Alô, Pequim, temos um problema
O banco central chinês decidiu a maior desvalorização do yuan em duas décadas. Não o faria se estivesse tudo a correr bem com a economia. Não está. Mas deve isso tirar-nos o sono?
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Com o FMI a antecipar um crescimento da economia inferior a 7% este ano e nos próximos, a economia chinesa atravessa o maior período de abrandamento desde a década de 90. A travagem resulta do excesso de capacidade instalada – desde imóveis a painéis solares – que está a levar a uma quebra acentuada do investimento. É também fruto de medidas do governo para conter a bolha no crédito, depois de este ter passado de 150 para 250% do PIB entre 2008 e 2014. É ainda uma função do menor crescimento da economia global, que é induzido também pela própria China.
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