Ulisses Pereira ulissespereira@hotmail.com 24 de Maio de 2010 às 12:00

Meia hora assustadora

6 de Maio de 2010. Um dia que ficará na memória de muitos investidores do mercado norte-americano. Os principais índices norte-americanos caíam cerca de 3% e, em menos de meia hora, passaram a cair 9%.

6 de Maio de 2010. Um dia que ficará na memória de muitos investidores do mercado norte-americano. Os principais índices norte-americanos caíam cerca de 3% e, em menos de meia hora, passaram a cair 9%. Algumas das principais acções estavam a cair mais de 20% e houve acções que chegaram a negociar a 0,01 dólares! Mas com a mesma velocidade com que o mercado se afundou, os índices recuperaram e fecharam a perder cerca de 3%.

Surgiram logo justificações para o “crash” que vivemos a meio da sessão. Umas mais inverosímeis como um erro na digitação de uma ordem (hoje em dia ordens anormalmente grandes têm mecanismos automáticos de controlo), outras mais sofisticadas como a avaria de um algoritmo dos sistemas automáticos de negociação que, nos últimos tempos, se massificaram.

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Tenho sempre dificuldade em aceitar explicações forçadas como estas. E, mais do que saber o que esteve na origem deste movimento, o importante é perceber que foi demasiado fácil ao mercado cair daquela forma, sinal de que as ordens compradoras não abundavam no sistema. E os quase 20 aos que levo de mercados fizeram-me, de imediato, afirmar que aqueles valores mínimos da sessão iriam acabar por ser testados, mostrando que nem tudo é fruto de um erro.

1065,8 foi o mínimo daquela sessão no S&P. Por mais aberrante que na altura pudesse parecer, a verdade é que o mercado já voltou a testar estes valores na passada Sexta-feira.. Por que é que procuramos sempre explicar os movimentos que não compreendemos com erros?

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