O deserto de Santana Lopes
Atraindo os concorrentes para areias movediças, onde se move como um príncipe perfeito e onde a generalidade dos elementos do seu partido caem como moscas em mel. A sua reentrada de rompante na política portuguesa, mostrando subtilmente que está contra Cavaco mas que sente que o PSD vai ficar refém do futuro inquilino de Belém, tornou-se o único acontecimento interessante da campanha oficial para as presidenciais. O «apagão» do PSD e, também, do CDS/PP nestas presidenciais foi agora aproveitado, de forma inteligente, por Santana para pôr a ferver o caldeirão de liderança do seu partido. Para Santana, Cavaco em Belém será tão mau para o PSD como seria Soares no mesmo local para o PS. Figuras tutelares que funcionariam como árbitros do gosto desses partidos. A sua sirena de alerta não é em vão. É uma forma de mostrar que está vivo e não na reforma. É, também, uma maneira de agitar o corropio militante do PSD atrás de Cavaco. Santana tornou-se a verdadeira oposição a Cavaco. Mais do que Soares, Alegre, Louçã, Jerónimo e Pereira em conjunto.
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