Afinal o Estado consegue decidir
Quando o Estado decide, o país percebe que afinal é possível. O que continua por explicar é por que razão essa possibilidade não se tornou ainda uma regra.
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Há qualquer coisa de profundamente revelador no facto de, em poucos dias, Miguel Pinto Luz surgir associado a dois momentos decisivos para o futuro das infraestruturas e da economia portuguesa. O avanço das obras da alta velocidade ferroviária e a escolha do vencedor do concurso para a aquisição da TAP constituem dois processos de enorme dimensão, complexidade técnica e impacto financeiro que, durante demasiado tempo, pareceram condenados a viver entre anúncios, adiamentos, estudos, procedimentos e intermináveis discussões sobre o momento certo para decidir. De repente, decide-se. Avança-se. Executa-se. Se é possível fazer isto nas Infraestruturas, por que razão parece tão difícil fazê-lo na saúde, na justiça ou noutras áreas fundamentais da governação?
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