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Sandra Clemente 24 de Maio de 2017 às 21:43

A hora negra

Metade do que ganhamos vai para impostos, por todo o continente. Investir na defesa europeia é uma absoluta necessidade. Todos, quem está e quem vem, são bem-vindos se nos respeitarem. Se não, não.

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"Freedom itself was attacked this morning by a faceless coward, and freedom will be defended." A própria liberdade foi atacada esta manhã por um cobarde sem rosto e a liberdade será defendida. Começou assim o discurso do então Presidente americano, George W. Bush, na primeira reação ao 11 de setembro. Entre os três mil mortos desse dia e os 22, mais 59 feridos, de Manchester, o terrorismo islâmico fez muito mais vítimas. Já conhecemos as caras. A primeira-ministra britânica aumentou o nível de ameaça terrorista no Reino Unido de "grave" para "crítico", o mais elevado e declarou que "pode estar iminente um novo ataque". Macron vai pedir ao Parlamento que prolongue até 1 de novembro o estado de emergência, em vigor desde os atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris. Mais 130 mortos. Há militares nas ruas de Manchester, como já vimos antes em Bruxelas e em Paris. Na segunda-feira, os terroristas já não mataram só pessoas normais, durante a sua vida quotidiana, mataram diretamente o nosso futuro: atentaram contra crianças e adolescentes. Atentaram também, como no Bataclan de resto, contra os prazeres da nossa vida, costumes que abominam. Ariana Grande suspendeu a tournée mundial e, parecendo uma pequena coisa, é um sinal das pequenas coisas de que vamos abdicando.

 

Quando vi o nome de Portugal nos concertos pensei, "é assim que acontece"… Vão fechar-nos lentamente. É evidente, há muito, que a nossa civilização, o nosso modo de vida, está sob ataque. Para que a irracionalidade não se erice, sou claramente a favor da liberdade e tolerância religiosas. Percebo que os políticos europeus queiram evitar o ódio dentro dos seus países, entre a sua população. Mas é inadmissível que façam de conta que as coisas não são o que são. Correm muito mais riscos de revolta se não mostrarem que defendem os nossos valores civilizacionais acima de tudo. Metade do que ganhamos vai para impostos, por todo o continente. Investir na defesa europeia é uma absoluta necessidade. Todos, quem está e quem vem, são bem-vindos se nos respeitarem. Se não, não.

 

Jurista

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