O Jornal de Negócios é:
O Jornal de Negócios não é uma publicação. É um organismo vivo de jornalistas e de leitores. É uma redacção que produz informação e a entrega diariamente, em papel, na Internet, na televisão, na rádio, nos telemóveis, em qualquer meio que faça chegar, longe ou perto, antes ou depois, de forma simples ou sofisticada, jornalismo aos leitores.
Não queremos – não fazemos – um jornal indiferente. Corremos riscos, incomodamos gente, somos críticos, contestamos afirmações, multiplicamos interrogações, procuramos verdade. Porque entendemos que a acelerada produção de factos mediáticos (mais até do que de factos noticiosos) cria a necessidade de pontos de referência, estacas firmes em que o leitor possa confiar para construir o seu próprio entendimento do mundo. Os jornais que prosperarem serão os que conseguirem essa solidez. E é isso que o Jornal de Negócios promete todos os dias: chaves de leitura para este mundo complexo, veloz e fascinante. Não é a Internet que mata o jornal; é o mau jornalismo que não sobrevive ao bom; é esquecer que o centro de tudo é o leitor, que a fonte, o anunciante, o intermediário, o gestor, o próprio jornalista são acessórios nessa missão.
O Jornal de Negócios desempenha uma função social, ao serviço do leitor e, nisso, ao serviço do País. Dizer que fazemos jornalismo de forma isenta, imparcial e rigorosa é, felizmente, uma banalidade em Portugal. Mas não nos dispensa de uma vigilância permanente. Porque a independência é uma consequência de se ter liberdade. Liberdade de opinião, de fontes, de anunciantes, de agências de comunicação, de traficâncias disfarçadas de seriedade; liberdade de saber usar a liberdade, a nossa e a dos outros.
É dessa liberdade que vem o nosso poder. O Jornal de Negócios é um jornal de poder porque não é um jornal do poder. Não pratica jornalismo "alinhado", não tem amigos mas fontes, não produz textos giros mas úteis; não produz páginas intermináveis sobre temas que merecem melhor densidade e propostas de entendimento. Não somos uma agência organizadora de eventos, somos um jornal de leitores. Somos um jornal vivo, de inovação editorial, gráfica, fotográfica, que questiona mais do que afirma, que faz opinião em espaço próprio e não confunde humildade com poder: tem ambos.
O Jornal de Negócios tem hoje a redacção económica com mais audiência do país, que publica informação contínua e integrou equipas "online" e "papel" há quatro anos, muito antes de todos os outros diários portugueses. Isso não é um mérito em si, mas é-o a criação de um projecto verdadeiramente multimédia, assente numa cultura de redacção moderna e cosmopolita.
É este Jornal de Negócios que eu recebo hoje das mãos do melhor jornalista de economia do país, com a responsabilidade que me delegou e a inspiração que continuará a motivar-me. O Sérgio Figueiredo criou mais do que um diário de economia sólido e em crescimento; criou um projecto e uma cultura de equipa que o quer honrar. Se estamos contentes? Não. Estamos insatisfeitos. Permanentemente. É a nossa matriz genética. É a proposta que fazemos todos os dias ao leitor: ser exigentes e não complacentes. Com o mundo, com o País, connosco.
O Jornal de Negócios não é uma publicação. É conhecimento. É jornalismo. É humano. Agora, chega de falar de nós. Falemos de novo para si. É a melhor razão para estarmos aqui. É mesmo a única razão que interessa.
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