A tempestade que vai vir
A tempestade que aí vem empurra-nos para a austeridade, contrariando as promessas do Governo e de Bruxelas. Esta austeridade não será imposta, como aconteceu na vigência da troika, mas acontecerá por fruto de uma retração económica à escala global que começa no turismo, passa pelo transporte aéreo e afetará a indústria.
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O número de pedidos de moratórias no crédito, divulgado esta quinta-feira pelo Banco de Portugal, é um claro sinal de que os efeitos desta crise vão perdurar no tempo e, em alguns casos, irão desencadear tempestades. Segundo o regulador, até final de abril, os bancos receberam 568.912 pedidos de moratórias no crédito, dos quais 90% foram aprovados. O BdP esclarece ainda que “cerca de dois terços dos contratos que beneficiam de medidas de apoio estão integrados no regime da moratória pública (345.551 contratos), enquanto os restantes estão abrangidos por moratórias privadas (169.199)”.
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