Mudam-se os tempos, mudam-se os receios
60% dos inquiridos considera que este é o principal risco. E é preciso recuar a 2012 para encontrar um factor que concentre uma percentagem tão elevada de preocupação por parte dos especialistas. Na altura, a crise da dívida soberana era o aspecto que mais tensão causava, justificando a queda dos mercados accionistas e a subida das "yields" da dívida pública dos países do sul da Europa. Mas, desde então, muitos outros acontecimentos fizeram tremer os mercados: os receios sobre o abrandamento da economia chinesa, o resultado do referendo britânico, a vitória de Donald Trump nas eleições de 2016 nos Estados Unidos, entre outros. Mas nenhum conseguiu assumir a expressão que a crise da dívida soberana teve nas preocupações dos gestores de fundos. Até à actual guerra comercial. E esta perspectiva leva 28% dos inquiridos a defender a venda das acções europeias, demonstrando que o optimismo em relação ao Velho Continente está mesmo em mínimos de Dezembro de 2016.
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Jornalista
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