalização para o grupo Ferpinta começou há duas décadas e é algo que "foi essencial para o seu crescimento", permitindo combater algumas das "flutuações" que alguns mercados possam registar.
Ferpinta: "A internacionalização foi essencial para o crescimento"
A Ferpinta exporta para 34 países e tem investimentos directos em Espanha, Angola e Moçambique.
Inês Lourenço
Ana Laranjeiro 21 de dezembro de 2017 às 16:33
Ferpinta Prémio Sector Estratégico - Metalomecânica

Com cerca de 1.200 funcionários, exportações para 34 países do mundo e investimentos directos em Espanha, Angola e Moçambique, o grupo Ferpinta foi o vencedor do Prémio Sector Estratégico - Metalomecânica. Um prémio que, Nuno Pires, administrador do grupo, diz, em declarações por escrito ao Negócios, ser "o resultado de um trabalho continuado de uma equipa de trabalho motivada para criar valor e que não se limita a responder eficazmente ao mercado mas a procurar antecipar as suas necessidades".

Mas contar a história do grupo Ferpinta exige um recuo no tempo até à década de 1960. Em pleno Estado Novo, em 1962, Fernando Pinho Teixeira, fundador do grupo e actual presidente do Conselho de Administração, começou a sua actividade em nome individual na área da metalomecânica. Mas foram necessários dez anos para que a sociedade por quotas, Ferpinta - Fábrica Nacional de Construções Metálicas fosse criada. Sendo esta a empresa-mãe do grupo.


34
Países
A Ferpinta exporta para 34 países do mundo.

1.200
Funcionários
Nascida há mais de 40 anos, a Ferpinta tem mais de 1.200 funcionários.

60%
Internacionalização
A internacionalização tem um peso de 60% para o grupo.


Nuno Pires reconhece que o grupo tem um percurso longo "sustentado numa vontade permanente de construir, de crença inabalável nas capacidades, na potenciação das suas fontes de vantagens competitivas, e na aposta no desenvolvimento e retenção do talento que felizmente abunda nos nossos recursos humanos". "Ano após ano temos sido capazes de incrementar de forma sustentada o nosso volume de negócios, a expansão internacional, por via de investimento directo estrangeiro e exportação, e consequentemente a potenciar os resultados financeiros das companhias", acrescentou.

O responsável aponta que um dos principais desafios que o grupo enfrenta é o de "continuar a bem interpretar o mercado, desenvolvendo estratégias que permitam valorizar e reter os recursos endógenos - humanos, físicos e financeiros - e criar valor para os clientes". Sublinhando ainda que "a empresa se encontra na terceira geração, sendo importante que a mudança geracional se produza com serenidade e harmonia".

O prémio é o resultado de um trabalho continuado de uma equipa de trabalho motivada para criar valor e que não se limita a responder eficazmente ao mercado mas a procurar antecipar as suas necessidades.


Internacionalização do grupo foi essencial para o seu crescimento, permitindo uma maior flexibilidade da sua acção no mercado e alisando flutuações que circunstancial-mente alguns mercados pudessem evidenciar.
Nuno Pires
Administrador da Ferpinta

O grupo Ferpinta exporta para 34 geografias, tem investimentos directos em Espanha, Angola e Moçambique. O responsável explica que "a internacionalização do grupo foi essencial para o seu crescimento, permitindo uma maior flexibilidade da sua acção no mercado e alisando flutuações que circunstancialmente alguns mercados pudessem evidenciar". "Presentemente em termos de grupo o peso da internacionalização é de cerca de 60%, enquanto na unidade nacional de produção de tubos de aço e steel service centre, a Ferpinta Indústria, é de 68%".

Em relação aos resultados financeiros do grupo, o administrador Nuno Pires não desvenda muitos detalhes. Diz apenas que "foi possível em 2017 superar os resultados obtidos em 2016, quer do ponto de vista de volume de negócios em valor, em toneladas, quer a nível da rentabilidade gerada".

As perspectivas para o próximo ano, assume Nuno Pires, "dependerão muito da evolução dos mercados e dos preços das matérias-primas". "A nossa expectativa é, como sempre, procurar crescer de forma sustentada, saudável e socialmente responsável", rematou.





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