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Raul Vaz
14 de Novembro de 2007 às 13:59

Portas confidencial

“61.893 páginas.” E olhar sibilino da figura. Paulo Portas fica bem na primeira página do Expresso. 61.893 é o número de páginas que o ministro Portas mandou copiar antes de deixar o Governo. Para o efeito e dado o volume da empreitada foi contratada uma

Quem? Funcionários da empresa ouvidos pela Judiciária no âmbito do caso Portucale – os sobreiros do CDS – e que terão dito que alguns documentos estavam classificados como “Confidencial”, “NATO”, “Submarinos”, “ONU” e “Iraque”. É evidente que nada disto tem a ver com abate de sobreiros e, portanto, o Ministério Público não se interessou pelas fotocópias. Paulo Portas tem a sua versão: os documentos resumem--se a notas pessoais que foi coleccionando ao longo dos sete anos na liderança do CDS e às quais, por costume, anota como “Confidencial”, “Pessoal”, “Para Conhecimento”. No Ministério da Defesa não ficou registo da entrada e saída dos funcionários da empresa contratada na véspera das eleições que retiraram Portas do Governo. Uma pergunta: se os documentos eram de carácter pessoal – o “Expresso” diz que o ex-ministro garante não existir no espólio qualquer documento considerado classificado pelo Estado ou pelas autoridades –, por que razão não se limitou a contratar uma empresa de mudanças para a embalagem e respectivo transporte? Ai, ai, o que faria o director do “Independente” com tamanha trapalhada?!

P.S. Há muito que se percebeu que no que depender de Mário Lino o aeroporto é na Ota, ponto final. Para

que isso aconteça, não se estranhe que o ministro faça o pino.

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